Passados mais de três meses, hoje voltei a apanhar boleia!
O relógio é implacável e não dá benesses... Quando dei por mim constatei que não usava as teclas desta tela desde Abril. E quanta coisa aconteceu, e quanta vontade eu tive de escrever mas, daqui a pouco será mais tranquilo... três meses depois e a tranquilidade não chegou a chegar!
Foi dia da mãe, foi dia de comemoração de oito anos de casamento, foi dia de voltar a trabalhar oficialmente, foi dia de curto-circuito, foi tempo de campanha eleitoral, foi dia de eleições, foi noite de afastamento de Sócrates, foi dia de baptizado, foi dia da primeira papa, foi dia da tomada de posse do novo governo, foi dia da primeira sopa, foi dia de fim de ano lectivo, foi dia de curto-circuito, foi tarde de festa de final de ano, foi dia de mais um estranho casamento real, foi dia de inscrição da Maria Catarina na Creche.
Que estranho! Parte de mim anseia pelo dia 1 de Setembro, parte de mim deseja contrariar o movimento implacável do relógio e pará-lo agora mesmo até... até sempre.
Será estranho mas aliviante voltar a viver os dias sem preocupações colaterais, acho que vou respirar de alivio por não ter que me ocupar das fraldas, das comidas, dos choros, das chuchas perdidas, dos sonos contrariados e de mais isto e de mais aquilo. Ainda assim há sete meses e quase e meio que vivo em dualidade não sei se me lembro como é ser uma só...
Com tudo isto ganho uma certeza: não posso estar tanto tempo sem apanhar boleia!