quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Viagem 112: Os brilhantes vs Os cinzentos






Hoje de manhã vinha no carro e dá-se esta música. Balada Astral. Sem palavras. É tão extraordinária quanto a história da sua criação. Cada vez acredito mais que há pessoas que estão marcadas para brilhar. Outras, a maioria passarão cinzentas quase transparentes. Tenho tanta, mas tanta inveja de não fazer parte do grupo dos primeiros.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Viagem 111: Super poderes

Sexta feira aconteceu mais uma conversa improvável no loft. Falavamos sobre pessoas, que por acaso são mulheres, que por acaso são mães e que por acaso às vezes também ficam doentes.

Doenças simples mas, que deitam abaixo qualquer um. Doenças simples mas, que gritam por cama, aconchego, sossego, lenços de papel, bebidas quentes, um comando de televisão e cobertores.

Estou nesta condição.

No último dia da semana fui trabalhar porque já tinha o piloto automático ligado, não encontro outra explicação: a minha garganta parecia lixa, a minha cabeça pesava à vontadinha uma tonelada e como tinha os ouvidos tapados, passei todo o dia mergulhada numa piscina. Ao final do dia recolhi os miúdos, fui para casa. Passei os banhos, a alegria foi geral! Fiz o jantar, enquanto isso apanhei roupa, pus roupa a lavar, servi o jantar, arrumei o pós jantar, vesti pijamas e deitei-me já devia ser para aí, outro dia.

Sábado, acordei com febre. Tomei um comprimido, deitei-me, dormi. Interrompi a necessidade de cama para preparar uma para a natação, outro para o futebol. Aproveitei e estendi roupa, pus roupa a lavar, organizei o almoço, fui assistir ao jogo de futebol, passei pelo supermercado. Regressei a casa e retomei o estado de doente, tomei um comprimido e dormi. Interrompi. Ajudei no jantar, servi o jantar, arrumei o pós jantar, vesti pijamas, tomei um comprimido e deitei-me.

Sexta feira, no loft, falavamos sobre os super poderes que ganhamos com a maternidade. Nunca pensei conseguir mas, a verdade é que também eu ganhei um interruptor liga/desliga o modo doença.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Viagem 110: Coisas de Miss

Ontem as fraldas foram oficial e totalmente dispensadas!

Depois do banho, a Miss fez o anuncio solene: hoje eu dorme de cuecas!

Pensei: bolas! podias ter decidido isto a semana passada, aproveitei a promoção do supermercado no fim de semana e agora temos fraldas novas, novinhas a estrear.


Sempre acreditei que o melhor é deixar os miúdos decidirem sobre estas coisas, por isso apoiei, cheia de medo, afinal o tempo não está para secagens. Chove copiosamente há dias, a roupa não seca e já há roupa para lavar que chega sei lá até onde. Tenho momentos em que penso que nos mudámos para uma lavandaria.

Correu bem, muito bem. Tudo seco, sequinho pela manhã.

Mais uma prova superada pela Miss.

P.S.: a 22 de janeiro já não tenho a certeza que este seja o ano do escritório mas, será sem margem de erro o ano das fraldas, ou do adeus a elas

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Viagem 109: Francisquices - parte... nem sei

Este miúdo dá cabo de mim!

Andava eu a arrumar as coisas da escola do passado quando encontrei um texto que a dada altura diz:

... «Eu gostei mais do Português por causa da maneira como conjugamos verbos com tantas cores como vermelho, preto e verde» ...

e continua:


... «tive mais dificuldade na posição ao sol em que tínhamos de pôr protetor solar»


É impossível não dar boleia à essência das coisas...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Viagem 108: Deixa

Fraquinha, fraquinha: mal como, durmo mal. Tenho um nó da garganta ao estômago. Como pude eu deixar que isto acontecesse? Enquanto esta frase me atormenta as horas, ele diz: Deixa.

Não consigo imaginar a azáfama interior que se lhe atravessa. Deve ser imensa e isso atormenta-me.

Sou atormentada pelo deita-abaixo, pelo chorinhas, enfim... enquanto isso, ele diz: eu até já estava habituado e já não me importava. Bastava que eles deixassem de ser assim. Mas eles não iam deixar, não era? Deixa. Se calhar até vão ficar contentes. Deixa. 

Fraquinha, fraquinha: mal como, durmo mal. Tenho um nó da garganta ao estômago. Como pude eu deixar que isto acontecesse? Enquanto esta frase me atormenta as horas, ele diz: Deixa.

Atormenta-me pensar que ele está a fazer o caminho de novo, cheio de medo mas tão forte. Às aranhas mas, disposto a correr o risco. Dizendo: deixa mas a pensar que o mal compensa porque como ele diz: ele é que teve de mudar. Ele é que teve de deixar o coro. Coro que o levou a abdicar da oficina de desporto.

Enfurece-me...

Fraquinha, fraquinha: mal como, durmo mal. Tenho um nó da garganta ao estômago. Como pude eu deixar que isto acontecesse? Enquanto esta frase me atormenta as horas, ele diz: Deixa.

Saiu erguido no primeiro dia mas de voz tremula. Já no conforto de estar de costas, disse: Deixa, preciso só de deitar umas gotas de água dos olhos. Fez-se silêncio no conforto de estar de costas. O recreio é mesmo mini mas, deixa...

Impotente, desconcerto-me.

Fraquinha, fraquinha: mal como, durmo mal. Tenho um nó da garganta ao estômago. Como pude eu deixar que isto acontecesse? Enquanto esta frase me atormenta as horas, ele diz: Deixa.

Um "Deixa" forte, fortíssimo... com travo a mágoa e a injustiça.

Enquanto a frase me atormenta as horas, ele forte, fortíssimo, diz: Deixa. Eu fraquinha, fraquinha não consigo.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Viagem 107: Novo Ano, Nova Vida

- És o Francisco?
- Sim.
- Eu sou o X. Vem comigo, vou apresentar-te os outros colegas.


Foi assim hoje de manhã, num novo começo que não poderia ter sido melhor.

Hoje sem farda, sem fardo, cheio de expectativas...