domingo, 26 de janeiro de 2014

Viagem 111: Super poderes

Sexta feira aconteceu mais uma conversa improvável no loft. Falavamos sobre pessoas, que por acaso são mulheres, que por acaso são mães e que por acaso às vezes também ficam doentes.

Doenças simples mas, que deitam abaixo qualquer um. Doenças simples mas, que gritam por cama, aconchego, sossego, lenços de papel, bebidas quentes, um comando de televisão e cobertores.

Estou nesta condição.

No último dia da semana fui trabalhar porque já tinha o piloto automático ligado, não encontro outra explicação: a minha garganta parecia lixa, a minha cabeça pesava à vontadinha uma tonelada e como tinha os ouvidos tapados, passei todo o dia mergulhada numa piscina. Ao final do dia recolhi os miúdos, fui para casa. Passei os banhos, a alegria foi geral! Fiz o jantar, enquanto isso apanhei roupa, pus roupa a lavar, servi o jantar, arrumei o pós jantar, vesti pijamas e deitei-me já devia ser para aí, outro dia.

Sábado, acordei com febre. Tomei um comprimido, deitei-me, dormi. Interrompi a necessidade de cama para preparar uma para a natação, outro para o futebol. Aproveitei e estendi roupa, pus roupa a lavar, organizei o almoço, fui assistir ao jogo de futebol, passei pelo supermercado. Regressei a casa e retomei o estado de doente, tomei um comprimido e dormi. Interrompi. Ajudei no jantar, servi o jantar, arrumei o pós jantar, vesti pijamas, tomei um comprimido e deitei-me.

Sexta feira, no loft, falavamos sobre os super poderes que ganhamos com a maternidade. Nunca pensei conseguir mas, a verdade é que também eu ganhei um interruptor liga/desliga o modo doença.

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