quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Viagem 116: Por causa dos Agostinhos

Ontem, o loft foi surpreendido pelo reconhecimento. Nem a propósito...

Talvez há 12 ou 13 anos, conhecemos (falo no plural porque tu, Margarida pediste expressamente que te mencionasse) um miúdo pequeno, gingão, vivaço, de olhos grandes e sorriso aberto a quem tantas mas tantas vezes disse: Agostinho, assim nunca mais chegas a Agosto!

Ontem, com 20 anos o Agostinho visitou-nos. Lembrava-se de nós. Olhou para mim com o mesmo sorriso aberto e olhos do tamanho do mundo. Não resisti, disse-lhe: Agostinho, tu afinal não chegaste só a Agosto, tu já estás em setembro ou outubro! Ele respondeu: lembras-te!?! e riu...

A experiência vivida diz, não é fácil de esquecer. Passou para agradecer. Passou por reconhecimento. O mesmo reconhecimento que não é da palmadinha nas costas, nem alimento do ego puro e duro. É antes força que nos move nos momentos mais periclitantes.

É por causa dos Agostinhos que nos agastamos todos os dias, e depois, mesmo que seja 12 ou 13 anos depois, sabe tão bem...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Viagem 115: FAMÍLIAS +

Principio da tarde e o dia corria igual a tantos outros, quando o telefone toca: será que conseguíamos arranjar comida para uma família de 3 elementos - um casal e um menino de 3 anos. A resposta foi imediata como é sempre. Em pouco menos de 2 horas de Massamá chegava um saco de mercearias e meia dúzia de litros de leite.

Começamos a ser conhecidos por responder prontamente às necessidades urgentes. Mais do que conhecidos, reconhecidos. O reconhecimento é muito importante. Move-nos nos momentos mais periclitantes.

Não falo do reconhecimento de palmadinhas nas costas, de alimento do ego puro e duro. Este é outro. É de contributo que não tem rosto definido. É de esforço de muitos que ontem sem saberem deram jantar ao pai, à mãe e ao filho de 3 anos.


Através do FAMILIAS +, famílias ajudam outras famílias com alimentos, produtos de limpeza e higiene. Famílias que sem saberem, mudam os dias de outras famílias. Ser um elo desta cadeia é fenomenal.


Ontem, por mera casualidade fui eu quem entregou o saco e viu o rosto do reconhecimento.


Por entre o desespero, ontem eu vi a força que nos move nos momentos mais periclitantes.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Viagem 114: Serviço Público


No carro, de manhã ouvi a noticia do sorteio das faturas. Não fui capaz de não lhe dar boleia, até porque, este foi tema de conversa ao jantar no sábado entre os convivas.


Pelo que ouvi hoje, confirmo que nós estamos pelo menos 48 horas à frente do nosso tempo. Aproveito então a oportunidade para sintetizar o que pensámos como prova de toda a minha boa vontade e disponibilidade para ajudar o país (as ideias apresentadas não são minhas, gostava que tivessem sido porque são top)

Foi hoje conhecido o nome do concurso: FATURA DA SORTE!

Nós propomos que seja criado um programa de televisão em horário nobre na RTP (está na altura de passar a fazer serviço público à séria e de qualidade), talvez ao sábado, com apresentação de José Sócrates (quem vai ao domingo mais depressa vai ao sábado).

Um programa com o nome de FATURA DA SORTE tem que ter pelo menos 2 horas de duração, uma tombola com todas as rifas, o Vitor Gaspar a explicar como é que se consegue a rifa para poder participar neste concurso, uma empresa ou outra de venda de equipamentos e programas de faturação com informações aos comerciantes e o vencedor da semana anterior a contar como é que a sua vida mudou depois de ter ganho a FATURA DA SORTE. Pelo meio, um artista ou dois a fazer playback com os hits do momento.

Ainda não vi explicado se o imposto de 20% sobre os prémios de jogo superiores a €5.000,00 também se aplica, ou se está a ser estudada a criação de uma comissão para estudar a possibilidade de criar um regime de exceção.

Uma coisa eu sei: vou continuar a colecionar rifas. Nunca tive sorte ao jogo mas, nunca se sabe quando é que isto muda!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Viagem 113: Coisas de Miss - sempre a surpreender

Pela manhã a conversa na casa de banho fluiu assim:


Ela: Eu quando "ser" bebé, estava na tua barriga, não era?
Eu: o quê?
Ela: Eu, Maria Catarina era da tua barriga, não era? E depois nasci.
Eu: Ah! Sim, tu estiveste na minha barriga e depois nasceste.
Ela: Pois... "tavo" na tua barriga. E o Francisco também.
Eu: Sim, tu e o Francisco estiveram na minha barriga antes de nascerem.
Ela: Pois... Sabes, eu não adorei isso de estar na tua barriga.


Ela pode não ter adorado, já eu...