Ontem, o loft foi surpreendido pelo reconhecimento. Nem a propósito...
Talvez há 12 ou 13 anos, conhecemos (falo no plural porque tu, Margarida pediste expressamente que te mencionasse) um miúdo pequeno, gingão, vivaço, de olhos grandes e sorriso aberto a quem tantas mas tantas vezes disse: Agostinho, assim nunca mais chegas a Agosto!
Ontem, com 20 anos o Agostinho visitou-nos. Lembrava-se de nós. Olhou para mim com o mesmo sorriso aberto e olhos do tamanho do mundo. Não resisti, disse-lhe: Agostinho, tu afinal não chegaste só a Agosto, tu já estás em setembro ou outubro! Ele respondeu: lembras-te!?! e riu...
A experiência vivida diz, não é fácil de esquecer. Passou para agradecer. Passou por reconhecimento. O mesmo reconhecimento que não é da palmadinha nas costas, nem alimento do ego puro e duro. É antes força que nos move nos momentos mais periclitantes.
É por causa dos Agostinhos que nos agastamos todos os dias, e depois, mesmo que seja 12 ou 13 anos depois, sabe tão bem...
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