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sábado, 23 de novembro de 2019

Viagem 182: 23.11.20119

PUDESSE EU

Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil laços transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!

(Sophia de Mello Brayner Andresen)

É tão isto! Celebrar a vida

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Viagem 179: Versão 4.0

Sol firme e céu azul foi assim que se apresentou o dia de receber a versão 4.0 de mim!

Atualização após atualização depois de muitos nós desatados, atropelamentos de camiões com reboque, murros no estômago que o deixavam colado às costas, mas também de risos até às lágrimas, surpresas de tirar o folego e borboletas no peito, chego a esta versão revista e melhorada.

Adoro fazer anos, mas já gosto mais dos deles; continuo a fazer contagem decrescente desde 23 de outubro, mas já só na minha cabeça; tenho uma lista de prendas, mas não a partilho, faço dela minha durante todo o ano.

Inquieta-me a vida, não pela adrenalina do desconhecido, mas pelo medo do que não viverei, pelo desconcerto das pessoas pequeninas por dentro e pela desesperança em geral.

Recordo os que fui perdendo pelo caminho de muitas maneiras. O caminho ficou mais difícil sem eles.

Enchem-me as pessoas que encontrei, as que gerei, os sítios que descobri e todas as oportunidades que tive.

Continuo sem saber usar maquilhagem, a usar saltos altos apenas quando tem mesmo que ser e mesmo assim com uns sapatos rasos atrás, a não gostar de falar ao telefone, mas a falar mesmo que a voz me doa. Já não tenho pacotes de gomas nos bolsos dos casacos.

Sou grata pela mochila que carrego...

sábado, 8 de outubro de 2016

Viagem 178: 4.0

Tenho-te na minha vida há mais tempo do que tenho de vida sem ti... Do baú desencantei estes 2 tesourinhos e o tempo andou tanto para trás (bem mais para trás do que o tempo destas fotos!)

Entre slows em quartos escuros, viagens de autocarro até Queluz e de comboio sem bilhete só pela adrenalina, o bacalhau com natas da tua mãe, aulas inteirinhas à conversa em folhas de rascunho, as "boleias" do teu pai depois da dança, croissants com chocolate no Babilónia, horas de explicação de química intermináveis, o que nós andamos... já nessa altura eramos tão felizes!

A vida foi-se construindo tijolo a tijolo, Km a Km umas vezes sem mapa outras com plano e agora entraste nos entas! Será maravilhoso de certeza, aproveita e "que de nenhum fruto queiras só metade" (adoro esta expressão, tenho pena que não seja minha, mas é perfeita para a ocasião).

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Viagem 173: Não quero... obrigada

"Não quero" é expressão que se repete vezes sem conta, às vezes (poucas) traz um obrigada.

Passar pela experiência de pedir a outros, todos estranhos que ajudem desconhecidos na entrada de um supermercado é indiscritível!

Podia contar usando as maiores palavras do mundo quão gratificante é receber qualquer donativo. A mim causa-me borboletas no estomago, tenho momentos em que até me apetece retribuir com um abraço, ou dois, ou três. Sentir a generosidade alheia é de perder o folego.

Mas hoje, depois de mais uma experiência destas apetece-me dizer que as pessoas estão fora de prazo!

A indiferença, a ignorância, a agressividade, a soberba e o egoísmo tomam conta da humanidade (aquela que é formada por pessoas humanas como agora tanto se gosta de dizer). Ao serem convidadas a participar a maioria das pessoas diz que não quer, finge estar ao telefone porque não tem coragem de dizer que não quer, diz que não ajudará outros porque ninguém a ajuda a ela própria, que vai só passear não fazer compras, que não leva dinheiro consigo (recordo que todas estas pessoas entram num supermercado!) há até quem diga que vive no estrangeiro como se estivéssemos a falar de um serviço de entrega na sua própria casa. Há de tudo!

Como é se faz para que as pessoas percebam que para ajudar os outros basta a unidade. Uma coisa que somada a uma coisa e a outra e ainda mais a outra tem como resultado final um numero infinitamente grande. Como é que se faz para que as pessoas percebam que podem ajudar um outro que nunca viram, que não vai saber o seu nome praticamente sem darem por isso, basta a unidade. Tal como diz o proverbio chinês, um homem que move montanhas começa por carregar pequenas pedras.

Hoje, exausta mas de coração a transbordar afirmo convictamente que as pessoas estão fora de prazo! O que é uma pena...

sábado, 9 de abril de 2016

Viagem 172: Seca

Ainda é só dia 8 e a mim parece-me que é dia 80 (bem sei que os calendários terminam no máximo a 31!)

Foi uma semana e peras! Intensa. Boa, mas intensa.

Chega antes da hora (pronto: tenta chegar antes da hora!). Monta "exposição. Apresenta a obra. Regressa ao espaço de divulgação. Aproveita o intervalo para "espalhar charme". Vende. Assina alguns livros. Pausa até à próxima pausa para voltar ao ativo. E começa tudo de novo.

Isto de espalhar charme tem sido mais com a Margarida, eu estou seca... Tenho cada vez mais dificuldade em dar-me com politicos que só se querem ouvir e que já nem se dão ao trabalho de ficarem para fingirem que ouvem. É cada vez mais difícil misturar-me com pessoas que têm o desdém tatuado em cada ruga do rosto, enfim...

Algum dia tinha que acontecer, foi agora! Estou seca



terça-feira, 29 de março de 2016

Viagem 171: A LUA AMARELA AZUL

Não posso acreditar que é já no sábado...


Fui desafiada. Aceitei o desafio. A Editora também o aceitou. E agora é realidade. Já o vi. Com total imparcialidade afirmo: está magnifico!

E é um misto de excitação, de nervosismo, de receio, de felicidade, de tanta e tanta coisa. E se não vai ninguém? E se acontecer uma enchente e houver falta espaço? E se faltarem livros? Tantos ses invasores...

Não posso acreditar que é já no sábado...

sábado, 23 de janeiro de 2016

Viagem 170: sexta geração - somos ESCOLHAS

A vida é mesmo uma montanha russa! No mesmo dia podemos andar pelos 2 hemisférios num corrupio frenetico.

Ontem saiu o resultado da candidatura ao Programa Escolhas... E à 6ª geração somos ESCOLHAS!


Mais de 10 anos depois voltamos a ser Escolhas! Voltamos a ser Escolhas exatamente no território onde começámos.

O Escolhas é muito especial: foi o combustível ultimate que deu visibilidade ao trabalho que estava a começar e possibilitou alagar o mapa para fazer o caminho.

Neste tempo de dificuldades e desafios, o Cosmos não brinca em serviço: coloca-nos na casa de partida e com o combustível ultimate que permitiu alavancar tudo o resto.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Viagem 169: A "minha avó"

Morreu a "minha avó"...

Escrevo com aspas porque ela não era minha, mas adotou-me e isso é das formas mais maravilhosas de se dar a alguém.

Às vezes, muitas, principalmente naquelas em que mais precisei, escolheu-me a mim em detrimento dos seus sem aspas e isso é das formas mais maravilhosas de generosidade de alguém.

Foi mesmo "minha avó" como imaginamos que as avós sejam e isso é das formas mais maravilhosas de gostar de alguém.

Ontem e hoje foram dias muito tristes porque morreu a "minha avó"...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Viagem 168: Já ganhou!

A campanha corre veloz e cheia de vazio. Tenho acompanhado esta campanha principalmente pela curiosidade que os candidatos improváveis me suscitaram.

Vitorino Silva, o conhecido Tino de Rans já ganhou!

Para continuar preciso de fazer uma declaração de interesses (o que é revelador da falta de igualdade), não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista.

O jornalismo comprova a sua pobreza e incompetência. À boa maneira desportiva, decidiram que as eleições teriam duas ligas: a dos partidos e juntaram-lhe um candidato "fresco" para  dar a ideia de novidade e mudança, para jogarem no campo relvado e depois os outros que jogam no campo de terra batida, aqueles que o jornalismo e todos os comentadores se dão ao luxo de desvalorizarem.

Escrutinados, estes ditos de segunda liga, têm pelo menos tantas competências académicas como os óbvios; têm porventura mais experiência profissional que os óbvios; conhecem melhor a vida comum do dia a dia que os óbvios; todos têm mais de 35 anos, são portugueses e conseguiram organizar todo o seu processo (o que deveria ser revelador das suas capacidades de realização, porque não deve ser fácil conseguir as 7.500 assinaturas, isto só para começar!).

Há semanas o Vitorino Silva esteve no Forum TSF e deu uma lição ao jornalista e a alguns ouvintes que ligaram só para descarregarem a sua incapacidade de concretização; ontem de manhã na SIC Noticias teve que aturar o ar incrédulo da jornalista e telespectadores que não percebem o que lhes é pedido: a instrução era simples, ligar e colocar uma questão ao candidato, o que é que a maioria fez? Comentou esquecendo-se da pergunta. À noite lá levou com 2 jornalistas numa virada só.
 
3-0 a favor de Vitorino Silva. Sem esforço, sem apelo nem agravo. Como se ser Presidente da Republica se resumisse a saber usar talheres, colocar guardanapos no colo e gravata. Como se ser Presidente da Republica fosse uma espécie de coroação, um prémio de fim de carreira, de fim de linha, enfim...

É triste mas ao mesmo tempo muito revelador que alguém tenha que afirmar que se honra de ser calceteiro, mas que também é mestre deles; que tem frequência universitária (o que deixa os jornalistas muito admirados); que a sua mulher tem um mestrado; que a sua filha está integrada no ensino superior publico; que consiga responder com estórias e histórias da sua vida às perguntas que se admiram pela sua posição.


Não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista, antes faço parte daquele grupo de pessoas desesperançadas, mas que nada muda...


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Viagem 167: Fomos a jogo

Há jackpot no euromilhões nem sei desde quando. Desde há dias que disse de mim para mim: terça jogamos avô!

Cada um com a sua parte: eu ponho as cruzes, o avô trata das bolas numeradas. Eu fiz a minha parte depois do almoço, agora faça a sua e poderemos dizer a senha...

Nem posso crer que uma mão já não chega para contar o tempo que nos tem separado. Meço-o pela Maria Catarina que já tem 1,08m.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Viagem 165: Virou o ano: É 2016




Que o ano que agora começa com a força renovada de tudo o que está a começar, seja palco dos maiores e melhores feitos da estória de cada um...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Viagem 163: É magia... o NATAL

É oficial: o NATAL é mágico!

Hoje cumpriu-se mais uma vez a tradição e "invadimos" o Oeiras Parque com todas as cores do nosso arco iris para ver o Principezinho.

Verdes, azuis, amarelos, brancos, cinzentos, castanhos, vermelhos e laranjas fizeram magia. Eram 426; usaram 10 autocarros; instalaram-se em 3 salas de cinema; mobilizaram 1 shopping inteiro e deixaram muita gente com pele de galinha.

Não há como descrever a sensação de partilhar com esta gente de palmo e meio a emoção de ir pela primeira vez ao cinema, de superar o receio do escuro, de combater o medo dos espaços fechados, de arriscar o impensável com a Rita, a Beatriz, o Laranjinha ou a Rafaela.

E depois há a maluqueira de convidar os pais a virem trabalhar connosco especificamente neste dia. Hoje ouvi várias vezes diferentes pessoas dizerem: «e têm staff parental!?! Isso é que é coragem!!!» Respondo sempre: não é coragem, é confiança. Não acontece nada que os pais não possam saber e esta é das melhoras formas de provar isso mesmo. É não ter duvida que o trabalho que é feito é no mínimo muito bem feito e deve ser comprovado por todos.

E as conversas cruzadas nos intercomunicadores... (espero que o Bruno tenha aparecido depois de se "perder" no armazém para trabalhar menos; que o Orlando tenha conseguido a ajuda dos seus colegas para a arrumação e que a Soraia tenha encontrado a encomenda da cliente)

Há ainda os meus, que já adoram! Ela mal entramos no carro e já pergunta se falta muito para chegarmos; ele que ganha coragem à medida que nos aproximamos do cinema e oferece-se para ajudar: prefere acompanhar os grupos e marcar as mesas para o almoço do que ver o filme.

Sempre que vejo algo parecido com um chapeu e não penso imediatamente que pode ser uma giboia que comeu um elefante, vou ler o livro do Principezinho. Ninguém ficou indiferente ao filme e eu fiquei altamente curiosa

É um dia foi em cheio que traz em si toda a magia do NATAL ...
                                      

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Viagem 162: Pausa

Concluo que preciso desesperadamente de uma pausa significativa quando:

um taxista me "encosta" à saída de uma rotunda porque não gosta da maneira como circulo, eu abrando também para não estragar nenhum dos carros, abro a janela do meu lado (ele tem a janela do pendura semi aberta) e grito: UBEEEER!!

Caí em mim ainda estava no meio deste ato suicida, mas a palavra é tão pequena que não dá emendar a meio...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Viagem 159: Grata





Estou grata pelo magnifico dia de sol, por cada letra escrita que recebi, por cada segundo que passei ao telefone, por cada palavra ouvida, por cada abraço dado, por cada beijo trocado, por cada gesto de afeto; pelo almoço que ganhei; pelo chá que bebi a meio da tarde; pelo lanche na nossa "confeitaria" de eleição onde paramos de vez em quando à saída da escola; pela noite fantástica.

Sou grata à vida!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Viagem 152: Coisas de Miss - vontades

Hoje a conversa andou à volta de acontecimentos anteriores à nascença da Miss.
Ter havido vida antes do seu nascimento é uma coisa que lhe faz muita comichão. Enfim...

A proposito de qualquer coisa dizia ela: Pois eu ainda estava na tua barriga não era?
Eu: não, ainda não estavas na minha barriga. Não existias.
Ela: hum... Estava á espera que alguma mãe me quisesse, era?
Eu: não! Qualquer mãe haveria de te querer. Eu tenho muita sorte!
Ela: já eu queria que me tivesse calhado uma mãe que não tivesse medo de cães

Toma e embrulha!

domingo, 6 de setembro de 2015

Viagem 151: Coisas de Miss: chega a ser desconcertante

Avançamos na frente em direção à praia as duas, eles hão-de lá ir ter. Montamos o nosso acampamento, somos um bocado espaçosos, mas a nossa praia está habituada a nós. Descemos a parede de areia que nos separa do mar e instalamo-nos.

Ela: mãe, vamos então começar?
(é que nós para além de pás, baldes e regadores, levamos máquinas escavadoras, daquelas que estão habituadas a serem brincadas apenas em casa, aqui têm uma sorte tremenda e vão à praia ou a qualquer terreno)

Eu: (olho para ela com ar de quem tinha escolhido outra brincadeira. Ela é tão criativa a brincar que não precisa de ninguém e eu já tinha o meu livro na mão - missão continuar a preparar o trabalho; o livro - Um nível superior de liderança)
Então mas não consegues tratar dessa obra sozinha?

Ela: não consigo fazer tudo sozinha. Preciso que faças uma ponte assim (e mostra como devo fazer tim por tim; depois de exemplificar desfaz tudo  dá-me o equipamento para a mão)

Eu: (Começo a minha tarefa com empenho e afinco) O resultado é este:


Em busca de confirmação pergunto: Que tal me estou a sair?

Ela: (olha, analisa e sentencia) Boa mãe... era uma ponte mas pode ser um escorrega, temos é que fazer uma obra diferente.

Ora eu ía ler ser sobre D1 (principantes entusiastas) e como "lidar" com eles e pumba tive uma sessão prática saidinha direitinho de uma miuda de 4 anos.

Chega a ser desconcertante!

Viagem 150: Somos pessoas de sorte

Temos setembro melhor do que tivemos agosto!


O céu tem estado limpo, a bandeira verde e o vento desapareceu. Esta é a vista a partir do spot do melhor café depois do almoço. Carrega qualquer bateria e dá alento para o depois! 

Temos a sorte de desfrutar disto a menos de 1000 passos de distância.

Avançamos um pouco e continuamos cheios de sorte, também encontramos pessoas que invadem a nossa sorte porque a menina tem mesmo que comer o seu iogurte no meio da melhor construção de castelos, enfim...

O mar está frio, mas convida. A areia agarra-se como lapa, mas molda-se. O sol aquece, mas não torra.

E depois em cima de nós é assim:
É oficial, somos pessoas de sorte

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Viagem 146: Atestar o depósito


É deste combustível que  meu deposito se enche para continuar dia após dia, até um dia!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Viagem 145: dia da criança

Guardo em mim comemorações fantásticas do dia da criança. Não me lembro de incluir presentes, acho mesmo que não incluía prendas, mas era obrigatoriamente passado na feira popular!

Depois de um dia de escola nada melhor que um jantar na feira popular e varias voltas em carrosseis, sempre com direito a volta na lagarta e entrada na casa do terror. Era uma celebração mágica!

Tento fazer isso com os miudos. Já não há feira popular por isso, eles escolhem onde almoçar ou jantar (conforme)  e nós arranjamos algo de diferente. O jantar é sempre no mesmo sitio, já sabemos... aquele restaurante que confeciona o manjar dos deuses. Todos os anos eles fazem a mesma opção: o restaurante M.
Este ano levámo-los a ver a Orquestra dos Brinquedos. Lisboa estava fantástica ao final do dia. Lisboa tem uma luz maravilhosa a qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano. O cinema São Jorge continua imponente, soava a vida com miudos por todo o lado com uma energia como se fossem sete da manhã. Não estava cheio, mas estava composto.

Fiquei rendida com a capacidade de se fazer música, logo eu que canto tudo na mesma nota. Há quem tenha ouvido absoluto, eu tenho uma espécie de ouvido surdo.

foi muito giro, gostei bastante, mas não foi mágico...