A oportunidade surgiu e eu aproveitei-a, dei boleia a uma vontade antiga: regressei a Vairão!
Desde o Verão que os cheiros de Vairão me invadem os dias.
Tenho estado cá por cima e fui até lá. Tinha esperança que Vairão estivesse na mesma e até que tivesse sentido a minha falta. Noutro dia, o Alexandre disse-me que tinha chegado a um sitio com as indicações do coração, no meu caso o GPS deu uma extraordinária ajuda mas percebi que ía chegar pela entrada que eu sempre chamei de baixo, pode parecer uma coisa normal mas, no meu caso isso foi surpreendente, porque o meu sentido de orientação é menos que péssimo.
Vairão tem o mesmo cheiro, o mesmo parque de jogos, as mesmas ruas empedradas, estreitas e algumas sinuosas, as mesmas casas imponentes, outras casas novas, o mesmo aqueduto, o mesmo mosteiro com o mesmo portão imponente vermelho, o mesmo cemitério imaculadamente arranjado, a mesma calmaria nas ruas. Não consegui ver a mercearia de sempre, mais uma vez o meu sentido de falta de orientação falou mais alto. Mas Vairão não está na mesma...
Vairão seguiu o seu caminho e não sentiu nada a minha falta!