quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Viagem 164: vacinas... a última saga do ano

Por vicissitudes que agora não vêm para o caso é tempo de vacinação por estas bandas!

Anteontem tirei o dia para andanças onde se incluíam as vacinas. Catita da Silva e com dois miúdos a fazerem figas em busca de algum impedimento, chegámos ao Centro de Saúde. À porta, numa folha branca com letras a bold podia ler-se: novo horário de vacinação: 2ªfeira: 14h - 17h, 4ªfeira: 16h-17.30h e 6ª feira: 11h-13h. Anteontem era 3ª feira, entrei apenas para confirmar e reorganizei a agenda na minha cabeça para ontem, 4ªfeira poder cumprir o desígnio da vacinação. Escusado será dizer que os miudos jubilaram de felicidade.

Ontem, 4ªfeira 16.08h entramos no Centro de Saúde e tiramos a nossa senha. Eramos o 00, o quadro marcava 98. O Francisco ficou contente: eramos o 00, nunca tiramos uma senha 00 (devia ser sinal de sorte, pensei eu).

O número mudou e mudou novamente. A nossa vez. À pergunta o que nos trouxe, respondi: vacinas para todos!! A senhora ri-use. Entreguei os documentos do Francisco... som do teclado... um suspiro... nesta altura pensei: parece que há problemas... Não estava ativado, ouvi por fim. Nunca moramos noutro sitio, se não estiver ativado aqui, não está em mais lado nenhum! Pois. Há quanto tempo não vem cá? Qual é o nome do seu médico de família? Não sei, creio que não temos médico de família. Tem que ter. Todos os nosso utentes têm médico de família. A senhora tenta de todas as formas ativar a cria sem sucesso. Estamos todos assim! (nesta altura olhei para eles e só com o olhar disse-lhes: não acredito que continuam com esta coisa das figas!!)

Como não usamos apresar de sermos obrigados a pagar varrem-nos e assim cria-se a ilusão de que todos têm médico. Disparo em todas as direções: já é ridículo termos que nos sujeitar ao horário (diga-se em abono da verdade bom para quem trabalha a 35 km de distância da sua casa que fica a 3 Km do seu Centro de Saúde). Segundo consta, mas não está escrito para não se usar discricionariamente é possível pedir um agendamento para outro horário que depois pode ou não ser autorizado pela enfermagem; e depois pagamos e não podemos usufruir do serviço porque não vamos lá muito e para podermos voltar a usar temos que ir a outro Centro de Saúde porque neste já não se aceita ninguém e depois então podemos ir a qualquer Centro de Saúde receber as vacinas do plano nacional de vacinação. Repeti tudo o que me disseram só para ver se continuavam a acreditar em tudo o que lhes saía pela boca fora. Parece que é o sistema e ninguém ousa sequer a questionar. Saí furiosa, mas claro já com o plano B desenhado na minha cabeça à medida que ía falando.

Estava no estacionamento a apertar os cintos à Miss, dirigiu-se o segurança e uma das funcionárias: sabem de fonte segura que a CUF vacina os miúdos! A CUF!?! Sim, eu também sei!!!

Uma equipa de pessoas amorosas, diligentes, mas amarradas a um sistema que não serve os seus clientes e que não tem quem ponha a descoberto todo este ridículo.

[A CUF era claro o meu plano B! Saí de lá e telefonicamente marquei para hoje às 12h! Abençoado SNS...]

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Viagem 163: É magia... o NATAL

É oficial: o NATAL é mágico!

Hoje cumpriu-se mais uma vez a tradição e "invadimos" o Oeiras Parque com todas as cores do nosso arco iris para ver o Principezinho.

Verdes, azuis, amarelos, brancos, cinzentos, castanhos, vermelhos e laranjas fizeram magia. Eram 426; usaram 10 autocarros; instalaram-se em 3 salas de cinema; mobilizaram 1 shopping inteiro e deixaram muita gente com pele de galinha.

Não há como descrever a sensação de partilhar com esta gente de palmo e meio a emoção de ir pela primeira vez ao cinema, de superar o receio do escuro, de combater o medo dos espaços fechados, de arriscar o impensável com a Rita, a Beatriz, o Laranjinha ou a Rafaela.

E depois há a maluqueira de convidar os pais a virem trabalhar connosco especificamente neste dia. Hoje ouvi várias vezes diferentes pessoas dizerem: «e têm staff parental!?! Isso é que é coragem!!!» Respondo sempre: não é coragem, é confiança. Não acontece nada que os pais não possam saber e esta é das melhoras formas de provar isso mesmo. É não ter duvida que o trabalho que é feito é no mínimo muito bem feito e deve ser comprovado por todos.

E as conversas cruzadas nos intercomunicadores... (espero que o Bruno tenha aparecido depois de se "perder" no armazém para trabalhar menos; que o Orlando tenha conseguido a ajuda dos seus colegas para a arrumação e que a Soraia tenha encontrado a encomenda da cliente)

Há ainda os meus, que já adoram! Ela mal entramos no carro e já pergunta se falta muito para chegarmos; ele que ganha coragem à medida que nos aproximamos do cinema e oferece-se para ajudar: prefere acompanhar os grupos e marcar as mesas para o almoço do que ver o filme.

Sempre que vejo algo parecido com um chapeu e não penso imediatamente que pode ser uma giboia que comeu um elefante, vou ler o livro do Principezinho. Ninguém ficou indiferente ao filme e eu fiquei altamente curiosa

É um dia foi em cheio que traz em si toda a magia do NATAL ...
                                      

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Viagem 162: Pausa

Concluo que preciso desesperadamente de uma pausa significativa quando:

um taxista me "encosta" à saída de uma rotunda porque não gosta da maneira como circulo, eu abrando também para não estragar nenhum dos carros, abro a janela do meu lado (ele tem a janela do pendura semi aberta) e grito: UBEEEER!!

Caí em mim ainda estava no meio deste ato suicida, mas a palavra é tão pequena que não dá emendar a meio...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Viagem 161: finalmente chegou o dia dos 5 ANOS!!!


Chegou finalmente o grande dia de fazeres 5 anos. 

Ontem disseste-me que eu tinha muita sorte porque os 4 anos foram muito grandes e 4 é o meu número preferido, mas agora ias fazer 5; com muita pena tua, não podias continuar no meu número preferido.

Surpreendes-me a cada minuto que passa. Penso vezes sem conta que és boa de mais para seres verdade.

Desde 2010 és a minha estrela.

Sem dúvida, és como as nuvens: ÚNICA...

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Viagem 160: Hidrata-te, vais precisar...

Costa,

Foste finalmente indicado Primeiro Ministro, a sede levou-te aí. Aproveita agora e hidrata-te, vais precisar. Tentas acalmar as hostes da ala do que tem nome de filosofo mas que se licencia ao fim de semana e dás a cultura ao Júnior Soares, já estamos a ver quão relevante essa área vai ser...

Acredita, hidrata-te. Vais engolir muitos batráquios e eles precisam do seu meio natural para sobreviverem. 3/4 dos teus camaradas de acordo não te vão dar descanso.

Aproveita agora e hidrata-te. De caminho escreve em papeis de todos os tamanhos e feitios a frase "PALAVRA DADA É PALAVRA HONRADA"e depois espalha-os, vais precisar...

Viagem 159: Grata





Estou grata pelo magnifico dia de sol, por cada letra escrita que recebi, por cada segundo que passei ao telefone, por cada palavra ouvida, por cada abraço dado, por cada beijo trocado, por cada gesto de afeto; pelo almoço que ganhei; pelo chá que bebi a meio da tarde; pelo lanche na nossa "confeitaria" de eleição onde paramos de vez em quando à saída da escola; pela noite fantástica.

Sou grata à vida!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Viagem 157: Coisas de Miss: A magia de fazer anos

Esta miúda é simplesmente surpreendente, há uma semana (exatamente no dia 11 de novembro) fez a sua dança da felicidade para marcar a contagem decrescente do mês para o seu aniversário.

Agora já se pode tratar de festas e afins. Ela tem uma lista de prendas, todas para nós cá de casa os outros podem dar-lhe o que eles quiserem e puderem (são estas as suas palavras).

Eis a lista:
1. a patrulha pata (toda de preferência!)
2. um pluto de peluche (ela já tem muitos mas não tem todos e tem minnies e um mickey mas não tem um pluto e o pluto é um cão e ela não tem cães porque eu tenho medo de cães mas se for de boneco pode ser... e por aí fora)
3. um Jake de peluche (porque ela não tem nenhum boneco do Jake e ela gosta dos piratas, e o Jake é que sabe como é se faz para fugir do Capitão Gancho)
4. uns sapatos de pés altos porque os meus não lhe servem
5. uma mala de viagem com rodinhas (para ir a Itália, porque quando foi a Itália levou uma mala com rodinhas mas não era dela, era minha; é dos dalmatas mas é minha onde costumo guardar os brinquedos do meu trabalho e ela quer uma dela mesmo)
6. um nenuco come comigo (ou como é que se chama aquela cadeira de comer do nenuco que dá para pôr na nossa mesa como se fosse uma cadeira de bebé e verdade só que parece que tem um problema porque também traz um boneco e cá em casa a Beatriz é insubstituível [isso deixa-se tão feliz! A Beatriz foi o seu presente do 1º aniversário e ela adorou desde logo])
7. um nenuco que não consegui fixar o nome mas que está doente e que se carrega numa espécie de tablet e ele diz qual é a doença (mas ela já tem tantas coisas de médico!)
8. um grande livro dos doi-dois
9. a mala da dra. brinquedos veterinária
10. uma trotinete
Enfim... uma lista com 10 itens que parece interminável!

O número 4 está resolvido; em relação ao número 5, conseguimos um saco de viagem da Drª Brinquedos bem giro na Toysr'us, mas não tem rodas; o número 8 está tratado. Temos 3 semanas para tratar dos outros 7.

Venha a festa!!

Viagem 156: Carta sem selo


Portugal, novembro de 2015


Exmo. Sr. Presidente da Republica,


Tenho acompanhado pela comunicação social que V. Exa. está a ouvir Portugal inteiro antes de tomar uma decisão quanto à governação do nosso país, mesmo depois de ter dito que já tinha estudado todas as opções.

Ainda não recebi a minha convocatória, mas para a semana não tenho muita disponibilidade para me deslocar a Belém, contudo estou disponível para fazer alterações nos meus afazeres desde que não seja 2ª feira, porque faço anos.

Imagino que as convocatórias, em nome da igualdade, devem estar a ser emitidas por ordem alfabética e eu sou da letra J. Pronto, avise-me com pelo menos uns diazinhos de antecedência, até para eu poder organizar a saída dos miúdos da escola.

Enalteço a sua veia de ouvinte de todos nós, sim porque isto de ser Presidente de todos os milhões de portugueses dá muito trabalho no que diz respeito a ouvir.

Atenciosamente,

Joana
(eleitor sempre cumpridor do seu dever de votar)








terça-feira, 10 de novembro de 2015

Viagem 155: Mau perder

As últimas semanas neste retângulo soalheiro têm sido como uma viagem na lagarta da saudosa Feira Popular.

Todos ganharam, todos os outros perderam! Mesmo quem não perdeu, amua e depois encontra uma forma de confirmar que não perdeu como afirmou.

Conheço bem esta sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado.

O resultado das eleições foi uma surpresa, pelo menos para mim foi. Esperava que o governo anterior perdesse e por muito. Esperava que o PS ganhasse e por muito. Não esperava nada dos outros, mas imaginava que engordassem à boleia do descontentamento.

Ora, o governo ganhou mesmo depois de toda a austeridade e arrogância, da falta de palavra, da falta de humildade e tudo o mais, ganhou. Ganhou.

O PS empenhou-se e muito para perder. Mas depois lembrou-se que perdendo não podia ser primeiro ministro e ele queria ser primeiro ministro. Foi porque queria ser primeiro ministro que tirou o Seguro (um ingénuo neste mundo podre da politica).

Como já vem sendo costume neste retângulo soalheiro, entretemo-nos com o acessório e fazemos birra perante a frustração. O BE, o PCP e se calhar o PS tinham como vontade primeira que o CDS e o PSD perdessem, mas não foi isso que aconteceu.

Têm revelado mau perder durante todos estes dias. Conheço bem essa sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado. Ainda hoje é.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Viagem 154: A Festa dos Tesouros

Quem me conhece sabe qual é a minha posição sobre trabalhos manuais feitos em casa para levar para a escola [associado à ideia de estreitamento da relação casa-escola]: sou frontalmente contra! Não tenho jeito, não tenho ideias, não sei fazer e acabo barricada sozinha a fazer a tarefa para ninguém estragar nada: nem roupa, nem moveis, nem materiais, nem trabalho!

Felizmente, a Escola que temos não tem esse método, com exceção dos tesouros...

Cada um faz o seu tesouro em casa. De acordo com o tema anual, cada um põe dentro algo enigmático mas muito, muito especial. Depois há a festa dos tesouros onde cada um mostra o seu. Ao longo do ano, os pais vão sendo chamados a desvendar o mistério do seu tesouro.

Hoje levamos o nosso!

Firmes, confiantes e com apontamentos de verde (por expressa indicação da Miss), ousamos dizer: ESTAMOS PRONTOS PARA A FESTA! [até porque quem nos conhece sabe: festas é connosco!]


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Viagem 153: De volta à escola

Hoje foi dia de regressar à escola!

1a Etapa: VOLTAR
A Miss lá foi, a principio agarrada ao meu braço depois senhora de si como só ela.
Sala nova e lá em cima porque já é crescida; um refeitorio novinho em folha; colegas e amigos cheios de coisas para contar e montanhas de braços abertos cheios de saudades; pela frente todo um ano irrepetivel, por ser o ultimo de pre escolar.
Ele encontrou e foi encontrado por colegas, amigos e professores.
É muito aconchegante vê-los a sentirem-se parte da escola, contentes por voltarem, satisfeitos por terem tido saudades deles. A relação entre miudos e adultos é muito verdadeira e carregada de afetos espontaneos.

2a Etapa: LIVROS
Resgatar os livros para ambos foi quase uma odisseia! Todos queremos o mesmo, e todos somos muitos. Almoçamos à hora do lanche e cheios de entusiasmo seguimos na nossa lista de etapas.

3a Etapa: MATERIAL
De barriga cheia enfrentamos o Continente com uma lista em cada mão. Por entre quantidades, marcas e padrões só saimos depois de termos vistos em todos os pedidos.

4a Etapa: ALINDAMENTOS
Cortes de cabelo!
Nada como uma mudança de visual para assinalar o recomeço.

5a Etapa: GELADOS
De bolas, a recompensa e bem merecida...

Segunda feira retomaremos o comboio de mochilas e lancheiras estacionadas à porta de casa. Lá estaremos às 8.30 para um novo ano que será o fim de ciclo de cada um...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Viagem 152: Coisas de Miss - vontades

Hoje a conversa andou à volta de acontecimentos anteriores à nascença da Miss.
Ter havido vida antes do seu nascimento é uma coisa que lhe faz muita comichão. Enfim...

A proposito de qualquer coisa dizia ela: Pois eu ainda estava na tua barriga não era?
Eu: não, ainda não estavas na minha barriga. Não existias.
Ela: hum... Estava á espera que alguma mãe me quisesse, era?
Eu: não! Qualquer mãe haveria de te querer. Eu tenho muita sorte!
Ela: já eu queria que me tivesse calhado uma mãe que não tivesse medo de cães

Toma e embrulha!

domingo, 6 de setembro de 2015

Viagem 151: Coisas de Miss: chega a ser desconcertante

Avançamos na frente em direção à praia as duas, eles hão-de lá ir ter. Montamos o nosso acampamento, somos um bocado espaçosos, mas a nossa praia está habituada a nós. Descemos a parede de areia que nos separa do mar e instalamo-nos.

Ela: mãe, vamos então começar?
(é que nós para além de pás, baldes e regadores, levamos máquinas escavadoras, daquelas que estão habituadas a serem brincadas apenas em casa, aqui têm uma sorte tremenda e vão à praia ou a qualquer terreno)

Eu: (olho para ela com ar de quem tinha escolhido outra brincadeira. Ela é tão criativa a brincar que não precisa de ninguém e eu já tinha o meu livro na mão - missão continuar a preparar o trabalho; o livro - Um nível superior de liderança)
Então mas não consegues tratar dessa obra sozinha?

Ela: não consigo fazer tudo sozinha. Preciso que faças uma ponte assim (e mostra como devo fazer tim por tim; depois de exemplificar desfaz tudo  dá-me o equipamento para a mão)

Eu: (Começo a minha tarefa com empenho e afinco) O resultado é este:


Em busca de confirmação pergunto: Que tal me estou a sair?

Ela: (olha, analisa e sentencia) Boa mãe... era uma ponte mas pode ser um escorrega, temos é que fazer uma obra diferente.

Ora eu ía ler ser sobre D1 (principantes entusiastas) e como "lidar" com eles e pumba tive uma sessão prática saidinha direitinho de uma miuda de 4 anos.

Chega a ser desconcertante!

Viagem 150: Somos pessoas de sorte

Temos setembro melhor do que tivemos agosto!


O céu tem estado limpo, a bandeira verde e o vento desapareceu. Esta é a vista a partir do spot do melhor café depois do almoço. Carrega qualquer bateria e dá alento para o depois! 

Temos a sorte de desfrutar disto a menos de 1000 passos de distância.

Avançamos um pouco e continuamos cheios de sorte, também encontramos pessoas que invadem a nossa sorte porque a menina tem mesmo que comer o seu iogurte no meio da melhor construção de castelos, enfim...

O mar está frio, mas convida. A areia agarra-se como lapa, mas molda-se. O sol aquece, mas não torra.

E depois em cima de nós é assim:
É oficial, somos pessoas de sorte

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Viagem 149: Um querido mês de julho

Julho trouxe 5 semanas de praia-escola, 2 casamentos, 1 despedida de solteira e 1 raio de sol maravilhoso!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Viagem 148: Coisas de Miss e os abatones

Há dias que conversas sobre "abatones" (estão entre aspas porque não sei como se escreve esta palavra) eram recorrentes. Não sabia o que eram (bom, hoje continuo a não saber, mas já os vi). A Miss queria uns "Abatones", resolvi esse assunto com o argumento do costume: põe na lista das coisas que queres nos teus anos. Parece que os "Abatones" não podiam esperar por dezembro porque são o hit do momento no recreio do pré-escolar.

Ontem, no supermercado encontrámos "Abatones" à venda. Comprámos um Kit de principiante com: 8 "abatontes" de cores diferentes, 1 "abatone" dourado, umas plataformas e uma rede para guardar tudo.

1ª conversa
Ela: Será que vou ter repetidos?
Eu: Isso tem repetidos?
Ela: Sim. Espero que tenha a Águia que é o mais forte.
Eu: Então se tiveres repetidos trocas. Quem é que na escola tem disso?
Ela: Tem o Afonso, o Vicente, o João, o Bernardo, o Martim mas é da outra sala
(e continua)
Eu: Eu já não ouvia mais nome nenhum, retia só o facto de serem só rapazes. Se tiveres repetidos trocas com eles.
(silêncio)
Ela: E eles ficam com ele para sempre e depois devolvem-me para trazer para casa?
Eu: Não, se trocares eles dão-te um e esse é que passa a ser o teu e tu dás um também e esse já não é teu, mas ficaste com a mesma quantidade só que tem outra cor.
(silêncio)
Ela: Acho que já percebi! Posso trocar, quero até.

2ª conversa
(depois de aberto o saco e explorado tudinho)
Ela: Ó mãe, como é que se brinca com isto?
Eu: Eu não sei, nem sabia que se brincava com isso. Como é que costumam fazer no recreio?
Ela: Fazem assim (e mostra que atiram tentando derrubar)
Eu: Olha brinca, como quiseres.
Ela: Tá bem.
(começa uma brincadeira que podia estar a acontecer com quaisquer bonecos)
Ela: Mãe, quem é que criou os "Abatones"?
Eu: Então, foram uns senhores que acharam que os meninos íam gostar de brincar com bonecos desses.
Ela: Então não foi Jesus? Sabes, a Irmã Arminda disse que quem criou os animais e as pessoas foi Jesus. O Pai do Céu criou Jesus e disse para Ele criar os animais e as pessoas e Ele fez isso, criou tudo. Eu acho que Ele também criou os "Abatones".
Eu: Bom... visto assim... se calhar...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Viagem 147: Coisas de Miss: desejos

A Miss anda a fazer uma lista de coisas que deseja. Esta tarefa intensifica-se sempre que alguém faz anos. Os seus últimos desejos são:

- um boné
- uns sapatos de pés altos
- umas maminhas que não sejam minis

Uma alegria portanto!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Viagem 146: Atestar o depósito


É deste combustível que  meu deposito se enche para continuar dia após dia, até um dia!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Viagem 145: dia da criança

Guardo em mim comemorações fantásticas do dia da criança. Não me lembro de incluir presentes, acho mesmo que não incluía prendas, mas era obrigatoriamente passado na feira popular!

Depois de um dia de escola nada melhor que um jantar na feira popular e varias voltas em carrosseis, sempre com direito a volta na lagarta e entrada na casa do terror. Era uma celebração mágica!

Tento fazer isso com os miudos. Já não há feira popular por isso, eles escolhem onde almoçar ou jantar (conforme)  e nós arranjamos algo de diferente. O jantar é sempre no mesmo sitio, já sabemos... aquele restaurante que confeciona o manjar dos deuses. Todos os anos eles fazem a mesma opção: o restaurante M.
Este ano levámo-los a ver a Orquestra dos Brinquedos. Lisboa estava fantástica ao final do dia. Lisboa tem uma luz maravilhosa a qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano. O cinema São Jorge continua imponente, soava a vida com miudos por todo o lado com uma energia como se fossem sete da manhã. Não estava cheio, mas estava composto.

Fiquei rendida com a capacidade de se fazer música, logo eu que canto tudo na mesma nota. Há quem tenha ouvido absoluto, eu tenho uma espécie de ouvido surdo.

foi muito giro, gostei bastante, mas não foi mágico...

sábado, 16 de maio de 2015

Viaem 144: Francisquices

A semana passada houve jogo em casa, o miúdo superou-se. Só ele marcou 4 golos! 

Vejamos como corre hoje...

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Viagem 143: Realização, sim é esse o sentimento



Hoje foi dia de encontro! Esta não é nem de longe nem de perto a imagem do encontro, mas marcou-me. Gosto dela.


Muito marcou este dia. Um dia ansiado há muito: durante anos pensá-mo-lo e desta foi. Afincadamente desde novembro, pôs-se mãos à obra e lançou-se a semente.



Hoje foi dia de partir da raiz e caminhar, caminhar até aos frutos.



Foi um dia memorável repleto de emoções, boas energias e muita esperança num futuro bom.

Confesso: hoje fiz o que faço muitas vezes, saí de mim e olhei em volta sem conseguir acreditar que era real.

Esta sim é a imagem oficial que ajudou a criar um dia memorável.



O ambiente era fantástico tendo a Regaleira como pano de fundo. As comunicações foram envolventes, cativantes e cheias de oportunidades de reflexão. Pode-se dizer que sou suspeita, sim sou, mas foi o que aconteceu.


Hoje, dia da família foi o dia perfeito para lançar sementes...


Realização, sim é esse o sentimento no final da jornada e sabe bem!



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Viagem 142: O estranho caso do imposto das asas...

Têm-se lançado medidas muito estranhas, parvas mesmo. O imposto sobre as asas dos sacos plásticos bate tudo!


Eu sei, do ponto de vista ambiental os sacos plásticos demoram uma eternidade a decomporem-se; são uma praga; é preciso controla-los; tudo isso é verdade, não podia estar mais de acordo. Também era necessário começar a reciclar e não precisamos de pagar nenhum imposto para tal (se calhar dei uma ideia!) e hoje reciclamos muito, basta ver os anúncios da sociedade ponto verde. Ah e tal podíamos reciclar mais, podemos sempre fazer mais! Mudar mentalidades demora, mas resulta e não implica necessariamente pagamento.

Esta coisa dos €0,10 por saco andava a incomodar-me principalmente no serviço continenteonline. Sou cliente e gosto. Ainda antes de 15 de fevereiro, telefonei para o apoio ao cliente para saber como seria com os sacos, até porque é um desperdício os sacos que mandam. Responderam-me que as compras tinham mesmo que vir em sacos e que estes tinham mesmo que ser pagos e que depois se podia pedir a devolução. Pensei e disse que claramente eles ainda não tinham pensado no assunto e que as coisas haveriam de ser diferentes. Desde então, pedi que viessem buscar os sacos e me devolvessem o valor pago (só para chatear). Só um iluminado, mas mesmo muito bem iluminado poderia achar que esta era uma boa solução: quanto custaria vir de propósito recolher sacos e devolver o valor dos mesmos?

Esta semana chegou nova encomenda e então não é que agora os sacos são gratuitos! Não têm é asas. São do tamanho dos sacos com asas. Têm a mesma publicidade que os sacos com asas. Levam as mesmas coisas que os sacos com asas. São €0,10 mais baratos que os sacos com asas.

Atendendo aos factos, sou levada a concluir que com o que é mesmo preciso acabar é com as asas dos sacos. Assim sendo: MORTE ÁS ASAS DOS SACOS DE PLÁSTICO!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Viagem 141: Coisas de Miss: o resumo do dia

«Sabes uma coisa mãe, hoje vimos um filme sobre o Vicente de Vangogue. Ele era da "Olandia" e pintava "autoquatros" que é fazer a sua própria fotografia mesmo»

[depois deste resumo posiciono-me entre a paixão e orgulho]

terça-feira, 5 de maio de 2015

Viagem 140: Coisas de Miss... ainda sobre o dia da mãe e outros dias comemorativos

Domingo de manhãzinha, chama a Miss do alto da sua cama mãaaaaaaaaaaeeeeeeeeee. Lá vou eu. Com ar sorridente diz a miúda: FELIZ DIA DA MÃE!!!

Foi tudo! O dia estava ganho, o que se seguisse era lucro.

Pouco tempo depois entra ela na cozinha: Ó mãe, quando é que é o dia dos filhos?
Eu ainda a tentar juntar 2+2: ....
Ela: hoje é dia da mãe. Primeiro já foi dia do pai. Só falta ser o dia dos filhos. quando é?
Eu: eu acho que não há dia dos filhos! Nunca ouvi falar, sei que há o dia da criança que é dia 1 de junho.
Ela (com ar de pânico): dia 1 já foi ontem de ontem!
Eu: é de junho ainda falta.
Ela: ah! Então e para esse dia os pais fazem as prendas dos filhos nos trabalhos?

Gargalhada e das grandes!
Não consegui responder nadinha de nada

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Viagem 139: O rescaldo do fim de semana

Era um fim de semana de 3 dias que se previa quentinho, mas que não se concretizou assim.

Sexta feira começou com a noticia de uma partida e o fim de semana gelou. Partiu uma senhora em casa de quem durante muitos, muitos anos houve sempre lugar para mais um fosse quem fosse e a que horas fosse, numa mesa sempre farta que mentia bem as dificuldades. Na sua casa cabia toda a gente quer fosse por uma hora, por uma semana, um mês ou um ano, fazendo de um pequeno T2 a maior das mansões. Partiu um poço de bondade de quem os seus sentirão muita falta.

Sabado a vida continuava indiferente, interrompi a manhã para assistir ao fecho de mais um ciclo, e depois segui.

Muitas vezes me vem ao pensamento que ninguém sabe nada da vida de ninguém. Olhamos em volta e não se imagina o que realmente está a acontecer dentro de cada um.

Já ao cair do dia, aventurei-me num supermercado diferente do que costumo ir. Nunca mais lá volto. Se calhar é por inveja, mas nunca mais lá volto! Um supermercado onde as pessoas namoram enquanto fazem compras, nunca tinha encontrado. Pessoas que pesam fruta de mãos dadas, que se passeiam pelo corredor dos detergentes abraçadas, que se beijam enquanto esperam pela sua vez. Achei: está tudo doido.


Domingo foi dia da mãe, mais um. Juntaram-se para celebrar mães cujas mães já partiram, mães a viverem a plenitude da sua missão, mães a caminho de viverem a plenitude da sua missão e mulheres que não são mães.

Era um fim de semana que se previa quentinho, valeu o domingo o para salvar.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Viagem 138: Eu tenho uma proposta

Hoje ouvi uma proposta que três partidos fizeram para regular a cobertura jornalística das campanhas e pré-campanhas.

Eu tenho uma proposta: 0% de cobertura jornalística a 100% da atividade partidária. Tirem-lhes o palco que eles têm para se mostrarem e verão como é que elas lhes mordem. É que nem haveria conversa.

Entre a espada e a parede, sempre, mas é que é sempre a espada!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Viagem 137: Coisas de Miss

O dia de hoje começou frito e acabou assado, que é como quem diz: foi um dia do avesso. Foi a prova provada de que a imprevisibilidade é a única constante. E isso levou-me durante todo o dia a pensar nos pintos da minha capoeira. E nas improbabilidades que às vezes acontecem. Ontem foi mais um desses dias com a Miss.

Ao jantar, e no meio de uma conversa completamente diferente, foi assim:

Ela: ó mãe quando é que a nossa prima vai para a escola?
Eu: hã!?! O que é que estás a dizer?
Ela: A nossa prima, quando é que vai para a nossa escola?
Eu: hum... Ainda falta muito mas eu acho que a prima não vai para a vossa escola.
Ela: Porquê?
Eu: porquê? olha porque é pequena e
Interrompe ela: pois tem que ir primeiro para a creche, não é? Vai primeiro para a creche do cozinheiro (é assim que ela trata a creche onde esteve porque causa do simbolo do restaurante que existe ao lado)
Eu: pois, primeiro teria que ir para uma escola de mais pequenos. Mas a mim parece-me que a prima se for para uma escola, será um escola em Itália.
Ela: Itália?!? Desculpa lá. Desculpa lá. Que eu saiba, primeiro: a tia não vive em Itália; depois, que eu saiba, primas não vivem em Itália. Em Itália só vivem tios.

E agora?...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Viagem 136: a propósito de PRÓS E CONTRAS


Ontem lá fomos... aceitamos o desafio de sexta feira ao final da tarde. Chegámos lá ontem e saímos de lá hoje. 

Fomos porque trabalhamos nisto ainda antes de termos representações na comissão. Mas fomos também pela adrenalina da novidade, não creio que seja mau reconhecê-lo. Gostei, ainda o programa não tinha começado e eu já estava a gostar. Quando descobri que ouviria falar ao vivo os Professores José Gameiro e Eduardo Sá, aí comecei a adorar!

Com o decorrer do Programa comecei a inquietar-me tanto, mas tanto que se o Programa tivesse mais trinta segundos eu não me tinha segurado...

As conversas são como as cerejas, começamos num lado e terminamos onde calhar, mas acho que foi uma enorme oportunidade perdida. A jornalista Fátima Campos Ferreira tem um à-vontade assinalável só que não pareceu estar convenientemente preparada, muitos dos intervenientes estavam claramente comprometidos com o sistema instalado e por isso não conseguem falar dele porque acham, entre outras coisas, que se está a pôr em causa o seu trabalho.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, assentes numa ideia idílica de que a comunidade pode e deve assegurar o seu funcionamento, substituindo-se ao Estado. Assim sendo, criam-se as comissões que são compostas por um grupo alargado e outro restrito. Cabe aos elementos do grupo alargado indicar elementos que ficam associados ao grupo restrito, esses sim responsáveis depois pelo acompanhamento dos casos sinalizados. Fazemos parte do grupo alargado, mas não temos condições para fazer parte do restrito. Eu mesma tiro o chapéu às Instituições com essa capacidade, porque nós não poderíamos prescindir de nenhum dos nossos colaboradores mantendo com ele todo o vinculo (leia-se pagamento de vencimento e manutenção do seu lugar) sem que este estivesse a cumprir o seu horário na nossa Instituição. Aliás, desde o primeiro momento que percebi este funcionamento que disse de mim para mim: ora aqui está uma belissima maneira de fazer ovos mexidos sem ovos.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, para atuarem precisam do consentimento dos pais sem isso, nada feito. Quando os pais são os agressores já se pode imaginar o seu nível de interesse cooperativo.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e só não acontecem mais casos como o de Oeiras ou de Loures porque o cosmos se alinha de tal maneira que favorece o equilibrio e se calhar, mesmo que funcionassem na perfeição continuariam a acontecer casos com o de Oeiras ou de Loures, porque nestas circunstâncias existe sempre um grau grande de imprevisibilidade.

A verdade é que as comissões funcionam como podem e dentro destes moldes, a que conheço não poderia funcionar melhor. Existe entrega, dedicação, empenho e um medo enorme de ter uma fatalidade nas mãos quando menos se espera.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e enquanto o modelo for este não se pode querer ser levado a sério. 

Ontem lá fomos... hoje, cá continuamos inquietas e a agradecer à estrelinha que mantém o cosmos alinhado.

terça-feira, 10 de março de 2015

Viagem 135: Dia da Mulher, porquê dia 8

    Há muito que me perguntava porque é que se comemora o dia da mulher justamente neste dia. Finalmente descobri. Sempre achei que não deveria ter sido criado este dia para mulheres se juntarem umas com as outras e se divertirem aliviando a culpa disso mesmo, ao repetirem vezes sem conta o quanto merecem.

    "No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica ...e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

    A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
    Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)."

    Assim se vê a fibra de quem muda o mundo, devagar, devagarinho, mas para sempre!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Viagem 134: Carta à Grécia

Portugal, 26 de janeiro de 2014


Caros Gregos,

Acompanhei ontem com enorme expectativa e diria mesmo algum entusiasmo as vossas eleições de ontem.

Sim senhora, aquilo é que foi! Muitos de nós devíamos pôr os olhos em vós, sem receio ousaram quebrar com os senhores que parece que eles é que sabem sem nunca descerem à terra.

Precisavamos de reviravoltas como esta também por aqui.

Agora, gostava que também vocês mudassem umas coisitas: isso de mandar estatísticas mentirosas não foi bonito. Nada justifica que vos tratem como miúdos de escola que deitaram o lanche fora, mas assumam que tentaram comer os outros por parvos.

São os impostos, os vossos, que sustentam o vosso estado social, por isso paguem-nos, não fugam deles como o diabo da cruz.

Foram os impostos, os nossos, que contribuíram de algum modo para que recebessem ajuda, pensem bem, mesmo muito bem, antes de aumentarem salários e coisas que tal. Só para vos dar um exemplo, o nosso salário mínimo continua a ser mais baixo que o vosso e apesar de tudo não estamos tão mal quanto vocês. É fácil dizer que a culpada é a "gorda", só que o dinheiro não é dela. O dela deve estar num daqueles bancos que não precisou de ser intervencionado para salvar os depósitos das pessoas.

Vocês precisam de esperança, sim precisam, mas precisam de mudar a vossa forma de estar, pelo menos enquanto precisarem do dinheiro dos outros, depois é convosco, eu pelo menos depois não quero saber.

Por cá, continuamos à espera de D. Sebastião, (há séculos que esperamos que volte num dia de nevoeiro e nada!) não creio que nas nossas eleições deste ano tenhamos tanta coragem como vocês, até porque não se vislumbra alternativa. Eu desde há algumas eleições que milito no partido dos votos brancos e cada vez mais acredito que só acontecerá mudança séria quando os votos brancos tiverem uma votação maior que a soma de todos os partidos juntos. Enfim...

Enquanto nada muda continuaremos a lamentar-nos e dizer mal no café. Quanto a vós que decidiram experimentar diferente, desejo-vos uma pitadinha (pequena) de sorte, muito empenho, esforço, dedicação e trabalho. Continuarei a acompanhar-vos e um dia espero fazer-vos uma visita!

Saudações Lusas,

Joana


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Viagem 133: O Homem do Leme




Hoje, esta música ocupou a minha cabeça ainda nem tinha acordado, andava apenas em piloto automático. Adoro desta música.

Foi ao som desta música que me despedi de si, avô. Não sabia que havia música ambiente naquelas salas dos hospitais, se calhar até não há, é só ali, não sei...

Não sei se o avô foi o Homem do Leme, se calhar não foi. Também não sabia que teria tantas saudades suas, tem dias que o avô não me sai da cabeça.

Os dias atropelam-se no calendário e nem posso crer que já passaram uma mão cheia de dedos.

Não sei se o avô foi o Homem do Leme, mas esta foi a banda sonora da nossa despedida.