terça-feira, 10 de novembro de 2015

Viagem 155: Mau perder

As últimas semanas neste retângulo soalheiro têm sido como uma viagem na lagarta da saudosa Feira Popular.

Todos ganharam, todos os outros perderam! Mesmo quem não perdeu, amua e depois encontra uma forma de confirmar que não perdeu como afirmou.

Conheço bem esta sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado.

O resultado das eleições foi uma surpresa, pelo menos para mim foi. Esperava que o governo anterior perdesse e por muito. Esperava que o PS ganhasse e por muito. Não esperava nada dos outros, mas imaginava que engordassem à boleia do descontentamento.

Ora, o governo ganhou mesmo depois de toda a austeridade e arrogância, da falta de palavra, da falta de humildade e tudo o mais, ganhou. Ganhou.

O PS empenhou-se e muito para perder. Mas depois lembrou-se que perdendo não podia ser primeiro ministro e ele queria ser primeiro ministro. Foi porque queria ser primeiro ministro que tirou o Seguro (um ingénuo neste mundo podre da politica).

Como já vem sendo costume neste retângulo soalheiro, entretemo-nos com o acessório e fazemos birra perante a frustração. O BE, o PCP e se calhar o PS tinham como vontade primeira que o CDS e o PSD perdessem, mas não foi isso que aconteceu.

Têm revelado mau perder durante todos estes dias. Conheço bem essa sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado. Ainda hoje é.




Sem comentários:

Enviar um comentário