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sábado, 16 de abril de 2011

Dia 15: Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...

Hoje, Sábado durante o meu ritual habitual da manhã: umas belas torradas de pão de quilo, um chá com sabor a morango, a televisão na FOX/FOX LIFE e o computador a navegar a todo o vapor pelas principais noticias do país e do mundo, apanhei boleia da indignação que me invade sobre o estado do nosso país. não resisti, no facebook tornei-me "amiga" do PSD e escrevi o seguinte no seu mural:

«Já se interrogaram porque é que as sondagens nos mantêm tão perto do PS?

Onde tinham os senhores a cabeça quando escolheram os cabeça de lista para as próximas eleições legislativas? Caso ainda não tenham percebido e cada vez estou mais convencida que não perceberam, vivemos uma situação muito mas mesmo muito complicada. Não íam procurar os melhores, os mais capazes? Quer dizer, isso era o que deviam fazer, ao invés fizeram como de costume, trataram do vosso quintalinho... Onde foram parar os critérios de exigência e competência? O Dr. Fernando Nobre como cabeça de lista em Lisboa?!? Eu sou social-democrata que ainda por cima vota pelo ciclo de Lisboa, expliquem-me como posso votar numa lista encabeçada pelo Dr. Fernando Nobre, anti-partidário convicto em Janeiro e completamente rendido a tachos em Abril? Não existe defesa nem explicação possivel, ele afirma que não conhece o programa eleitoral, assinou de cruz. Ele adverte que renunciará se não fôr presidente da AR, mas o que é isto?

O Dr. Fernando Nobre conhece alguma coisa sobre o PSD que não pode ser público? Somos um partido assim com tão pouca auto-confiança que achamos que temos que ficar associados a personagens avidas de protagonismo para conseguirmos votos? Honestamente, qual pode ser o contributo desta pessoa para que o partido potencialize uma verdadeira mudança para o país? Estamos exactamente na mesma: os cidadãos a sentirem as medidas no seu quotidiano e os politicos num mundo completamente à parte preocupados com questões menores, mesmo muito menores: quem tem culpa da crise, como foi avisado o lider da oposição sobre o PEC, quem mandou e recebeu sms's, etc.

Concluo com enorme pesar que mais uma vez estamos a prestar um óptimo serviço ao PS, na noite de 5 de Junho depois de lhes darmos os parabéns pela sua vitória vamos falar também sobre a nossa vitória: é o costume em noite eleitoral todos os partidos ganham. Sabem é que se é para continuar a ser mau (e os Srs. não tenham dúvidas que o caminho que estão a fazer é péssimo e não trará resultados) os eleitores preferem optar pelo que já conhecem... é uma questão de familiariedade!»

Fiquei mais aliviada! Tenho a certeza de que eles não vão ler e de que eu irei votar em branco...

Ainda assim, acho fundamental continuar a dar boleia à indignação!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dia 14: 5,300Kg / 62cm



Esta é a fotografia oficial dos seus estrondosos 4 meses.

Com 5,300Kg de peso e 62cm de comprimento, a Maria Catarina está uma miss (com crista é certo) que adora esplanadas solarengas!!! Não deixará nunca de ser a minha mosquitinha de tão pequenina que era quando a conheci há exactamente 4 meses e 1 dia.

Não sei como, a apreensão apanhou boleia para ficar. Está a aproximar-se a passos largos aquele timing: faltam exactamente 2 meses, 2 semanas e 6 dias para atingir os 6 meses e 3 semanas...

Até há 3 semanas não dava boleia a pensamentos destes mas agora confesso: estou apavorada!

Eu sei! Já toda a gente me disse que não posso pensar nisso. Já toda a gente me disse que os miudos são todos diferentes. Já toda a gente me disse que por ter acontecido a um não tem que acontecer ao outro. Já toda a gente me disse que não se pode pensar nisso assim.

Eu digo a toda a gente que só diz coisas destas quem nunca passou por um aperto. A intenção é das melhores, eu sei. Mas mostra como nem sempre se sabe do que se está a falar...

Lido com convulsões daqui a pouco hà 7 anos, já assisti a tantas que lhes perdi o conto, não são elas que me afligem, já me afligiram. Agora eu vejo as horas, controlo a sua duração, decido se aplico medicação de emergência, etc. e tal.

O que me aflige é ver um filho naquele estado, o que me aflige é sempre que uma convulsão termina pôr-lhe a mão no peito para sentir o seu coração a bater, o que me aflige é não conseguir andar sem telemóvel quando ele não está comigo, o que me aflige é saber que nunca, mas mesmo nunca me posso esquecer das aflições, o que me aflige é sempre que ele está mais sossegado eu ter que o chamar para saber se está tudo bem, o que me aflige é saber que ele se pode magoar, o que me aflige é pensar como é que os outros vão reagir quando o veêm em curto-circuito, o que me aflige é que sempre que o vou ver enquanto dorme, não vou ver se está tapado, eu vou ver se está vivo!

E agora já não é nada...

É à boleia de todas estas aflições que não sei se consigo passar por tudo outra vez! 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dia 13: Uma casa de pedra

Hoje, ou melhor ontem, Domingo apanhei boleia do sol até à praia com as crias. Este Abril já conheceu dias mais convidativos à contemplação do sol mas não se estava mal...
O primogénito correu, correu, correu até mais não na praia atrás da bola com o pai. Eu e a miss ficámos na esplanada: ela a dormir eu a ler o meu expresso cor de rosa. É curioso como consigo coisas da segunda vez que da primeira pareciam absolutamente inatingiveis. Aos 4 meses do Francisco eu não conseguia fazer nada. E não, não era culpa dele. Ele era um paz de alma... Eu é que não tinha prática!
Perdido o jogo da bola voltámos a apanhar boleia em busca de caracóis. Eu pensava que hoje em dia os caracóis eram como a fruta: não tinham época. Enganei-me ainda não é tempo deles mas, o tempo começa a ficar bom, a esplanada convida e eu achava que havia pratos de caracóis para coroar o fim do fim de semana, embora para mim seja sempre Sábado.

No caminho, entre casas médias, pequenas e grandes dei comigo a pensar que gostava de ter uma casa de pedra. Uma casa forrada integralmente a pedra. E depois constatei que construí uma casa de palha. Hoje vivo numa casa de palha que não sei como, resistiu ao temporal do Inverno.

Sem bussola nem mapa, não encontro o Norte. O aperto na barriga é tal que chega a ser arrepiante. O peso no peito é tal que chega a ser insuportável. O nó na garganta é tal que impede as lágrimas de sairem. Os ses atropelam-se em catadupa.
É à boleia destas aensações que só me apetece soprar a casa...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dia 12: E vão 3

Apanhei boleia há exactamente 1 mês!
O Francisco ficou hoje oficialmente desdentado novamente e pela terceira vez. A cria ficou verdadeiramente feliz, acredita estar a crescer!

Assistir de camarote a esse crescimento é uma boleia de emoções: é um privilégio mas um nó na garganta. Todos os marcos alcançados são degraus subidos rumo à autonomia que se deseja mas que se abomina.

Degrau 1: nascimento dos dentes; degrau 2: gatinhar / andar; degrau 3: largar as fraldas; degrau 4: comer sozinho e de tudo; degrau 5: vestir-se sozinho; degrau 6: entrar para a escola (a sério); degrau 7: ler e escrever ainda que de modo engasgado; degrau 8: queda dos dentes; etc.. 

A escadaria é enorme e eu sou o corrimão, o anti-derrapante e a luz de emergência. O Francisco é o primeiro a trilhar o caminho e este tem-se revelado sinuoso, não há mapa e isso tem dificultado as coisas. Não tem sido fácil mas ele é um lutador e não se dá por vencido com facilidade.

É à boleia desta subida que vos digo: ele está a crescer!