domingo, 30 de junho de 2013

Viagem 93: A cereja no topo da montanha de chantily

Bem sei que a frase é "a cereja no topo do bolo" mas, com este calor prefiro dar boleia a um enorme gelado de cinco bolas, todas de frutos, uma porção muito generosa de chantilly, toping de morango e a dita cereja.
 
4ª feira foi dia de concerto.
 
A noite estava magnifica. A plateia estava entusiasmada mas não aqueceu com os Brass Wires Orchestra. Eu até tive pena deles, aquele nunca será o seu publico. Foi uma aposta pior que perdida.
 
21.15h e na Bela Vista ouviam-se os primeiros acordes. E o ambiente aqueceu. É sem duvida mais que um concerto é um punhado de emoções à flor da pele: é pular, é cantar (ainda que sempre na mesma nota), é bater palmas e agitar os braços. Uma vez e outra. E tantas vezes quantas as musicas que couberem em quase duas horas de concerto. É ter o filme da vida a passar cá dentro.
 
Faltou "aquela" volta ao palco. Faltaram um punhado de musicas. Faltou o palco que vi na televisão. Faltou aquele pedacinho assim... Faltou a cereja no topo da montanha de chantilly. Cereja que nunca como mas que não dispenso para a taça ficar perfeita!
 
 
 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Viagem 92: É hoje!!!

Chegou finalmente o dia de rumar ao parque da Bela Vista. É hoje!!
 
Já avisei toda a gente: não há margem para qualquer especie de imprevistos nem percalços, eu não comprei o seguro que vinha associado ao bilhete.
 
Para ser perfeito, era juntar o Francisco, até tentamos ligar à rádio comercial mas, não fomos suficientemente rápidos.
 
É hoje! E eu nem estou em mim...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viagem 91: a propósito de serviços minimos

Soube-se que não haverão serviços mínimos para assegurar os exames devido à greve dos professores.
 
Os sindicatos jubilam de contentamento e acusam o ministério de mau perder por não agendar nova data. Claro! E depois nova data. E outra. E se calhar mais outra, enfim, se calhar até 2113. Olha que belo precedente.
 
Ainda não percebi exatamente qual é o motivo do protesto mas, tenho uma teoria: está na altura de se saberem as notas dos exames de 4º ano e é urgente arranjar algumas distrações. Ou muito me engano ou as notas serão pouco melhores que más.
 
Ver ou ouvir este senhor que diz que representa os professores, penso que se chama Mário Nogueira e deve ser professor é no mínimo deplorável, aliás como ver ou ouvir praticamente todos os sindicalistas. É extenuante trabalhar 40 horas semanais. Parece que já era quando o valor era de 35. Detenho-me nas 35.
 
Então e para os policias, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a segurança não é posta em causa?
 
Então e para os médicos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a sobrevivência dos doentes não é posta em causa?
 
Então e para os enfermeiros, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que o acompanhamento dos doentes não é posto em causa?
 
Então e para todos aqueles funcionários públicos que atendem os cidadãos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
 
Então e os senhores que tratam do lixo, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?

Então e todos os outros que têm um patrão privado, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
 
Aos professores, só me apetece dizer: vão trabalhar!! E com brio e empenho que é coisa que vos falta vezes demais. E durante 35 horas semanais. E durante 11 meses por ano. Sem férias cumulativas no Natal, na Páscoa e sem fingirem que fazem qualquer coisa, uma vá, duas horas por dia durante julho para finalmente descansarem em agosto.
 
Senhores professores do público, perguntem aos professores do privado quantas horas semanais trabalham e quão extenuados andam...

Às vezes, há boleias que nem sei...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Viagem 90: Inexplicavel

Há umas semanas comecei a seguir a história de um menino com 3 anos que embora doente, muito doente tinha sempre fotografias sorridentes, muito sorridentes.
 
As suas imagens partilhadas por alguns amigos suscitaram-me curiosidade. Era impressionante o otimismo e a serenidade que emanavam.
De cada vez que acompanhava a história, constatava quão efémera é a vida. Como são fundamentais os momentos pequenos, simples, quotidianos. Quanta sorte eu tenho em ter filhos que neste momento dormem tranquilamente ao meu lado.
 
Nunca tive coragem de escrever o que quer que fosse porque o que quer que fosse que me ocorresse escrever parecia sempre pequeno, muito pequeno comparado com a grandeza da coragem, da determinação e da luta diária travada.
 
Hoje, depois de saber que ele partiu, só consigo pensar na dor inexplicável da mãe... já disse outras vezes, não sei se conseguiria carregar uma dor assim.
 
Especialmente para a mãe, o meu silêncio cúmplice...
 
 

sábado, 1 de junho de 2013

Viagem 89: Aliviar | Apertar



 
  
 
A pedido do Rogério, dou boleia a uma mensagem para o Vítor, aquele que também é Gaspar!
 
Ele que faça a escolha...