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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Viagem 142: O estranho caso do imposto das asas...

Têm-se lançado medidas muito estranhas, parvas mesmo. O imposto sobre as asas dos sacos plásticos bate tudo!


Eu sei, do ponto de vista ambiental os sacos plásticos demoram uma eternidade a decomporem-se; são uma praga; é preciso controla-los; tudo isso é verdade, não podia estar mais de acordo. Também era necessário começar a reciclar e não precisamos de pagar nenhum imposto para tal (se calhar dei uma ideia!) e hoje reciclamos muito, basta ver os anúncios da sociedade ponto verde. Ah e tal podíamos reciclar mais, podemos sempre fazer mais! Mudar mentalidades demora, mas resulta e não implica necessariamente pagamento.

Esta coisa dos €0,10 por saco andava a incomodar-me principalmente no serviço continenteonline. Sou cliente e gosto. Ainda antes de 15 de fevereiro, telefonei para o apoio ao cliente para saber como seria com os sacos, até porque é um desperdício os sacos que mandam. Responderam-me que as compras tinham mesmo que vir em sacos e que estes tinham mesmo que ser pagos e que depois se podia pedir a devolução. Pensei e disse que claramente eles ainda não tinham pensado no assunto e que as coisas haveriam de ser diferentes. Desde então, pedi que viessem buscar os sacos e me devolvessem o valor pago (só para chatear). Só um iluminado, mas mesmo muito bem iluminado poderia achar que esta era uma boa solução: quanto custaria vir de propósito recolher sacos e devolver o valor dos mesmos?

Esta semana chegou nova encomenda e então não é que agora os sacos são gratuitos! Não têm é asas. São do tamanho dos sacos com asas. Têm a mesma publicidade que os sacos com asas. Levam as mesmas coisas que os sacos com asas. São €0,10 mais baratos que os sacos com asas.

Atendendo aos factos, sou levada a concluir que com o que é mesmo preciso acabar é com as asas dos sacos. Assim sendo: MORTE ÁS ASAS DOS SACOS DE PLÁSTICO!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Viagem 138: Eu tenho uma proposta

Hoje ouvi uma proposta que três partidos fizeram para regular a cobertura jornalística das campanhas e pré-campanhas.

Eu tenho uma proposta: 0% de cobertura jornalística a 100% da atividade partidária. Tirem-lhes o palco que eles têm para se mostrarem e verão como é que elas lhes mordem. É que nem haveria conversa.

Entre a espada e a parede, sempre, mas é que é sempre a espada!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Viagem 136: a propósito de PRÓS E CONTRAS


Ontem lá fomos... aceitamos o desafio de sexta feira ao final da tarde. Chegámos lá ontem e saímos de lá hoje. 

Fomos porque trabalhamos nisto ainda antes de termos representações na comissão. Mas fomos também pela adrenalina da novidade, não creio que seja mau reconhecê-lo. Gostei, ainda o programa não tinha começado e eu já estava a gostar. Quando descobri que ouviria falar ao vivo os Professores José Gameiro e Eduardo Sá, aí comecei a adorar!

Com o decorrer do Programa comecei a inquietar-me tanto, mas tanto que se o Programa tivesse mais trinta segundos eu não me tinha segurado...

As conversas são como as cerejas, começamos num lado e terminamos onde calhar, mas acho que foi uma enorme oportunidade perdida. A jornalista Fátima Campos Ferreira tem um à-vontade assinalável só que não pareceu estar convenientemente preparada, muitos dos intervenientes estavam claramente comprometidos com o sistema instalado e por isso não conseguem falar dele porque acham, entre outras coisas, que se está a pôr em causa o seu trabalho.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, assentes numa ideia idílica de que a comunidade pode e deve assegurar o seu funcionamento, substituindo-se ao Estado. Assim sendo, criam-se as comissões que são compostas por um grupo alargado e outro restrito. Cabe aos elementos do grupo alargado indicar elementos que ficam associados ao grupo restrito, esses sim responsáveis depois pelo acompanhamento dos casos sinalizados. Fazemos parte do grupo alargado, mas não temos condições para fazer parte do restrito. Eu mesma tiro o chapéu às Instituições com essa capacidade, porque nós não poderíamos prescindir de nenhum dos nossos colaboradores mantendo com ele todo o vinculo (leia-se pagamento de vencimento e manutenção do seu lugar) sem que este estivesse a cumprir o seu horário na nossa Instituição. Aliás, desde o primeiro momento que percebi este funcionamento que disse de mim para mim: ora aqui está uma belissima maneira de fazer ovos mexidos sem ovos.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, para atuarem precisam do consentimento dos pais sem isso, nada feito. Quando os pais são os agressores já se pode imaginar o seu nível de interesse cooperativo.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e só não acontecem mais casos como o de Oeiras ou de Loures porque o cosmos se alinha de tal maneira que favorece o equilibrio e se calhar, mesmo que funcionassem na perfeição continuariam a acontecer casos com o de Oeiras ou de Loures, porque nestas circunstâncias existe sempre um grau grande de imprevisibilidade.

A verdade é que as comissões funcionam como podem e dentro destes moldes, a que conheço não poderia funcionar melhor. Existe entrega, dedicação, empenho e um medo enorme de ter uma fatalidade nas mãos quando menos se espera.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e enquanto o modelo for este não se pode querer ser levado a sério. 

Ontem lá fomos... hoje, cá continuamos inquietas e a agradecer à estrelinha que mantém o cosmos alinhado.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Viagem 134: Carta à Grécia

Portugal, 26 de janeiro de 2014


Caros Gregos,

Acompanhei ontem com enorme expectativa e diria mesmo algum entusiasmo as vossas eleições de ontem.

Sim senhora, aquilo é que foi! Muitos de nós devíamos pôr os olhos em vós, sem receio ousaram quebrar com os senhores que parece que eles é que sabem sem nunca descerem à terra.

Precisavamos de reviravoltas como esta também por aqui.

Agora, gostava que também vocês mudassem umas coisitas: isso de mandar estatísticas mentirosas não foi bonito. Nada justifica que vos tratem como miúdos de escola que deitaram o lanche fora, mas assumam que tentaram comer os outros por parvos.

São os impostos, os vossos, que sustentam o vosso estado social, por isso paguem-nos, não fugam deles como o diabo da cruz.

Foram os impostos, os nossos, que contribuíram de algum modo para que recebessem ajuda, pensem bem, mesmo muito bem, antes de aumentarem salários e coisas que tal. Só para vos dar um exemplo, o nosso salário mínimo continua a ser mais baixo que o vosso e apesar de tudo não estamos tão mal quanto vocês. É fácil dizer que a culpada é a "gorda", só que o dinheiro não é dela. O dela deve estar num daqueles bancos que não precisou de ser intervencionado para salvar os depósitos das pessoas.

Vocês precisam de esperança, sim precisam, mas precisam de mudar a vossa forma de estar, pelo menos enquanto precisarem do dinheiro dos outros, depois é convosco, eu pelo menos depois não quero saber.

Por cá, continuamos à espera de D. Sebastião, (há séculos que esperamos que volte num dia de nevoeiro e nada!) não creio que nas nossas eleições deste ano tenhamos tanta coragem como vocês, até porque não se vislumbra alternativa. Eu desde há algumas eleições que milito no partido dos votos brancos e cada vez mais acredito que só acontecerá mudança séria quando os votos brancos tiverem uma votação maior que a soma de todos os partidos juntos. Enfim...

Enquanto nada muda continuaremos a lamentar-nos e dizer mal no café. Quanto a vós que decidiram experimentar diferente, desejo-vos uma pitadinha (pequena) de sorte, muito empenho, esforço, dedicação e trabalho. Continuarei a acompanhar-vos e um dia espero fazer-vos uma visita!

Saudações Lusas,

Joana


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Viagem 128: É hoje que anda à roda...

Se não estiver enganada é hoje que saem as notas dos exames de 4ºAno.

Para mim é como saírem os números da lotaria. Isto porque com o Francisco é tudo sempre um bocado aleatório. Que ele sabe, sabe, não há dúvida. Que ele estava disponível para mostrar, isso já é outra conversa...

Sou das poucas pessoas que conheço que é favorável aos exames (e era tão fácil ser o oposto olhando para o que tenho em casa). Eu acho que é necessário aferir globalmente o que todos sabem em cada ciclo de ensino e, pelo menos, tentar garantir que todos vão com os conhecimentos básicos para o ciclo seguinte.  Por outro lado, a forma como tenho visto e ouvido professores preparem os seus alunos, leva-me a confirmar a minha posição. Exames são precisos.

Como tinha cautela para esta lotaria, vi os exames do ano passado, apreciei livros de preparação com potenciais exames, comparei com os manuais de 4º Ano e conclui que estão em registos diferentes, muito diferentes. Os manuais, atrever-me-ia a dizer, são para tontos! O nível de dificuldade é mínimo e convida a não pensar, porque isso dá cá um trabalho!

Em suma: a escola alfabetiza tendo como padrão os mínimos e os exames questionam sobre literacia (que está longe de ser mínimo). Claro que enquanto assim for, estamos mal.


Os professores fazem parte de uma classe que entende que não carece de ser avaliada, que não tem que se sujeitar a exame de admissão para a carreira e cujo trabalho não precisa de ser medido. Como se 100% dos professores fizesse 100% de bom trabalho, 100% das vezes. Acho que não existe. Falo de barriga cheia: o rapaz teve boas professoras e quando não estava a resultar não exitamos e mudámos. Muitos pensaram que seria uma má jogada tendo em conta o ano em questão, poucos disseram. Aqui chegados e antes de sabermos resultados, afirmo: valeu mesmo a pena.

Aguardo com expectativa pelo fim da tarde para saber onde nos situamos entre o primeiro prémio e a terminação.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Viagem 119: É que já não há paciência!

Saiu finalmente o tão falado DEO. Agora, politico que é governante ou aspirante a tal, fala preferencialmente por siglas. Até o cabelo da ministra estava em pé (e falo literalmente indomável). Compreende-se. É que já não há paciência!

Primeiro talvez seja preciso continuar a cortar; depois o melhor é taxar o açúcar, o sal e sei lá mais o quê; depois ainda não é nada disto; mais tarde, o que quer que se venha a fazer não implicará subir impostos; por último deita-se cá para fora umas coisas sobre começar a aliviar a carga fiscal, enfim. Não raras vezes, parecem-me miúdos a brincar aos governos.

Quando não há mais possibilidade de adiamento, anuncia-se uma fórmula nunca antes vista: aumentar impostos!

Como é que não há ninguém que diga as estas pessoazinhas que gente sem palavra não comanda nada, muito menos uma nação. Gente sem palavra nem ignorado merece ser.

Gentinha como esta, sem palavra merece desprezo!


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Viagem 114: Serviço Público


No carro, de manhã ouvi a noticia do sorteio das faturas. Não fui capaz de não lhe dar boleia, até porque, este foi tema de conversa ao jantar no sábado entre os convivas.


Pelo que ouvi hoje, confirmo que nós estamos pelo menos 48 horas à frente do nosso tempo. Aproveito então a oportunidade para sintetizar o que pensámos como prova de toda a minha boa vontade e disponibilidade para ajudar o país (as ideias apresentadas não são minhas, gostava que tivessem sido porque são top)

Foi hoje conhecido o nome do concurso: FATURA DA SORTE!

Nós propomos que seja criado um programa de televisão em horário nobre na RTP (está na altura de passar a fazer serviço público à séria e de qualidade), talvez ao sábado, com apresentação de José Sócrates (quem vai ao domingo mais depressa vai ao sábado).

Um programa com o nome de FATURA DA SORTE tem que ter pelo menos 2 horas de duração, uma tombola com todas as rifas, o Vitor Gaspar a explicar como é que se consegue a rifa para poder participar neste concurso, uma empresa ou outra de venda de equipamentos e programas de faturação com informações aos comerciantes e o vencedor da semana anterior a contar como é que a sua vida mudou depois de ter ganho a FATURA DA SORTE. Pelo meio, um artista ou dois a fazer playback com os hits do momento.

Ainda não vi explicado se o imposto de 20% sobre os prémios de jogo superiores a €5.000,00 também se aplica, ou se está a ser estudada a criação de uma comissão para estudar a possibilidade de criar um regime de exceção.

Uma coisa eu sei: vou continuar a colecionar rifas. Nunca tive sorte ao jogo mas, nunca se sabe quando é que isto muda!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Viagem 102: Fora de formato

Na grande maioria das vezes eu sinto-me como alguma da bagagem de porão, bagagem à qual colam um autocolante amarelo que diz: fora de formato.
 
Contra a corrente dominante, e por isso fora de formato, eu acho que até sou a favor dos exames. Quando falo de exames, refiro-me a todos: aos dos professores e aos dos alunos.
 
E curiosamente é a atitude dos professores que me faz pensar assim. Que me faz acreditar que são precisos exames e muitos.
 
Tenho andado para aqui a pensar e acho que existem algumas profissões que precisam de fazer um exame para terem acesso à carreia. Mas, para os senhores professores não. Que heresia ousar sequer pensar que os senhores pudessem não ser bons para exercer a profissão, como se na profissão de professor não existissem Excelentes, Muito bons, Bons, Razoáveis, Maus e Péssimos profissionais. Se calhar não estão preparados para a dura realidade mas, cá vai: existem!
 
E depois é vê-los nas televisões com ações patéticas para nos desfocar do essencial. Ora queimam cópias de notas, ora pedem desculpa aos alunos porque dizem que eles não servem, ora pedem o dinheiro das propinas de volta, ora entregam diplomas, ora fazem serenatas. Sugiro o seguinte: canalizem tanta criatividade para promover as aprendizagens das vossas turmas.
 
Trabalhem, estudem, atualizem-se e não é só para os créditos é para obter conhecimento mesmo, essa coisa que não ocupa lugar mas que ajuda tanto! Tenham vergonha. Deveriam ser os primeiros a aplaudir a medida, é a hora de separar o trigo do joio.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Viagem 97: Morrer na praia...

O facebook tem destas coisas... é usado pelas marcas para publicidade. A royal Canin não foi diferente. Desafiou as escolas a criarem animais. O Colégio dos Plátanos concorreu. Esteve toda a semana destacadamente à frente nas votações. Eu votei algumas vezes durante a semana mas, confesso não dei grande importância. A distância para a concorrência era tão grande que parecia não haver concorrência.
 
Não conheço o Colégio dos Plátanos. Não conheço nenhuma das escolas concorrentes. Conheço a professora que com os miúdos do 1º Ano criou o cão dos Plátanos e por isso, para mim, o cão dos Plátanos era o melhor. E o raça do cão até tem um ar catita, a língua de fora dá-lhe um ar mesmo patusco.
 
Estar o tempo todo à frente e depois na reta final ser ultrapassado parece que é como morrer na praia. Parece que morrer na praia tem mesmo o sabor de se ser o primeiro dos últimos.
 
Eu prefiro pensar que morrer na praia é dar tudo e mais um bocadinho para conseguir o que se quer e mesmo não tendo conseguido fazer a dança da vitória.
 
Os miúdos queriam ganhar mesmo. Ganhar do género, ficar em primeiro. Ganhar o género, ter mais um voto que o segundo. Ganhar do género, levantar a taça, receber o prémio. Não queriam vitórias morais. Até eu queria ganhar e não conheço o Colégio dos Plátanos.
 
O cão dos Plátanos foi mobilizador e fez acreditar que é possível, basta lutar!
 
O cão dos Plátanos merece a dança da vitória mesmo tendo morrido da praia!
 
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Viagem 95: cheque, para quê?

Tenho andado com esta boleia na bagagem há umas semanas. De vez em quando as coisas irritam-me de tal maneira que preciso de um tempo para acalmar os ânimos.
 
Eis se não quando o Senhor Bastonário da Ordem dos Psicólogos tornou publica uma ideia maravilhosa: O CHEQUE PSICOLOGO (se calhar ele não lhe deu este nome, acho mesmo que não deu nome nenhum ainda, porque anda a partilhar a ideia com todos os Ministérios e mais alguns e parece que está a ser bem recebida e até mesmo estudada).
 
Será que o Senhor Bastonário não sabe que já existe um apoio muito generoso por sinal, dado pela Segurança Social. Se calhar sabe, mas não relacionou.
 
Será que o Senhor Bastonário não sabe que muitos Psicólogos deturpam a utilização deste apoio. Se calhar sabe, mas ainda não achou pertinente clarificar.
 
Para quem não sabe, eu conto: a Segurança Social tem um apoio especifico para apoiar meninos e meninas que necessitem de apoio psicológico e/ou de terapia  da fala. Este apoio deve ser pago diretamente aos pais, depois dos mesmos fazerem prova do pagamento das sessões. A devolução do valor pago é feita de acordo com os rendimentos. Este apoio só pode ser usufruído se as consultas forem feitas através de privados com fins lucrativos.
 
Segundo consta, para a Segurança Social as Instituições Sem Fins Lucrativos não podem fornecer serviços a preços tão elevados, ou então acha mal pagar menos pelas mesmas sessões. Existe ainda uma terceira teoria: os Técnicos das Instituições Sem Fins Lucrativos, não comem, não se vestem e não precisam de teto. Materializam-se durante 7 horas de trabalho e depois desmaterializam-se e deste modo não auferem qualquer rendimento. Agora que falo nisto, se calhar ainda há uma quarta opção para estas Instituições, o dinheiro cai do ceu em dia e hora acordada.
 
Posto isto, importa referir que os Psicólogos descobriram a pólvora: criam empresas, acordam com as escolas usarem os seus espaços para atenderem os que podem receber este apoio, pedem o máximo possível à Segurança Social, os pais assinam um papelito a autorizarem a transferência para o NIB da dita, sem terem sequer conhecimento do valor que é transferido em nome dos seus filhos e depois uns dão para os outros! É mesmo típico de nós aqui neste cantinho soalheiro...
 
Depois de tanta ética e deontologia, cheques para quê, Senhor Bastonário!?!
 
Agora que esta boleia está em marcha, estou muito mais aliviada

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Viagem 91: a propósito de serviços minimos

Soube-se que não haverão serviços mínimos para assegurar os exames devido à greve dos professores.
 
Os sindicatos jubilam de contentamento e acusam o ministério de mau perder por não agendar nova data. Claro! E depois nova data. E outra. E se calhar mais outra, enfim, se calhar até 2113. Olha que belo precedente.
 
Ainda não percebi exatamente qual é o motivo do protesto mas, tenho uma teoria: está na altura de se saberem as notas dos exames de 4º ano e é urgente arranjar algumas distrações. Ou muito me engano ou as notas serão pouco melhores que más.
 
Ver ou ouvir este senhor que diz que representa os professores, penso que se chama Mário Nogueira e deve ser professor é no mínimo deplorável, aliás como ver ou ouvir praticamente todos os sindicalistas. É extenuante trabalhar 40 horas semanais. Parece que já era quando o valor era de 35. Detenho-me nas 35.
 
Então e para os policias, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a segurança não é posta em causa?
 
Então e para os médicos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a sobrevivência dos doentes não é posta em causa?
 
Então e para os enfermeiros, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que o acompanhamento dos doentes não é posto em causa?
 
Então e para todos aqueles funcionários públicos que atendem os cidadãos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
 
Então e os senhores que tratam do lixo, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?

Então e todos os outros que têm um patrão privado, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
 
Aos professores, só me apetece dizer: vão trabalhar!! E com brio e empenho que é coisa que vos falta vezes demais. E durante 35 horas semanais. E durante 11 meses por ano. Sem férias cumulativas no Natal, na Páscoa e sem fingirem que fazem qualquer coisa, uma vá, duas horas por dia durante julho para finalmente descansarem em agosto.
 
Senhores professores do público, perguntem aos professores do privado quantas horas semanais trabalham e quão extenuados andam...

Às vezes, há boleias que nem sei...

sábado, 1 de junho de 2013

Viagem 89: Aliviar | Apertar



 
  
 
A pedido do Rogério, dou boleia a uma mensagem para o Vítor, aquele que também é Gaspar!
 
Ele que faça a escolha...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Viagem 83: 2013 - um ano inesquecível

Atendendo a todas as previsões, acho que 2013 acabadinho de começar merece já uma boleia, será sem margem de erro um ano inesquecível!
 
Com a promulgação do orçamento de estado pelo Presidente da Republica iniciou-se a ofensiva: ataque fiscal, entre outras.
 
Não há dúvida: ESTES NÃO SERVEM!
 
A primeira reforma a ser implementada é a da ética e da moralidade. Enquanto a ética e a moral não forem centrais na definição das politicas não vamos a lado nenhum.
 
A Marta aceitou o repto e criou o grupo ESTES NÃO SERVEM. De certeza que não somos os únicos a pensar desta maneira, muitos mais têm ideias concretas, simples e válidas para recuperar para si a condução do seu destino. Espreitem.
 
A primeira reforma deve ser feita sobre os políticos. Não, não se trata de extinção de freguesias ou de fazer de conta que se limitam mandatos. São coisas simples, práticas, fáceis e rápidas como:
 
- ninguém mas, ninguém pode exercer qualquer cargo politico remunerado ou não, sem exercer uma atividade profissional primeiro, durante 05 anos;
 
- extinção imediata do regime de reformas para os políticos: qualquer politico deveria reger-se pelo regime geral, ou seja reformar-se aos sessenta e muitos anos e a sua reforma seria definida de acordo com as regras instituídas para todos;
 
- congelamento imediato do financiamento publico aos partidos, pelo menos enquanto durar o programa de intervenção. Se o tempo é de emergência e todos somos chamados a contribuir, temos que congelar tudo o que não é essencial (muito do que é essencial já foi congelado, cortado ou extinto);
 
- limitação efetiva de mandatos: cumprido o tempo definido por lei para o exercício de um cargo, qualquer politico deveria obedecer a um tempo de nojo de pelo menos, igual período para voltar a exercer esse cargo. Por exemplo, quem foi presidente de câmara durante doze anos teria que esperar doze anos para poder voltar a ser presidente de qualquer câmara em Portugal, qualquer câmara mesmo.
 
Enfim...
 
ESTES NÃO SERVEM! mas há quem possa servir e não apenas se servir.
 
É à boleia disto que acredito mesmo que 2013 será um ano inesquecivel!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viagem 78: tanto!?!

Hoje vi a noticia sobre o corte do subsidio de desemprego para trezentos e setenta e sete euros e qualquer coisa cêntimos.
 
Eu nem sei o que é que as pessoas vão fazer com tanto dinheiro, provavelmente depois de pagarem todas as contas ficam doidas com tanto que lhes sobrará!
 
É preciso não ter qualquer espécie de vergonha nem de decência.
 
Não há quem ponha cobro a isto?

sábado, 13 de outubro de 2012

Viagem 75: Parece que teremos visitas...

Hoje li e não pude deixar de dar boleia: parece que a Merkle quer vir a Portugal.

A mim só me ocorre uma expressão: deixe lá isso!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Viagem 74: Ele há cada coisa...

No dia a dia dou comigo a dar boleia a coisas quase non sense, por exemplo: não percebo porque é que as pessoas insistem em dizer a IC19 e o CAF.

Sendo que IC quer dizer itinerário complementar, não faz sentido dizer a itinerário. Do mesmo modo, CAF (neste contexto especifico) significa componente de apoio à familia, e não é que há professores que não se cansam de dizer e escrever o componente de apoio à familia.
 
Desfaz-se a lingua a torto e a direito! Ele há cada coisa...

sábado, 29 de setembro de 2012

Viagem 71: Rendam-se

"Gaspar, tudo se arranja, vê lá se a gorda quer uma canja", não fui eu que inventei mas merece uma boleia.
 
Numa manhã destas, O Ricardo Araújo Pereira na sua rubrica Mixórdia de Temáticas da rádio Comercial dava este mote.
 
Eu até tenho pena do Gaspar! Acredito piamente que já está mais do que arrependido por ter abraçado este desafio.
 
Depois de ver as noticias hoje com mais uma manifestação sindical na rua, com um intelectulaloide português a viver em Londres visivelmente irritado por ter sido contrariado, qual criancinha birrenta e de rever um ministro a contar a história da cigarra e da formiga, confirmo que estamos entregues aos bichos! Bichos mais parecidos com cigarras do que formigas...
 
Também eu me rendo! Quem nos governa não dá conta do recado, está visto, mas não há alternativa. Olhar para os politicos portugueses dá vontade de chorar tal é a mediocridade.
 
As propostas que nos chegam ou são cortar ou são demagogia.
 
Penso que é preciso falar claro: foram os politicos que contrariam a divida em nome do país, eu pela minha parte contraí uma divida ao BCP que pago escropulosamente todos os dias 15 mais nada, ainda não percebi que o esforço que me obrigam a fazer tenha contribuido para abater a essa divida que contraí.
 
Estes politicozinhos que adoram falar no plural quando se referem ao esforço que temos que fazer, deviam ter vergonha, assumir a sua incompetência e sair. Assumam o vosso fracasso, não vale a pena estregarem mais!
 
Já se renderam lá fora, rendam-se cá dentro antes de fecharem a porta!
 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Viagem 68: Agora é que eu percebi

Finalmente percebi os efeitos benéficos da redução da TSU para as empresas: então não é que vamos pagar menos pelos selos!
 
Segundo o Dr. Coelho, a redução da TSU pode e deve ser refletida no preço final e um exemplo prático e concreto é a empresa CTT que poderá baixar os preços que pratica.
 
Muito obrigada Dr. Coelho, em nome de todos aqueles que como eu comem selos, vestem selos, se deslocam em selos, educam os filhos a selos, recorrem a selos quando estão doentes, usam os selos como opção cultural, enfim não vivem sem selos!
 
É à boleia de coisas como esta que penso: selos ao poder!!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Viagem 67: Coelho à Toca

Estou de férias e por isso não resisto a dar boleia a um jogo muito popular entre a miudagem, pelo menos entre a miudagem que eu conheço: o coelho à toca.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
Não deixa de ser curioso que se façam conferências de imprensa em dia de jogos da seleção e em horários estratégicos.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
De entre tantas reações, de entre tantos comentários, há uma coisa que me deixa perplexa. E não, não é a possibilidade da inconstitucionalidade das medidas, não é o facto de ser mais austeridade em cima de austeridade, não é o facto de ver todos ou quase todos os laranjas a apoiarem as medidas ao mesmo tempo que todos os rosas as condenam (já a farejarem o poder), não é o facto dos bloquistas e dos comunistas dizerem que é preciso derrotar estas politicas (as suas cassetes são as mesmas desde o inicio das suas existências), não é o silêncio do Portas em cima da sua pretensa postura de estado, como se para se ter postura de estado se tenha que usar lenço à lapela e falar com os braços como o Professor José Hermano Saraiva. O que me deixa perplexa é que o Dr. Coelho ganhou as eleições porque se propôs fazer o oposto e ninguém insiste nisso.
 
e salta coelho! e salta coelho!

Aos comentadores bastaria dizer: este senhor está a fazer o oposto do que se comprometeu e isso é absolutamente condenável. Ponto. E depois é insistir nesta tecla até à exaustão.

e salta coelho! e salta coelho!
 
Claro que é sempre possível argumentar que tudo isto estava muito pior do que se supunha, claro que é sempre possivel dizer que a culpa é dos maus da troica (não percebo porque é que se escreve troica com k, é bem certo que com o novo acordo ortográfico o k passa a fazer parte do nosso abecedário mas, ainda assim não percebo), claro que é sempre possivel culpar a conjuntura e a crise da zona euro. E porventura tudo isso está correto mas, ainda assim o Dr. Coelho prometeu que eu bem ouvi, não era fazer diferente, era o oposto.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
O Dr. Coelho ganhou as eleições porque se comprometeu a mudar o rumo das medidas.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
Recordo-me de ver na televisão uma dessas reportagens quase patéticas sobre o outro lado dos candidatos em que o seu pai lhe terá dito: «vê lá, não envergonhes a tua mãe».

e salta coelho! e salta coelho!

Dr. Coelho, o senhor ganhou as eleições porque se comprometeu a mudar o rumo dos acontecimentos.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
No Japão onde a palavra é a expressão maior da honra, os ministros suicidam-se, aqui neste retângulo tão fofinho os chamados ministros, fazem conferências a puxar ao sentimento e os comentadores dizem coisas.
 
e salta coelho! e salta coelho!
 
É à boleia de reflexões como esta que até tenho medo de gritar: COELHO À TOCA!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Viagem 60: Mais um verão, mais uma cegada sobre o estacionamento

De há uns anos a esta parte criou-se um ritual aqui pelas redondezas: improvisar parques de estacionamento pagos ao dia em todo e qualquer descampado. Presumo eu que o objetivo seja disciplinar o trânsito para tornar esta zona mais aprazivel para os veraneantes e chamá-los cá, mesmo que para isso eles tenham que pagar €2,00 ou €2,50 conforme queiram ficar na Praia das Maçãs ou da Adraga, 12 horas, 1hora e 20 minutos ou 12 minutos. O preço ao dia é o que há.

Os cobradores destes parques dignissimos representantes da cultura saloia, exceção feita para a praia da Adraga que provavelmente em nome da internacionalização optou por um senhor de leste, são de uma diligência de fazer inveja a qualquer repartição do estado (a avaliação de desempenho destes elementos da função publica está muito acima do excelente, posso atestar isso): não raras vezes deixo a senhora do chapeu de palha, saia preta de fazenda e avental florido a falar sozinha no estacionamento do mercado da Praia das Maçãs porque segundo ela não posso estacionar ali sem pagar, quem vai à praça estaciona mais a cima onde não há lugar tal é o seu tamanho. A minha resposta é sempre a mesma, multe-me. Acho que ela engraçou comigo, nunca o fez.

Há quem diga, então mas vai à praça a pé. Eu até gostava mas a quantidade de cães a quem a porta de casa nestes belissimos prédios é aberta de manhã e fechada imediatamente para só se abrir noite dentro, é mais que muita. Sempre que saio tenho uma receção que sim senhor, desisto logo. Pronto, eu tenho medo de cães. Eu nem consigo ir despejar o lixo sem arrastar uma legião de fãs. São assim os animals lovers que vivem nos prédios brancos com janelas verdes da Praia das Maçãs. Sem sacos é dificil fugir deles, com sacos então não sei o que seria.

Mas, nesta coisa do estacionamento há uma coisa que me intriga, não saiu uma lei qualquer há uns anos que dizia que o preço do estacionamento teria que ocorrer em frações de 15 minutos? Terá essa lei uma exceção para estacionamentos de verão?

Ás vezes gosto de dar boleia a coisas que me intrigam...