Acho que as super mães merecem esta boleia!
No outro dia enquanto fazia o caminho do carro para casa carregadinha de coisas até ao tutano e mais uma filha ao pescoço pensava: eu sou uma super mãe... (a verdade é que nesse dia, precisava de alimentar o ego) depois olhei para o estendal da vizinha do prédio a cima e vi todas as mochilas, lancheiras, estojos lavados a secar, lembrei-me também que neste estendal especificamente a roupa está sempre impecavelmente estendida e obedecendo de modo rigido ao critério da cor e pensei: eu ainda não fui buscar o material à escola do Francisco! Pronto, sou só meia super mãe.
Não estendo a roupa por cores, não tenho as mochilas e afins prontas para o novo ano escolar no principio de julho, as gavetas deles são povoadas por roupa que já não lhes serve, nem sempre tenho sopa no frigorifico, não sou do tipo fazer bolos todas as semanas, nem sequer todos os meses mas, tenho outras coisas...
Nem de propósito nesse dia, vi na SIC uma reportagem que ainda não me saiu da cabeça. Inês, mãe de Leonor Mel, uma corajosa, aliás duas corajosas: Inês e Leonor. A força e a fraquesa das duas, a coragem e o arrojo de ambas, a solidão e o conforto da mãe fizeram com que as minhas lágrimas caissem sem controlo enquanto a história acontecia. Nem por um só dia as esqueci mais.
Viver com e para uma filha com uma doença rarissima tão incapacitante é... sem palavras.
É à boleia disto que penso: nem eu nem a vizinha de cima somos super, super mãe é a Inês! E que sorte tem a Leonor...

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