terça-feira, 21 de agosto de 2012

Viagem 63: O verbo pimpar no 5 para a meia noite

Acabei de ver o 5 PARA A MEIA NOITE e não resisti a dar-lhe boleia. Não faltará quem me há-de chamar de puritana mas, é mais forte que eu, não consigo resistir.

Gosto de ver o programa desde a sua primeira edição. Muitas vezes é dificil porque nunca se sabe a que horas começa. Para mim a primeira série foi a melhor, nem percebo porque é que chegou ao fim. Como não percebo porque é que apareceu uma segunda, uma terceira, uma quarta, uma quinta  e agora uma sexta série, todas elas espaçadas sem nexo aparente. O horário é confuso e desde que passou para o primeiro canal tem sido sempre a cair, hoje acho que foi o máximo do declinio, e já tinha achado que o fundo tinha sido tocado na sexta feira em que o Nilton trocou com a Oceana Basilio, enganei-me.

Gostava de perceber porque é que se acha que dizer palavrões na televisão é ser-se descomplexado em termos sexuais. Estive uma boa parte do tempo a tentar perceber porque é que a convidada Raquel Bulha teve tanta necessidade de deixar claro que para ela o sexo não tem tabus, que é muito entendida e nada descomplexada, esquecendo-se que quando se quer ser entendido como credivel é preciso em primeira instância portar-se como tal.
Dr. Quintino, louvo-lhe o esforço de tentar cientificizar toda a conversa. Explique com urgência à Raquel (pode até ser já hoje, entre as 11.20h e as 18.40h terão imenso tempo!) que se quer ser levada a sério quando estiver a falar de sexo, não pode usar uma camisa transparente. Foi o Professor que me ensinou que um profissional não usa calças de ganga, nem camisas decotadas no exercicio da sua profissão, entre outras coisas.

Depois, pus-me a pensar: o que é que esta conversa toda tem a ver com o verbo da semana PIMPAR? O dicionário define pimpar como «fazer-se pimpão; ostentar, exibir-se. Levar vida farta e divertida». Não teve nada a ver. Mais baralhada fiquei quando o José Pedro Vasconcelos disse que levará ao seu sofá a Joana Vasconcelos e um rapaz empreendedor, tendo em conta o verbo da semana, diria que são dois exibicionistas tal como os que estiveram com o boinas.

Estou baralhada mas, depois desta boleia mais aliviada...

2 comentários:

  1. Não gosto do programa, já lhe dei boleia algumas vezes e fiquei com a sensação de que, como já não temos pessoas especiais e que naturalmente se tornaram famosas, então fazemos pessoas famosas e isso é o que as faz especiais! Penso que o último que vi tinha como convidada "especial" a Ana Malhoa que tinha tão de interessante para dizer que já não me lembro, apenas que defendia o seu direito de tatuar o corpo todo e que o mundo tem de a aceitar como ela é! Direitos... Lembro de lhe ter sido pedido para proporcionar um momento musical com a sua nova canção intitulada "Bomba Latina" que tem toda a riqueza de "duas frases" profundas "Sube sube ,Hasta las nubes". Ela foi tanto capaz de as dizer ao vivo como os músicos de tocar os 2 acordes que a compõem. O programa é mau, não sei como pode estar no mesmo canal como o "Prós e Contras" (não sei se ainda existe, tenho estado fora). Com serviço publico assim concessão é pouco. Acho que com o Topo Gigio se aprende mais e também aprenderíamos o verbo pimpar!

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    1. Está bem visto, sim senhor. A Ana Malhoa acabou o programa a cantar um hit de nome colesterol do amor, quando questionada sobre a escolha do nome da canção, ela respondeu porque não, também há borbulhas de amor e outras tantas com amor esta seria mais uma.

      Sem sombra de dúvidas a 2ª feira (dia em que a Ana Malhoa também foi) é de longe o pior dia. O José Pedro Vasconcelos (às 3ªs feiras) consegue programas interessantes.

      Agora, concordo contigo: as pessoas especiais não querem esta exposição.

      Nos dias que correm, ver televisão é um risco!

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