domingo, 11 de dezembro de 2016

Viagem 181: Quando uma mão já não chega!

Andamos há uma semana a viver os últimos dias dos 5 anos (não sei quem mais se lembraria disso!), sábado teve mesmo direito a um brinde de despedidas dos 5 anos ao jantar.

Hoje recebemos os 6 anos com entusiasmo!






Viagem 180: Os 40 em retrospectiva

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Viagem 179: Versão 4.0

Sol firme e céu azul foi assim que se apresentou o dia de receber a versão 4.0 de mim!

Atualização após atualização depois de muitos nós desatados, atropelamentos de camiões com reboque, murros no estômago que o deixavam colado às costas, mas também de risos até às lágrimas, surpresas de tirar o folego e borboletas no peito, chego a esta versão revista e melhorada.

Adoro fazer anos, mas já gosto mais dos deles; continuo a fazer contagem decrescente desde 23 de outubro, mas já só na minha cabeça; tenho uma lista de prendas, mas não a partilho, faço dela minha durante todo o ano.

Inquieta-me a vida, não pela adrenalina do desconhecido, mas pelo medo do que não viverei, pelo desconcerto das pessoas pequeninas por dentro e pela desesperança em geral.

Recordo os que fui perdendo pelo caminho de muitas maneiras. O caminho ficou mais difícil sem eles.

Enchem-me as pessoas que encontrei, as que gerei, os sítios que descobri e todas as oportunidades que tive.

Continuo sem saber usar maquilhagem, a usar saltos altos apenas quando tem mesmo que ser e mesmo assim com uns sapatos rasos atrás, a não gostar de falar ao telefone, mas a falar mesmo que a voz me doa. Já não tenho pacotes de gomas nos bolsos dos casacos.

Sou grata pela mochila que carrego...

sábado, 8 de outubro de 2016

Viagem 178: 4.0

Tenho-te na minha vida há mais tempo do que tenho de vida sem ti... Do baú desencantei estes 2 tesourinhos e o tempo andou tanto para trás (bem mais para trás do que o tempo destas fotos!)

Entre slows em quartos escuros, viagens de autocarro até Queluz e de comboio sem bilhete só pela adrenalina, o bacalhau com natas da tua mãe, aulas inteirinhas à conversa em folhas de rascunho, as "boleias" do teu pai depois da dança, croissants com chocolate no Babilónia, horas de explicação de química intermináveis, o que nós andamos... já nessa altura eramos tão felizes!

A vida foi-se construindo tijolo a tijolo, Km a Km umas vezes sem mapa outras com plano e agora entraste nos entas! Será maravilhoso de certeza, aproveita e "que de nenhum fruto queiras só metade" (adoro esta expressão, tenho pena que não seja minha, mas é perfeita para a ocasião).

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Viagem 177: Retomar o circulo

O mundo anseia por eles!

Farão coisas brilhantes e deixarão a sua marca. Não tenho duvidas.

Hoje o circulo retoma o seu desenho habitual, ele no 3º ciclo, ela no 1º. O tempo foge à velocidade da luz sem dó nem piedade.

 Cada degrau que sobem, cada conquista que fazem, cada obstáculo que superam é um ponto que acrescentam a esse circulo.

Não tenho dúvidas: eles deixarão a sua marca!


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Viagem 176: A propósito de viver gente na Praia das Maçãs

Hoje ao terminar o dia na Praia, vi um panfleto amarelo com um número de telefone para destacar colado num poste. Tenho um problema com a curiosidade e fui ver...

Achei-o uma perola! Em certa medida até colocava o dedo na ferida. Chegada a casa, fui investigar este movimento nas redes sociais. Por impulso, pedi para ser incluída. Pode ser até que nem me aceitem, muito menos depois disto.

É verdade aqui vive gente! E o verão mostra o que há de pior nestas gentes de dentro e de fora. Para mim, um barómetro da crise são as férias escolares: se em tempo de férias as madrugadas forem calmas, a crise está a apertar; se pelo contrário, as madrugadas forem acompanhadas por bandos de cachopos aos gritos, a dizerem asneiras, a correrem e a provocarem travagens bruscas nos carros que passam, então concluo que a crise é apenas e tão só uma memória! Este verão a crise tem sido memória...

Bandos de miudecos sem cara para levar um estalo, começam a noite algures onde a imperial se vende ao preço da "uva mijona". Já bêbados e bem bêbados porque se há coisa que estes miúdos não sabem é onde fica o limite seguem pela estrada até ao centro da Praia, porque é lá que a animação continua. Pelo caminho tropeçam nos carris do elétrico, desafiam o perigo usando a estrada ao mesmo tempo que os carros, gritam pelos amigos, zangam-se, fazem as pazes, com isto acordam os cães, enfim... Se  se passar pelo parque de estacionamento da praça, está cheio de carros estacionados com as bagageiras abertas e miúdos sentados no chão a beber e de garrafas de litro na mão. Depois há uma loja no centro de lojas que abre apenas meia dúzia de noites por ano, para vender álcool e não é para feridas. É mesmo o tipo de negócio com pertinência num centro de lojas como aquele. Tem apenas 10 lugares em pé, mas são às dezenas os que lá param ocupando a rua.

A noite é só reflexo do dia! Mais tenebroso, ainda assim reflexo.

Ir a pé até ao Centro é o mesmo que dizer ir pelos carris do elétrico. É preciso fazer opções. Para quê ter passeios para as pessoas usarem todos os dias, quando se podem ter carris para o elétrico circular metade da semana? Já no Centro, os passeios estão inundados de esplanadas, todas certamente devidamente autorizadas e com propriedade para expulsar os peões.

O Clube está cada vez mais coberto de madeira descaracterizando um edifício de traça típica. Devagar, devagarinho ele acabará todo forrado perante a passividade de todos.

Temporada a temporada, o pão com chouriço fica mais pequeno mas por um preço maior.

Na praça existem os preços até 09 de junho e depois de 10 de junho. Os otários que paguem o que os comerciantes não conseguem dinamizar.

A meio deste verão abriu finalmente uma loja de gelados e crepes! No outro dia serviram-me uma banana com 3 meses de vida, hoje fiz nova tentativa: o suposto sumo de laranja natural era não mais do que um copo de água tingida de laranja. Decido, não volto mais aqui, mas não ir lá é o mesmo que dizer não vou ao restaurante da ponta e àquele que nem sei que nome lhe dar que fica no cimo da descida porque é tudo do mesmo!

Irritou-me o tipo que desancou uma miúda que partiu uns pratos a pôr a mesa no restaurante com vista para a praia. Não voltar lá é o mesmo que dizer que não se pode entrar em pelo menos mais 3 portas da frente.

A Bola de Berlim é mais cara que no Algarve e nem é servida na areia, é preciso ir busca-la.

De repente a Praia fica minúscula! (apesar dos seus 2 sois!)

Quando vi este papel pensei: olha há mais quem pense como eu, mas se calhar não! Ficaram tão contentes quando os vereadores na Câmara do Movimento que elegeu o presidente da Junta  lhes disse que os quer receber. Será que irão pedir desculpa pelo não trabalho do seu eleito, ou quererão argumentos para o despedirem com justa causa?

O dia é só reflexo da noite! Menos tenebroso, ainda assim reflexo.

Enfim...


domingo, 3 de julho de 2016

Viagem 175: Ide... fazer o caminho!

Olho para ele e nem acredito, são 12 anos que correram à velocidade da luz.

Hoje escala mais uma etapa. Está de férias e vai gozá-las como gente grande. Será uma semana que o mudará para sempre. E será fantástica.

Mochila às costas com tudo o que precisa para fazer o caminho. Tudo mesmo (pelo menos assim espero). É agora que começa o teste. Foram 12 anos a fazer a mala à espera de dias como este, à espera da oportunidade para confirmar que as ferramentas estão lá, que tem o mapa certo e que será capaz de usar tudo. 

Ele já dormiu fora outras vezes, mas nunca assim. Tudo será novidade e imprevisível. E será fantástico.

Hoje iniciou-se nos campos de férias! Foi com um amigo. (Ao final do dia já tinha não sei quantos)

Leva a minha mochila, literalmente minha! Perdi a conta ao número de kms que fiz tendo-a como companheira. Hoje passei-lha. Desejo-lhe no mínimo tantos momentos de felicidade como os que eu tive.

Ao vê-lo partir na minha cabeça ecoava: ide... fazer o caminho!