Na madrugada de 24 de Outubro de 2004 o mundo mudou!
Na madrugada de 24 de Outubro de 2004 senti no corpo, na pele, na alma a indescritível sensação que é poder perder um filho. Não era uma miragem, não era uma mera hipótese, era uma possibilidade bem real, bem concreta, bem ali diante dos meus olhos, no meu colo, colado ao meu peito completamente encharcado.
Até ao hospital sussurrei-lhe ao ouvido sem parar: por favor não morras! Por favor não morras! Para mim pensava: isto não pode estar a acontecer mas se for para morrer que não seja ao meu colo...
Não teria tido colo para mais ninguém...
Na madrugada de 24 de Outubro de 2004 com a primeira convulsão o meu mundo mudou!
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