quarta-feira, 1 de junho de 2016

Viagem 174: Voando até ao 1º Ciclo

O tempo perde-se por entre a espuma dos dias e de repente esta mosquitinha está a preparar-se para o 1º Ciclo:


Ontem começou oficialmente este voo:
esteve na sala do 1º Ano e descobriu que as mesas lá têm uma prateleira por baixo para guardar os livros, ficou a saber como é que por lá se trabalha, ganhou uma madrinha, um diploma com um chupa e uma vontade quase incontrolável de lá ficar...


O dia terminou em grande com o jantar de finalistas! Como é que algo aparentemente tão simples (comer na escola, mas ao jantar e numa sala especial, sem sopa, com carne, arroz e batatas, com sumos de vários sabores e bolos de chocolate, sem pais, com os seus professores todos aprumados) pode ser tão marcante. E foi.


Ela tem o mundo à sua espera e será sublime!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Viagem 173: Não quero... obrigada

"Não quero" é expressão que se repete vezes sem conta, às vezes (poucas) traz um obrigada.

Passar pela experiência de pedir a outros, todos estranhos que ajudem desconhecidos na entrada de um supermercado é indiscritível!

Podia contar usando as maiores palavras do mundo quão gratificante é receber qualquer donativo. A mim causa-me borboletas no estomago, tenho momentos em que até me apetece retribuir com um abraço, ou dois, ou três. Sentir a generosidade alheia é de perder o folego.

Mas hoje, depois de mais uma experiência destas apetece-me dizer que as pessoas estão fora de prazo!

A indiferença, a ignorância, a agressividade, a soberba e o egoísmo tomam conta da humanidade (aquela que é formada por pessoas humanas como agora tanto se gosta de dizer). Ao serem convidadas a participar a maioria das pessoas diz que não quer, finge estar ao telefone porque não tem coragem de dizer que não quer, diz que não ajudará outros porque ninguém a ajuda a ela própria, que vai só passear não fazer compras, que não leva dinheiro consigo (recordo que todas estas pessoas entram num supermercado!) há até quem diga que vive no estrangeiro como se estivéssemos a falar de um serviço de entrega na sua própria casa. Há de tudo!

Como é se faz para que as pessoas percebam que para ajudar os outros basta a unidade. Uma coisa que somada a uma coisa e a outra e ainda mais a outra tem como resultado final um numero infinitamente grande. Como é que se faz para que as pessoas percebam que podem ajudar um outro que nunca viram, que não vai saber o seu nome praticamente sem darem por isso, basta a unidade. Tal como diz o proverbio chinês, um homem que move montanhas começa por carregar pequenas pedras.

Hoje, exausta mas de coração a transbordar afirmo convictamente que as pessoas estão fora de prazo! O que é uma pena...

sábado, 9 de abril de 2016

Viagem 172: Seca

Ainda é só dia 8 e a mim parece-me que é dia 80 (bem sei que os calendários terminam no máximo a 31!)

Foi uma semana e peras! Intensa. Boa, mas intensa.

Chega antes da hora (pronto: tenta chegar antes da hora!). Monta "exposição. Apresenta a obra. Regressa ao espaço de divulgação. Aproveita o intervalo para "espalhar charme". Vende. Assina alguns livros. Pausa até à próxima pausa para voltar ao ativo. E começa tudo de novo.

Isto de espalhar charme tem sido mais com a Margarida, eu estou seca... Tenho cada vez mais dificuldade em dar-me com politicos que só se querem ouvir e que já nem se dão ao trabalho de ficarem para fingirem que ouvem. É cada vez mais difícil misturar-me com pessoas que têm o desdém tatuado em cada ruga do rosto, enfim...

Algum dia tinha que acontecer, foi agora! Estou seca



terça-feira, 29 de março de 2016

Viagem 171: A LUA AMARELA AZUL

Não posso acreditar que é já no sábado...


Fui desafiada. Aceitei o desafio. A Editora também o aceitou. E agora é realidade. Já o vi. Com total imparcialidade afirmo: está magnifico!

E é um misto de excitação, de nervosismo, de receio, de felicidade, de tanta e tanta coisa. E se não vai ninguém? E se acontecer uma enchente e houver falta espaço? E se faltarem livros? Tantos ses invasores...

Não posso acreditar que é já no sábado...

sábado, 23 de janeiro de 2016

Viagem 170: sexta geração - somos ESCOLHAS

A vida é mesmo uma montanha russa! No mesmo dia podemos andar pelos 2 hemisférios num corrupio frenetico.

Ontem saiu o resultado da candidatura ao Programa Escolhas... E à 6ª geração somos ESCOLHAS!


Mais de 10 anos depois voltamos a ser Escolhas! Voltamos a ser Escolhas exatamente no território onde começámos.

O Escolhas é muito especial: foi o combustível ultimate que deu visibilidade ao trabalho que estava a começar e possibilitou alagar o mapa para fazer o caminho.

Neste tempo de dificuldades e desafios, o Cosmos não brinca em serviço: coloca-nos na casa de partida e com o combustível ultimate que permitiu alavancar tudo o resto.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Viagem 169: A "minha avó"

Morreu a "minha avó"...

Escrevo com aspas porque ela não era minha, mas adotou-me e isso é das formas mais maravilhosas de se dar a alguém.

Às vezes, muitas, principalmente naquelas em que mais precisei, escolheu-me a mim em detrimento dos seus sem aspas e isso é das formas mais maravilhosas de generosidade de alguém.

Foi mesmo "minha avó" como imaginamos que as avós sejam e isso é das formas mais maravilhosas de gostar de alguém.

Ontem e hoje foram dias muito tristes porque morreu a "minha avó"...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Viagem 168: Já ganhou!

A campanha corre veloz e cheia de vazio. Tenho acompanhado esta campanha principalmente pela curiosidade que os candidatos improváveis me suscitaram.

Vitorino Silva, o conhecido Tino de Rans já ganhou!

Para continuar preciso de fazer uma declaração de interesses (o que é revelador da falta de igualdade), não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista.

O jornalismo comprova a sua pobreza e incompetência. À boa maneira desportiva, decidiram que as eleições teriam duas ligas: a dos partidos e juntaram-lhe um candidato "fresco" para  dar a ideia de novidade e mudança, para jogarem no campo relvado e depois os outros que jogam no campo de terra batida, aqueles que o jornalismo e todos os comentadores se dão ao luxo de desvalorizarem.

Escrutinados, estes ditos de segunda liga, têm pelo menos tantas competências académicas como os óbvios; têm porventura mais experiência profissional que os óbvios; conhecem melhor a vida comum do dia a dia que os óbvios; todos têm mais de 35 anos, são portugueses e conseguiram organizar todo o seu processo (o que deveria ser revelador das suas capacidades de realização, porque não deve ser fácil conseguir as 7.500 assinaturas, isto só para começar!).

Há semanas o Vitorino Silva esteve no Forum TSF e deu uma lição ao jornalista e a alguns ouvintes que ligaram só para descarregarem a sua incapacidade de concretização; ontem de manhã na SIC Noticias teve que aturar o ar incrédulo da jornalista e telespectadores que não percebem o que lhes é pedido: a instrução era simples, ligar e colocar uma questão ao candidato, o que é que a maioria fez? Comentou esquecendo-se da pergunta. À noite lá levou com 2 jornalistas numa virada só.
 
3-0 a favor de Vitorino Silva. Sem esforço, sem apelo nem agravo. Como se ser Presidente da Republica se resumisse a saber usar talheres, colocar guardanapos no colo e gravata. Como se ser Presidente da Republica fosse uma espécie de coroação, um prémio de fim de carreira, de fim de linha, enfim...

É triste mas ao mesmo tempo muito revelador que alguém tenha que afirmar que se honra de ser calceteiro, mas que também é mestre deles; que tem frequência universitária (o que deixa os jornalistas muito admirados); que a sua mulher tem um mestrado; que a sua filha está integrada no ensino superior publico; que consiga responder com estórias e histórias da sua vida às perguntas que se admiram pela sua posição.


Não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista, antes faço parte daquele grupo de pessoas desesperançadas, mas que nada muda...