domingo, 19 de agosto de 2012

Viagem 62: 5 dias, 5 programas

Foram 5 dias de férias que voaram: todos diferentes mas todos iguais na intensidade.

Sábado:
Dia dedicado à ociosidade total e completa!

Domingo:
Dia dedicado ao convivio na esplanada!

2ª feira:
Dia dedicado à cultura - visitamos o palácio da Pena: fazer programas culturais com a petizada à quase uma aventura radical. Não é possivel mexer em nada e tudo parece que lhes vai parar às mãos. O palácio vale por si, as facilidades que tem estão pouquissimo exploradas. A visita termina no terraço com uma espécie de snack que pretende ser rápido e eficiente, não é nem uma coisa nem outra. Sem variedade, tem uma organização peculiar: uma pessoa aceita os pedidos e outra faz a conta e serve as bebidas quentes e frias, resumindo: um finge que trabalha e é perfeitamente dispensável, o outro faz tudo.

Quando vejo estas coisas lembro-me sempre dos Castelos de Heaver e Leeds em Inglaterra, perdidos no meio do nada mas, onde há de tudo, e quando digo tudo é mesmo tudo desde variedade de refeições quentes tradicionais até aos chás e scones variados, asseio e água quente na casa de banho.

3ª feira:
Dia dedicado inteiramente à praia!

4ª feira:
Dia dedicado ao Safari - fomos ao Badoca. Já há 2 anos que queria lá levar o Francisco. Choveu todo o caminho e eu estava a ver a nossa vida a andar para trás. Tivemos sorte: não choveu nem esteve muito calor. Foi um dia muitissimo bem passado. Almoçamos muito bem, o show das aves de rapina é muito bom, o safari propriamente dito foi em modo rápido, muito rápido mas, o guia tinha sentido de humor, privei de perto com uma avestruz.

A menina loura que tira a fotografia à entrada é antipática, mal encarada e deveria procurar outra ocupação. As casas de banho deixam tudo a desejar: pouco limpas, mal cheirosas, sem papel higiénico nem toalhetes para as mãos, enfim...

E assim, a boleia hoje é para 5 dias com 5 programas muito diferentes, que nos fizeram esquecer o facto de não termos saido de casa. Quase que nos apetece dizer que a formula é para repetir!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Viagem 60: Mais um verão, mais uma cegada sobre o estacionamento

De há uns anos a esta parte criou-se um ritual aqui pelas redondezas: improvisar parques de estacionamento pagos ao dia em todo e qualquer descampado. Presumo eu que o objetivo seja disciplinar o trânsito para tornar esta zona mais aprazivel para os veraneantes e chamá-los cá, mesmo que para isso eles tenham que pagar €2,00 ou €2,50 conforme queiram ficar na Praia das Maçãs ou da Adraga, 12 horas, 1hora e 20 minutos ou 12 minutos. O preço ao dia é o que há.

Os cobradores destes parques dignissimos representantes da cultura saloia, exceção feita para a praia da Adraga que provavelmente em nome da internacionalização optou por um senhor de leste, são de uma diligência de fazer inveja a qualquer repartição do estado (a avaliação de desempenho destes elementos da função publica está muito acima do excelente, posso atestar isso): não raras vezes deixo a senhora do chapeu de palha, saia preta de fazenda e avental florido a falar sozinha no estacionamento do mercado da Praia das Maçãs porque segundo ela não posso estacionar ali sem pagar, quem vai à praça estaciona mais a cima onde não há lugar tal é o seu tamanho. A minha resposta é sempre a mesma, multe-me. Acho que ela engraçou comigo, nunca o fez.

Há quem diga, então mas vai à praça a pé. Eu até gostava mas a quantidade de cães a quem a porta de casa nestes belissimos prédios é aberta de manhã e fechada imediatamente para só se abrir noite dentro, é mais que muita. Sempre que saio tenho uma receção que sim senhor, desisto logo. Pronto, eu tenho medo de cães. Eu nem consigo ir despejar o lixo sem arrastar uma legião de fãs. São assim os animals lovers que vivem nos prédios brancos com janelas verdes da Praia das Maçãs. Sem sacos é dificil fugir deles, com sacos então não sei o que seria.

Mas, nesta coisa do estacionamento há uma coisa que me intriga, não saiu uma lei qualquer há uns anos que dizia que o preço do estacionamento teria que ocorrer em frações de 15 minutos? Terá essa lei uma exceção para estacionamentos de verão?

Ás vezes gosto de dar boleia a coisas que me intrigam...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Viagem 59: Olimpicos 2012

Terminaram ontem os jogos olimpicos em Londres. E que cerimónia de encerramento. Nem sei se gostei mais do abrir ou do fechar...

A nossa (e por nossa leia-se portuguesa) participação não foi tão cinzenta quanto se quis fazer parecer ao longo destes dias, o problema é sempre o mesmo: somos os maiores da nossa rua e depois atribui-se protagonismo demasiado a uns quantos que à moda de Cristiano Ronaldo chegam ao momento tal e... falham.

Antes de lá chegarmos já tinhamos três baixas de peso no atletismo e viramo-nos para o judo, aí é que ia ser até porque a nossa tradição em artes marciais vem desde D. Afonso Henriques.

Os nossos atletas na sua enorme maioria não têm condições para se didecarem às modalidades em regime de exclusividade, não têm apoios, não têm condições, não têm incentivos, têm isso sim, nestas alturas muito particulares uma enorme exposição como se tivessem andado sempre com eles ao colo. Aparecem em muitos lados vestidos a rigor pela Modalfa e pronto, parece que isso é quanto baste. Desafio quem quiser ser desafiado a dizer o nome de dez atletas que tenham feito parte da comitiva olimpica... mas sem ver na net. Ah pois é!

E depois há coisas, coisas que não percebo. Não percebo porque é que a Rosa Mota faz parte da comitiva olimpica. Não percebo porque que é que uma atleta esconde uma gravidez. Não percebo porque é que uma revista procura os exclusivo disso. Não percebo porque que é que um atleta no fim de uma prova e depois de um resultado pouco simpático diz para a televisão que se divertiu muito na prova que acabou de fazer. Não percebo porque é que os medalhados desistem de "correr" a prova dos 200m. Já percebo a dor de burro, eu também a sinto, é por isso que não corro.

Enfim, constato mais uma vez a nossa falta de atitude por contraponto com a atitude dos organizadores: a rainha que vem com James Bond de helicopetro, o Mr. Bean que toca na orquestra, a Mary Poppins que afasta todos os montros, o George Michael, o Freddy Mercury que passou por lá, as Spyce Girls com grande estilo, enfim... estiveram lá todos!(e se eles são muitos) E como se dizia no discurso de encerramento que se este evento tiver servido para fazer acreditar um povo e mobilizar uma geração já terá valido a pena.

Eu, dou boleia a isso!

sábado, 11 de agosto de 2012

Viagem 58: Em modo de férias

A partir de hoje e até quarta feira estarei em modo de FÉRIAS!

Momentos como o de esta manhã são rarissimos, por isso há que aproveitá-los ao máximo! Todos foram à praia e eu fiquei completamente home alone.

Esta manhã é para ser aprovetada ao máximo: televisão, sofá, livro, enfim, o que quiser sem interrupções de especie alguma.

Este será o meu melhor momento, vou dar boleia a isso...

domingo, 29 de julho de 2012

Viagem 57: Super Mães

Acho que as super mães merecem esta boleia!

No outro dia enquanto fazia o caminho do carro para casa carregadinha de coisas até ao tutano e mais uma filha ao pescoço pensava: eu sou uma super mãe... (a verdade é que nesse dia, precisava de alimentar o ego) depois olhei para o estendal da vizinha do prédio a cima e vi todas as mochilas, lancheiras, estojos lavados a secar, lembrei-me também que neste estendal especificamente a roupa está sempre impecavelmente estendida e obedecendo de modo rigido ao critério da cor e pensei: eu ainda não fui buscar o material à escola do Francisco! Pronto, sou só meia super mãe.


Não estendo a roupa por cores, não tenho as mochilas e afins prontas para o novo ano escolar no principio de julho, as gavetas deles são povoadas por roupa que já não lhes serve, nem sempre tenho sopa no frigorifico, não sou do tipo fazer bolos todas as semanas, nem sequer todos os meses mas, tenho outras coisas...

Nem de propósito nesse dia, vi na SIC uma reportagem que ainda não me saiu da cabeça. Inês, mãe de Leonor Mel, uma corajosa, aliás duas corajosas: Inês e Leonor. A força e a fraquesa das duas, a coragem e o arrojo de ambas, a solidão e o conforto da mãe fizeram com que as minhas lágrimas caissem sem controlo enquanto a história acontecia. Nem por um só dia as esqueci mais.

Viver com e para uma filha com uma doença rarissima tão incapacitante é... sem palavras.

É à boleia disto que penso: nem eu nem a vizinha de cima somos super, super mãe é a Inês! E que sorte tem a Leonor...

domingo, 22 de julho de 2012

Viagem 56: Um dia de domingo

Hoje a nossa praia nem parece a nossa praia e por isso apanharemos boleia todo o dia...