Avançamos na frente em direção à praia as duas, eles hão-de lá ir ter. Montamos o nosso acampamento, somos um bocado espaçosos, mas a nossa praia está habituada a nós. Descemos a parede de areia que nos separa do mar e instalamo-nos.
Ela: mãe, vamos então começar?
(é que nós para além de pás, baldes e regadores, levamos máquinas escavadoras, daquelas que estão habituadas a serem brincadas apenas em casa, aqui têm uma sorte tremenda e vão à praia ou a qualquer terreno)
Eu: (olho para ela com ar de quem tinha escolhido outra brincadeira. Ela é tão criativa a brincar que não precisa de ninguém e eu já tinha o meu livro na mão - missão continuar a preparar o trabalho; o livro - Um nível superior de liderança)
Então mas não consegues tratar dessa obra sozinha?
Ela: não consigo fazer tudo sozinha. Preciso que faças uma ponte assim (e mostra como devo fazer tim por tim; depois de exemplificar desfaz tudo dá-me o equipamento para a mão)
Eu: (Começo a minha tarefa com empenho e afinco) O resultado é este:
Em busca de confirmação pergunto: Que tal me estou a sair?
Ela: (olha, analisa e sentencia) Boa mãe... era uma ponte mas pode ser um escorrega, temos é que fazer uma obra diferente.
Ora eu ía ler ser sobre D1 (principantes entusiastas) e como "lidar" com eles e pumba tive uma sessão prática saidinha direitinho de uma miuda de 4 anos.
Chega a ser desconcertante!

