domingo, 6 de setembro de 2015

Viagem 151: Coisas de Miss: chega a ser desconcertante

Avançamos na frente em direção à praia as duas, eles hão-de lá ir ter. Montamos o nosso acampamento, somos um bocado espaçosos, mas a nossa praia está habituada a nós. Descemos a parede de areia que nos separa do mar e instalamo-nos.

Ela: mãe, vamos então começar?
(é que nós para além de pás, baldes e regadores, levamos máquinas escavadoras, daquelas que estão habituadas a serem brincadas apenas em casa, aqui têm uma sorte tremenda e vão à praia ou a qualquer terreno)

Eu: (olho para ela com ar de quem tinha escolhido outra brincadeira. Ela é tão criativa a brincar que não precisa de ninguém e eu já tinha o meu livro na mão - missão continuar a preparar o trabalho; o livro - Um nível superior de liderança)
Então mas não consegues tratar dessa obra sozinha?

Ela: não consigo fazer tudo sozinha. Preciso que faças uma ponte assim (e mostra como devo fazer tim por tim; depois de exemplificar desfaz tudo  dá-me o equipamento para a mão)

Eu: (Começo a minha tarefa com empenho e afinco) O resultado é este:


Em busca de confirmação pergunto: Que tal me estou a sair?

Ela: (olha, analisa e sentencia) Boa mãe... era uma ponte mas pode ser um escorrega, temos é que fazer uma obra diferente.

Ora eu ía ler ser sobre D1 (principantes entusiastas) e como "lidar" com eles e pumba tive uma sessão prática saidinha direitinho de uma miuda de 4 anos.

Chega a ser desconcertante!

Viagem 150: Somos pessoas de sorte

Temos setembro melhor do que tivemos agosto!


O céu tem estado limpo, a bandeira verde e o vento desapareceu. Esta é a vista a partir do spot do melhor café depois do almoço. Carrega qualquer bateria e dá alento para o depois! 

Temos a sorte de desfrutar disto a menos de 1000 passos de distância.

Avançamos um pouco e continuamos cheios de sorte, também encontramos pessoas que invadem a nossa sorte porque a menina tem mesmo que comer o seu iogurte no meio da melhor construção de castelos, enfim...

O mar está frio, mas convida. A areia agarra-se como lapa, mas molda-se. O sol aquece, mas não torra.

E depois em cima de nós é assim:
É oficial, somos pessoas de sorte

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Viagem 149: Um querido mês de julho

Julho trouxe 5 semanas de praia-escola, 2 casamentos, 1 despedida de solteira e 1 raio de sol maravilhoso!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Viagem 148: Coisas de Miss e os abatones

Há dias que conversas sobre "abatones" (estão entre aspas porque não sei como se escreve esta palavra) eram recorrentes. Não sabia o que eram (bom, hoje continuo a não saber, mas já os vi). A Miss queria uns "Abatones", resolvi esse assunto com o argumento do costume: põe na lista das coisas que queres nos teus anos. Parece que os "Abatones" não podiam esperar por dezembro porque são o hit do momento no recreio do pré-escolar.

Ontem, no supermercado encontrámos "Abatones" à venda. Comprámos um Kit de principiante com: 8 "abatontes" de cores diferentes, 1 "abatone" dourado, umas plataformas e uma rede para guardar tudo.

1ª conversa
Ela: Será que vou ter repetidos?
Eu: Isso tem repetidos?
Ela: Sim. Espero que tenha a Águia que é o mais forte.
Eu: Então se tiveres repetidos trocas. Quem é que na escola tem disso?
Ela: Tem o Afonso, o Vicente, o João, o Bernardo, o Martim mas é da outra sala
(e continua)
Eu: Eu já não ouvia mais nome nenhum, retia só o facto de serem só rapazes. Se tiveres repetidos trocas com eles.
(silêncio)
Ela: E eles ficam com ele para sempre e depois devolvem-me para trazer para casa?
Eu: Não, se trocares eles dão-te um e esse é que passa a ser o teu e tu dás um também e esse já não é teu, mas ficaste com a mesma quantidade só que tem outra cor.
(silêncio)
Ela: Acho que já percebi! Posso trocar, quero até.

2ª conversa
(depois de aberto o saco e explorado tudinho)
Ela: Ó mãe, como é que se brinca com isto?
Eu: Eu não sei, nem sabia que se brincava com isso. Como é que costumam fazer no recreio?
Ela: Fazem assim (e mostra que atiram tentando derrubar)
Eu: Olha brinca, como quiseres.
Ela: Tá bem.
(começa uma brincadeira que podia estar a acontecer com quaisquer bonecos)
Ela: Mãe, quem é que criou os "Abatones"?
Eu: Então, foram uns senhores que acharam que os meninos íam gostar de brincar com bonecos desses.
Ela: Então não foi Jesus? Sabes, a Irmã Arminda disse que quem criou os animais e as pessoas foi Jesus. O Pai do Céu criou Jesus e disse para Ele criar os animais e as pessoas e Ele fez isso, criou tudo. Eu acho que Ele também criou os "Abatones".
Eu: Bom... visto assim... se calhar...

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Viagem 147: Coisas de Miss: desejos

A Miss anda a fazer uma lista de coisas que deseja. Esta tarefa intensifica-se sempre que alguém faz anos. Os seus últimos desejos são:

- um boné
- uns sapatos de pés altos
- umas maminhas que não sejam minis

Uma alegria portanto!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Viagem 146: Atestar o depósito


É deste combustível que  meu deposito se enche para continuar dia após dia, até um dia!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Viagem 145: dia da criança

Guardo em mim comemorações fantásticas do dia da criança. Não me lembro de incluir presentes, acho mesmo que não incluía prendas, mas era obrigatoriamente passado na feira popular!

Depois de um dia de escola nada melhor que um jantar na feira popular e varias voltas em carrosseis, sempre com direito a volta na lagarta e entrada na casa do terror. Era uma celebração mágica!

Tento fazer isso com os miudos. Já não há feira popular por isso, eles escolhem onde almoçar ou jantar (conforme)  e nós arranjamos algo de diferente. O jantar é sempre no mesmo sitio, já sabemos... aquele restaurante que confeciona o manjar dos deuses. Todos os anos eles fazem a mesma opção: o restaurante M.
Este ano levámo-los a ver a Orquestra dos Brinquedos. Lisboa estava fantástica ao final do dia. Lisboa tem uma luz maravilhosa a qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano. O cinema São Jorge continua imponente, soava a vida com miudos por todo o lado com uma energia como se fossem sete da manhã. Não estava cheio, mas estava composto.

Fiquei rendida com a capacidade de se fazer música, logo eu que canto tudo na mesma nota. Há quem tenha ouvido absoluto, eu tenho uma espécie de ouvido surdo.

foi muito giro, gostei bastante, mas não foi mágico...