sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Viagem 169: A "minha avó"

Morreu a "minha avó"...

Escrevo com aspas porque ela não era minha, mas adotou-me e isso é das formas mais maravilhosas de se dar a alguém.

Às vezes, muitas, principalmente naquelas em que mais precisei, escolheu-me a mim em detrimento dos seus sem aspas e isso é das formas mais maravilhosas de generosidade de alguém.

Foi mesmo "minha avó" como imaginamos que as avós sejam e isso é das formas mais maravilhosas de gostar de alguém.

Ontem e hoje foram dias muito tristes porque morreu a "minha avó"...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Viagem 168: Já ganhou!

A campanha corre veloz e cheia de vazio. Tenho acompanhado esta campanha principalmente pela curiosidade que os candidatos improváveis me suscitaram.

Vitorino Silva, o conhecido Tino de Rans já ganhou!

Para continuar preciso de fazer uma declaração de interesses (o que é revelador da falta de igualdade), não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista.

O jornalismo comprova a sua pobreza e incompetência. À boa maneira desportiva, decidiram que as eleições teriam duas ligas: a dos partidos e juntaram-lhe um candidato "fresco" para  dar a ideia de novidade e mudança, para jogarem no campo relvado e depois os outros que jogam no campo de terra batida, aqueles que o jornalismo e todos os comentadores se dão ao luxo de desvalorizarem.

Escrutinados, estes ditos de segunda liga, têm pelo menos tantas competências académicas como os óbvios; têm porventura mais experiência profissional que os óbvios; conhecem melhor a vida comum do dia a dia que os óbvios; todos têm mais de 35 anos, são portugueses e conseguiram organizar todo o seu processo (o que deveria ser revelador das suas capacidades de realização, porque não deve ser fácil conseguir as 7.500 assinaturas, isto só para começar!).

Há semanas o Vitorino Silva esteve no Forum TSF e deu uma lição ao jornalista e a alguns ouvintes que ligaram só para descarregarem a sua incapacidade de concretização; ontem de manhã na SIC Noticias teve que aturar o ar incrédulo da jornalista e telespectadores que não percebem o que lhes é pedido: a instrução era simples, ligar e colocar uma questão ao candidato, o que é que a maioria fez? Comentou esquecendo-se da pergunta. À noite lá levou com 2 jornalistas numa virada só.
 
3-0 a favor de Vitorino Silva. Sem esforço, sem apelo nem agravo. Como se ser Presidente da Republica se resumisse a saber usar talheres, colocar guardanapos no colo e gravata. Como se ser Presidente da Republica fosse uma espécie de coroação, um prémio de fim de carreira, de fim de linha, enfim...

É triste mas ao mesmo tempo muito revelador que alguém tenha que afirmar que se honra de ser calceteiro, mas que também é mestre deles; que tem frequência universitária (o que deixa os jornalistas muito admirados); que a sua mulher tem um mestrado; que a sua filha está integrada no ensino superior publico; que consiga responder com estórias e histórias da sua vida às perguntas que se admiram pela sua posição.


Não sou apoiante de Vitorino Silva, não tenho essa capacidade reformista, antes faço parte daquele grupo de pessoas desesperançadas, mas que nada muda...


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Viagem 167: Fomos a jogo

Há jackpot no euromilhões nem sei desde quando. Desde há dias que disse de mim para mim: terça jogamos avô!

Cada um com a sua parte: eu ponho as cruzes, o avô trata das bolas numeradas. Eu fiz a minha parte depois do almoço, agora faça a sua e poderemos dizer a senha...

Nem posso crer que uma mão já não chega para contar o tempo que nos tem separado. Meço-o pela Maria Catarina que já tem 1,08m.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Viagem 166: Brevissimas

1.
O preço do barril do petróleo atingiu o valor mais baixo dos últimos 12 anos; bem sei que precisamos de ter em conta o câmbio dólar/euro e a carga fiscal. Com a mesma rapidez com que sobem o preço do combustível, desçam-no! Não há vergonha


2.
Nem o ténis escapa! Começo mesmo a acreditar que nascemos intrinsecamente maus e depois alguns tornam-se bonzinhos e outros ainda poucos, como totós tornam-se bons.
Haverá esperança para a humanidade?

3.
Em plena campanha eleitoral temos de tudo: um candidato que goza com os eleitores de modo despudorado; uma candidata que está para falecer a qualquer instante; uns quantos artistas que aproveitam como podem estes 15 diazinhos de fama e 2 candidatos que aproveitam o tempo de antena para dar visibilidade aos seus partidos. É o que merecemos!!!

E assim corre a vidinha...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Viagem 165: Virou o ano: É 2016




Que o ano que agora começa com a força renovada de tudo o que está a começar, seja palco dos maiores e melhores feitos da estória de cada um...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Viagem 164: vacinas... a última saga do ano

Por vicissitudes que agora não vêm para o caso é tempo de vacinação por estas bandas!

Anteontem tirei o dia para andanças onde se incluíam as vacinas. Catita da Silva e com dois miúdos a fazerem figas em busca de algum impedimento, chegámos ao Centro de Saúde. À porta, numa folha branca com letras a bold podia ler-se: novo horário de vacinação: 2ªfeira: 14h - 17h, 4ªfeira: 16h-17.30h e 6ª feira: 11h-13h. Anteontem era 3ª feira, entrei apenas para confirmar e reorganizei a agenda na minha cabeça para ontem, 4ªfeira poder cumprir o desígnio da vacinação. Escusado será dizer que os miudos jubilaram de felicidade.

Ontem, 4ªfeira 16.08h entramos no Centro de Saúde e tiramos a nossa senha. Eramos o 00, o quadro marcava 98. O Francisco ficou contente: eramos o 00, nunca tiramos uma senha 00 (devia ser sinal de sorte, pensei eu).

O número mudou e mudou novamente. A nossa vez. À pergunta o que nos trouxe, respondi: vacinas para todos!! A senhora ri-use. Entreguei os documentos do Francisco... som do teclado... um suspiro... nesta altura pensei: parece que há problemas... Não estava ativado, ouvi por fim. Nunca moramos noutro sitio, se não estiver ativado aqui, não está em mais lado nenhum! Pois. Há quanto tempo não vem cá? Qual é o nome do seu médico de família? Não sei, creio que não temos médico de família. Tem que ter. Todos os nosso utentes têm médico de família. A senhora tenta de todas as formas ativar a cria sem sucesso. Estamos todos assim! (nesta altura olhei para eles e só com o olhar disse-lhes: não acredito que continuam com esta coisa das figas!!)

Como não usamos apresar de sermos obrigados a pagar varrem-nos e assim cria-se a ilusão de que todos têm médico. Disparo em todas as direções: já é ridículo termos que nos sujeitar ao horário (diga-se em abono da verdade bom para quem trabalha a 35 km de distância da sua casa que fica a 3 Km do seu Centro de Saúde). Segundo consta, mas não está escrito para não se usar discricionariamente é possível pedir um agendamento para outro horário que depois pode ou não ser autorizado pela enfermagem; e depois pagamos e não podemos usufruir do serviço porque não vamos lá muito e para podermos voltar a usar temos que ir a outro Centro de Saúde porque neste já não se aceita ninguém e depois então podemos ir a qualquer Centro de Saúde receber as vacinas do plano nacional de vacinação. Repeti tudo o que me disseram só para ver se continuavam a acreditar em tudo o que lhes saía pela boca fora. Parece que é o sistema e ninguém ousa sequer a questionar. Saí furiosa, mas claro já com o plano B desenhado na minha cabeça à medida que ía falando.

Estava no estacionamento a apertar os cintos à Miss, dirigiu-se o segurança e uma das funcionárias: sabem de fonte segura que a CUF vacina os miúdos! A CUF!?! Sim, eu também sei!!!

Uma equipa de pessoas amorosas, diligentes, mas amarradas a um sistema que não serve os seus clientes e que não tem quem ponha a descoberto todo este ridículo.

[A CUF era claro o meu plano B! Saí de lá e telefonicamente marquei para hoje às 12h! Abençoado SNS...]

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Viagem 163: É magia... o NATAL

É oficial: o NATAL é mágico!

Hoje cumpriu-se mais uma vez a tradição e "invadimos" o Oeiras Parque com todas as cores do nosso arco iris para ver o Principezinho.

Verdes, azuis, amarelos, brancos, cinzentos, castanhos, vermelhos e laranjas fizeram magia. Eram 426; usaram 10 autocarros; instalaram-se em 3 salas de cinema; mobilizaram 1 shopping inteiro e deixaram muita gente com pele de galinha.

Não há como descrever a sensação de partilhar com esta gente de palmo e meio a emoção de ir pela primeira vez ao cinema, de superar o receio do escuro, de combater o medo dos espaços fechados, de arriscar o impensável com a Rita, a Beatriz, o Laranjinha ou a Rafaela.

E depois há a maluqueira de convidar os pais a virem trabalhar connosco especificamente neste dia. Hoje ouvi várias vezes diferentes pessoas dizerem: «e têm staff parental!?! Isso é que é coragem!!!» Respondo sempre: não é coragem, é confiança. Não acontece nada que os pais não possam saber e esta é das melhoras formas de provar isso mesmo. É não ter duvida que o trabalho que é feito é no mínimo muito bem feito e deve ser comprovado por todos.

E as conversas cruzadas nos intercomunicadores... (espero que o Bruno tenha aparecido depois de se "perder" no armazém para trabalhar menos; que o Orlando tenha conseguido a ajuda dos seus colegas para a arrumação e que a Soraia tenha encontrado a encomenda da cliente)

Há ainda os meus, que já adoram! Ela mal entramos no carro e já pergunta se falta muito para chegarmos; ele que ganha coragem à medida que nos aproximamos do cinema e oferece-se para ajudar: prefere acompanhar os grupos e marcar as mesas para o almoço do que ver o filme.

Sempre que vejo algo parecido com um chapeu e não penso imediatamente que pode ser uma giboia que comeu um elefante, vou ler o livro do Principezinho. Ninguém ficou indiferente ao filme e eu fiquei altamente curiosa

É um dia foi em cheio que traz em si toda a magia do NATAL ...