Soube-se que não haverão serviços mínimos para assegurar os exames devido à greve dos professores.
Os sindicatos jubilam de contentamento e acusam o ministério de mau perder por não agendar nova data. Claro! E depois nova data. E outra. E se calhar mais outra, enfim, se calhar até 2113. Olha que belo precedente.
Ainda não percebi exatamente qual é o motivo do protesto mas, tenho uma teoria: está na altura de se saberem as notas dos exames de 4º ano e é urgente arranjar algumas distrações. Ou muito me engano ou as notas serão pouco melhores que más.
Ver ou ouvir este senhor que diz que representa os professores, penso que se chama Mário Nogueira e deve ser professor é no mínimo deplorável, aliás como ver ou ouvir praticamente todos os sindicalistas. É extenuante trabalhar 40 horas semanais. Parece que já era quando o valor era de 35. Detenho-me nas 35.
Então e para os policias, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a segurança não é posta em causa?
Então e para os médicos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que a sobrevivência dos doentes não é posta em causa?
Então e para os enfermeiros, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais, será que o acompanhamento dos doentes não é posto em causa?
Então e para todos aqueles funcionários públicos que atendem os cidadãos, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
Então e os senhores que tratam do lixo, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
Então e todos os outros que têm um patrão privado, não é extenuante trabalhar 35 horas semanais?
Aos professores, só me apetece dizer: vão trabalhar!! E com brio e empenho que é coisa que vos falta vezes demais. E durante 35 horas semanais. E durante 11 meses por ano. Sem férias cumulativas no Natal, na Páscoa e sem fingirem que fazem qualquer coisa, uma vá, duas horas por dia durante julho para finalmente descansarem em agosto.
Senhores professores do público, perguntem aos professores do privado quantas horas semanais trabalham e quão extenuados andam...
Às vezes, há boleias que nem sei...