quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Viagem 131: É possivel um novo inicio? - Dia 1



"É possivel um novo inicio?", esta é a proposta da nova Escola para cumprir este ano letivo.

Confiantes qb, expectantes e disponiveis para agarrar o futuro, hoje é o Dia 1 de uma nova etapa.

[e eles estavam tão janotas, tão comportados, tão disponiveis para aceitar o que escolhemos para eles ...]

Estes miudos são mesmo uma preciosidade!

sábado, 6 de setembro de 2014

Viagem 130: Coisas de Miss - Teorias sobre... coisas

Esta miuda pensa sobre tudo, não sei como é que consegue.

Teoria1:
As pessoas guardam o cócó no rabo.

Teoria2:
Ela ainda não é uma pessoa, é só uma filhota porque anda na escola e as pessoas já não andam na escola.

Eu acho simplesmente delicioso e por isso não poderia deixar de lhe dar boleia...

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Viagem 129: O chão voltou a fugir


Ontem, o chão voltou a fugir dos pés de uma familia. Nunca é certo. Nunca é justo.

Não conheço a Leonor. Não conheço a sua familia. Mas consigo reconhecer a garra, a força e a determinação.

Não imagino o que os pais da Leonor estão a viver. Não encontro uma só palavra...

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Viagem 128: É hoje que anda à roda...

Se não estiver enganada é hoje que saem as notas dos exames de 4ºAno.

Para mim é como saírem os números da lotaria. Isto porque com o Francisco é tudo sempre um bocado aleatório. Que ele sabe, sabe, não há dúvida. Que ele estava disponível para mostrar, isso já é outra conversa...

Sou das poucas pessoas que conheço que é favorável aos exames (e era tão fácil ser o oposto olhando para o que tenho em casa). Eu acho que é necessário aferir globalmente o que todos sabem em cada ciclo de ensino e, pelo menos, tentar garantir que todos vão com os conhecimentos básicos para o ciclo seguinte.  Por outro lado, a forma como tenho visto e ouvido professores preparem os seus alunos, leva-me a confirmar a minha posição. Exames são precisos.

Como tinha cautela para esta lotaria, vi os exames do ano passado, apreciei livros de preparação com potenciais exames, comparei com os manuais de 4º Ano e conclui que estão em registos diferentes, muito diferentes. Os manuais, atrever-me-ia a dizer, são para tontos! O nível de dificuldade é mínimo e convida a não pensar, porque isso dá cá um trabalho!

Em suma: a escola alfabetiza tendo como padrão os mínimos e os exames questionam sobre literacia (que está longe de ser mínimo). Claro que enquanto assim for, estamos mal.


Os professores fazem parte de uma classe que entende que não carece de ser avaliada, que não tem que se sujeitar a exame de admissão para a carreira e cujo trabalho não precisa de ser medido. Como se 100% dos professores fizesse 100% de bom trabalho, 100% das vezes. Acho que não existe. Falo de barriga cheia: o rapaz teve boas professoras e quando não estava a resultar não exitamos e mudámos. Muitos pensaram que seria uma má jogada tendo em conta o ano em questão, poucos disseram. Aqui chegados e antes de sabermos resultados, afirmo: valeu mesmo a pena.

Aguardo com expectativa pelo fim da tarde para saber onde nos situamos entre o primeiro prémio e a terminação.

sábado, 31 de maio de 2014

Viagem 127: Jantar de Pais: pensei, pensei, pensei....

A Escola do Francisco tem um momento por trimestre chamado de Jantar de Pais. Tentámos inscrição em março mas, não fomos bem sucedidos. Tivemos pena e no final das contas até nos deu jeito porque calhou na véspera do aniversário do primogénito. Hoje, conseguimos lugar!

O jantar acontece na escola, no refeitório. Tem uma vista fabulosa e toda uma envolvência rústica. O tema como não podia deixar de ser foi o Mundial de futebol.

Estava tudo pensado ao pormenor da endumentária da Equipa da Escola à decoração não faltou nada: os centros de mesa eram relvados de futebol (as balizas eram deliciosas); as ementas eram camisolas das seleções na fase final (até a marca das camisolas foi incluida - nike | adidas | puma); os individuais dos miudos eram a bola "brasuca"; as argolas dos guardanapos tinham o simbolo do mundial, os guardanapos tinham as cores da seleção; no final houve direito a guloseimas numa caixa de lembranças original.


Á medida que ia vendo tudo, tinha o cerebro a fervilhar (sim, não fervilho só em congressos e afins!): a missão 1/2 milhão precisa disto!

Quando vi o prato dos miudos, tive a certeza: a M1/2M vai ter isto. Durante o resto do tempo ocupei-me a pensar: como? Como é que vou concretizar isto? Absorvi tudo o que pude, sempre a borbulhar de entusiasmo. Trouxe tudo o que pude... 

Já de volta a casa, pensei: tenho até dia 20 para organizar a proposta. Mafalda, Marina e Marisa, já sabem: vou sonhar com isto. Conto convosco para a parte da concretização. Vamos a isto?


domingo, 25 de maio de 2014

Viagem 126: Antes... Depois

Esta boleia é de ontem mas, há hora de ontem já era hoje e eu estava tão cansada e com as palavras todas aos saltos, nem conseguia fazer sentido. Escolhi deixar para depois de acordar. Dormi. Acordei. Continuo com as palavras aos saltos. Ou se calhar, sem elas...


É isso! Tudo quanto possa escrever não conta o que vai cá dentro.

Obrigada.


[Já mesmo em fim de festa, que é como quem diz, no carro prestes a sair da festa, a Miss diz: mãe dançaste muito bem e o pai vai dizer que estás muito bonita!, claro que isto só aconteceria na cabecita dela...]







segunda-feira, 19 de maio de 2014

Viagem 125: Francisquices - Imperdível

«É uma casa tão linda
Que ternura quando a vejo!
Lembra-me o senhor Joaquim
Meu amigo do Alentejo

Carpinteiro tão velhinho
A trabalhar a madeira:
Eu olhava-o encantada
Sentadinha à sua beira.

Conheci-o quando fui
Para o Alentejo ensinar.
Professora de meninos
Meninos do meu amar.

Um dia o visitei,
Confessei-lhe, quase a medo:
Eu tenho um cão pequenino,
Um cãozinho de brinquedo.

Senhor Joaquim, tenho um cão
Que me deram os meus amigos,
Quando parti de Lisboa
Para sempre o ter comigo.

É cãozinho de brinquedo,
Um tesouro de amizade:
É um cão que não tem vida
Mas diz-me tanta verdade!

O senhor Joaquim olhou-me
Com seus olhos cheios de vida:
- Vou fazer-lhe uma casinha,
Uma perfeição florida...

E uma perfeição florida
Foi feita por suas mãos,
Mãos ásperas de pobreza
Tão doces de perfeição.

Eis a história da casinha
Feita pelo senhor Joaquim:
Tenho amigos e saudade,
Não tenham pena de mim!»
Matilde Rosa Araújo
Pergunta de interpretação feita:
Na tua opinião, por que motivo foi «quase a medo» (verso 14) que a autora confessou ao senhor Joaquim que tinha um cãozinho?

Resposta do Francisco:
Eu acho que ela tinha medo que o cão o mordesse.

Realmente... o que mais haveria de ser!