sexta-feira, 24 de abril de 2015

Viagem 138: Eu tenho uma proposta

Hoje ouvi uma proposta que três partidos fizeram para regular a cobertura jornalística das campanhas e pré-campanhas.

Eu tenho uma proposta: 0% de cobertura jornalística a 100% da atividade partidária. Tirem-lhes o palco que eles têm para se mostrarem e verão como é que elas lhes mordem. É que nem haveria conversa.

Entre a espada e a parede, sempre, mas é que é sempre a espada!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Viagem 137: Coisas de Miss

O dia de hoje começou frito e acabou assado, que é como quem diz: foi um dia do avesso. Foi a prova provada de que a imprevisibilidade é a única constante. E isso levou-me durante todo o dia a pensar nos pintos da minha capoeira. E nas improbabilidades que às vezes acontecem. Ontem foi mais um desses dias com a Miss.

Ao jantar, e no meio de uma conversa completamente diferente, foi assim:

Ela: ó mãe quando é que a nossa prima vai para a escola?
Eu: hã!?! O que é que estás a dizer?
Ela: A nossa prima, quando é que vai para a nossa escola?
Eu: hum... Ainda falta muito mas eu acho que a prima não vai para a vossa escola.
Ela: Porquê?
Eu: porquê? olha porque é pequena e
Interrompe ela: pois tem que ir primeiro para a creche, não é? Vai primeiro para a creche do cozinheiro (é assim que ela trata a creche onde esteve porque causa do simbolo do restaurante que existe ao lado)
Eu: pois, primeiro teria que ir para uma escola de mais pequenos. Mas a mim parece-me que a prima se for para uma escola, será um escola em Itália.
Ela: Itália?!? Desculpa lá. Desculpa lá. Que eu saiba, primeiro: a tia não vive em Itália; depois, que eu saiba, primas não vivem em Itália. Em Itália só vivem tios.

E agora?...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Viagem 136: a propósito de PRÓS E CONTRAS


Ontem lá fomos... aceitamos o desafio de sexta feira ao final da tarde. Chegámos lá ontem e saímos de lá hoje. 

Fomos porque trabalhamos nisto ainda antes de termos representações na comissão. Mas fomos também pela adrenalina da novidade, não creio que seja mau reconhecê-lo. Gostei, ainda o programa não tinha começado e eu já estava a gostar. Quando descobri que ouviria falar ao vivo os Professores José Gameiro e Eduardo Sá, aí comecei a adorar!

Com o decorrer do Programa comecei a inquietar-me tanto, mas tanto que se o Programa tivesse mais trinta segundos eu não me tinha segurado...

As conversas são como as cerejas, começamos num lado e terminamos onde calhar, mas acho que foi uma enorme oportunidade perdida. A jornalista Fátima Campos Ferreira tem um à-vontade assinalável só que não pareceu estar convenientemente preparada, muitos dos intervenientes estavam claramente comprometidos com o sistema instalado e por isso não conseguem falar dele porque acham, entre outras coisas, que se está a pôr em causa o seu trabalho.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, assentes numa ideia idílica de que a comunidade pode e deve assegurar o seu funcionamento, substituindo-se ao Estado. Assim sendo, criam-se as comissões que são compostas por um grupo alargado e outro restrito. Cabe aos elementos do grupo alargado indicar elementos que ficam associados ao grupo restrito, esses sim responsáveis depois pelo acompanhamento dos casos sinalizados. Fazemos parte do grupo alargado, mas não temos condições para fazer parte do restrito. Eu mesma tiro o chapéu às Instituições com essa capacidade, porque nós não poderíamos prescindir de nenhum dos nossos colaboradores mantendo com ele todo o vinculo (leia-se pagamento de vencimento e manutenção do seu lugar) sem que este estivesse a cumprir o seu horário na nossa Instituição. Aliás, desde o primeiro momento que percebi este funcionamento que disse de mim para mim: ora aqui está uma belissima maneira de fazer ovos mexidos sem ovos.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, para atuarem precisam do consentimento dos pais sem isso, nada feito. Quando os pais são os agressores já se pode imaginar o seu nível de interesse cooperativo.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e só não acontecem mais casos como o de Oeiras ou de Loures porque o cosmos se alinha de tal maneira que favorece o equilibrio e se calhar, mesmo que funcionassem na perfeição continuariam a acontecer casos com o de Oeiras ou de Loures, porque nestas circunstâncias existe sempre um grau grande de imprevisibilidade.

A verdade é que as comissões funcionam como podem e dentro destes moldes, a que conheço não poderia funcionar melhor. Existe entrega, dedicação, empenho e um medo enorme de ter uma fatalidade nas mãos quando menos se espera.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e enquanto o modelo for este não se pode querer ser levado a sério. 

Ontem lá fomos... hoje, cá continuamos inquietas e a agradecer à estrelinha que mantém o cosmos alinhado.

terça-feira, 10 de março de 2015

Viagem 135: Dia da Mulher, porquê dia 8

    Há muito que me perguntava porque é que se comemora o dia da mulher justamente neste dia. Finalmente descobri. Sempre achei que não deveria ter sido criado este dia para mulheres se juntarem umas com as outras e se divertirem aliviando a culpa disso mesmo, ao repetirem vezes sem conta o quanto merecem.

    "No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica ...e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

    A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
    Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)."

    Assim se vê a fibra de quem muda o mundo, devagar, devagarinho, mas para sempre!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Viagem 134: Carta à Grécia

Portugal, 26 de janeiro de 2014


Caros Gregos,

Acompanhei ontem com enorme expectativa e diria mesmo algum entusiasmo as vossas eleições de ontem.

Sim senhora, aquilo é que foi! Muitos de nós devíamos pôr os olhos em vós, sem receio ousaram quebrar com os senhores que parece que eles é que sabem sem nunca descerem à terra.

Precisavamos de reviravoltas como esta também por aqui.

Agora, gostava que também vocês mudassem umas coisitas: isso de mandar estatísticas mentirosas não foi bonito. Nada justifica que vos tratem como miúdos de escola que deitaram o lanche fora, mas assumam que tentaram comer os outros por parvos.

São os impostos, os vossos, que sustentam o vosso estado social, por isso paguem-nos, não fugam deles como o diabo da cruz.

Foram os impostos, os nossos, que contribuíram de algum modo para que recebessem ajuda, pensem bem, mesmo muito bem, antes de aumentarem salários e coisas que tal. Só para vos dar um exemplo, o nosso salário mínimo continua a ser mais baixo que o vosso e apesar de tudo não estamos tão mal quanto vocês. É fácil dizer que a culpada é a "gorda", só que o dinheiro não é dela. O dela deve estar num daqueles bancos que não precisou de ser intervencionado para salvar os depósitos das pessoas.

Vocês precisam de esperança, sim precisam, mas precisam de mudar a vossa forma de estar, pelo menos enquanto precisarem do dinheiro dos outros, depois é convosco, eu pelo menos depois não quero saber.

Por cá, continuamos à espera de D. Sebastião, (há séculos que esperamos que volte num dia de nevoeiro e nada!) não creio que nas nossas eleições deste ano tenhamos tanta coragem como vocês, até porque não se vislumbra alternativa. Eu desde há algumas eleições que milito no partido dos votos brancos e cada vez mais acredito que só acontecerá mudança séria quando os votos brancos tiverem uma votação maior que a soma de todos os partidos juntos. Enfim...

Enquanto nada muda continuaremos a lamentar-nos e dizer mal no café. Quanto a vós que decidiram experimentar diferente, desejo-vos uma pitadinha (pequena) de sorte, muito empenho, esforço, dedicação e trabalho. Continuarei a acompanhar-vos e um dia espero fazer-vos uma visita!

Saudações Lusas,

Joana


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Viagem 133: O Homem do Leme




Hoje, esta música ocupou a minha cabeça ainda nem tinha acordado, andava apenas em piloto automático. Adoro desta música.

Foi ao som desta música que me despedi de si, avô. Não sabia que havia música ambiente naquelas salas dos hospitais, se calhar até não há, é só ali, não sei...

Não sei se o avô foi o Homem do Leme, se calhar não foi. Também não sabia que teria tantas saudades suas, tem dias que o avô não me sai da cabeça.

Os dias atropelam-se no calendário e nem posso crer que já passaram uma mão cheia de dedos.

Não sei se o avô foi o Homem do Leme, mas esta foi a banda sonora da nossa despedida.


domingo, 12 de outubro de 2014

Viagem 132: todos os lados de uma moeda

Estava a ser um bom fim de semana. Bom no sentido produtivo e ainda faltava um dia, pelo menos era o que eu pensava.

Manhã de TPC's para o primogénito, brincadeiras para a Miss e trabalho para mim. Almoço na avó. Umas voltas mais com passagem no escritório incluída levou-nos a casa com o jantar debaixo do braço. Aproveitei o tempo do futebol para trabalhar mais um pouco.

A dada altura, enquanto eu estava tão, mas tão contente por já ter conseguido fazer sem exagero 150 recibos, diz o rapaz:
- esses miúdos devem ser mesmo muito importantes para ti, não?
- o quê? (que grande estalo!) Não estou a perceber. Que miúdos?
- esses desses papeis

Da realização de já ter em dia AC, PL e praticamente A à culpa por ter conseguido já ter em dia AC, PL e praticamente A foi um tirinho. Bolas.

Ainda a refazer-me deste tombo aparece a Miss:
- Mãe, atende o teu telefone. Estou a ligar-te do meu telefone dos dramas
- Donde? Telefone dos dramas ?!? Tu tens um telefone dos dramas? O que é um telefone dos dramas?
- Então, é um telefone para urgências. E eu preciso de falar contigo
- Mas eu estou mesmo aqui
- Pois mas tens esses papeis...

Ui! Miudos 2 - Mãe 0

[apesar de tudo: AC, PL e A ficaram prontos e SC adiantado!]