terça-feira, 10 de novembro de 2015

Viagem 155: Mau perder

As últimas semanas neste retângulo soalheiro têm sido como uma viagem na lagarta da saudosa Feira Popular.

Todos ganharam, todos os outros perderam! Mesmo quem não perdeu, amua e depois encontra uma forma de confirmar que não perdeu como afirmou.

Conheço bem esta sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado.

O resultado das eleições foi uma surpresa, pelo menos para mim foi. Esperava que o governo anterior perdesse e por muito. Esperava que o PS ganhasse e por muito. Não esperava nada dos outros, mas imaginava que engordassem à boleia do descontentamento.

Ora, o governo ganhou mesmo depois de toda a austeridade e arrogância, da falta de palavra, da falta de humildade e tudo o mais, ganhou. Ganhou.

O PS empenhou-se e muito para perder. Mas depois lembrou-se que perdendo não podia ser primeiro ministro e ele queria ser primeiro ministro. Foi porque queria ser primeiro ministro que tirou o Seguro (um ingénuo neste mundo podre da politica).

Como já vem sendo costume neste retângulo soalheiro, entretemo-nos com o acessório e fazemos birra perante a frustração. O BE, o PCP e se calhar o PS tinham como vontade primeira que o CDS e o PSD perdessem, mas não foi isso que aconteceu.

Têm revelado mau perder durante todos estes dias. Conheço bem essa sensação. O meu pai chamava-lhe B-A-Z-A-L-U-C-A e eu ficava verdadeiramente irada sempre que isto me acontecia nas jogatanas de monopólio. Era tramado. Ainda hoje é.




segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Viagem 154: A Festa dos Tesouros

Quem me conhece sabe qual é a minha posição sobre trabalhos manuais feitos em casa para levar para a escola [associado à ideia de estreitamento da relação casa-escola]: sou frontalmente contra! Não tenho jeito, não tenho ideias, não sei fazer e acabo barricada sozinha a fazer a tarefa para ninguém estragar nada: nem roupa, nem moveis, nem materiais, nem trabalho!

Felizmente, a Escola que temos não tem esse método, com exceção dos tesouros...

Cada um faz o seu tesouro em casa. De acordo com o tema anual, cada um põe dentro algo enigmático mas muito, muito especial. Depois há a festa dos tesouros onde cada um mostra o seu. Ao longo do ano, os pais vão sendo chamados a desvendar o mistério do seu tesouro.

Hoje levamos o nosso!

Firmes, confiantes e com apontamentos de verde (por expressa indicação da Miss), ousamos dizer: ESTAMOS PRONTOS PARA A FESTA! [até porque quem nos conhece sabe: festas é connosco!]


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Viagem 153: De volta à escola

Hoje foi dia de regressar à escola!

1a Etapa: VOLTAR
A Miss lá foi, a principio agarrada ao meu braço depois senhora de si como só ela.
Sala nova e lá em cima porque já é crescida; um refeitorio novinho em folha; colegas e amigos cheios de coisas para contar e montanhas de braços abertos cheios de saudades; pela frente todo um ano irrepetivel, por ser o ultimo de pre escolar.
Ele encontrou e foi encontrado por colegas, amigos e professores.
É muito aconchegante vê-los a sentirem-se parte da escola, contentes por voltarem, satisfeitos por terem tido saudades deles. A relação entre miudos e adultos é muito verdadeira e carregada de afetos espontaneos.

2a Etapa: LIVROS
Resgatar os livros para ambos foi quase uma odisseia! Todos queremos o mesmo, e todos somos muitos. Almoçamos à hora do lanche e cheios de entusiasmo seguimos na nossa lista de etapas.

3a Etapa: MATERIAL
De barriga cheia enfrentamos o Continente com uma lista em cada mão. Por entre quantidades, marcas e padrões só saimos depois de termos vistos em todos os pedidos.

4a Etapa: ALINDAMENTOS
Cortes de cabelo!
Nada como uma mudança de visual para assinalar o recomeço.

5a Etapa: GELADOS
De bolas, a recompensa e bem merecida...

Segunda feira retomaremos o comboio de mochilas e lancheiras estacionadas à porta de casa. Lá estaremos às 8.30 para um novo ano que será o fim de ciclo de cada um...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Viagem 152: Coisas de Miss - vontades

Hoje a conversa andou à volta de acontecimentos anteriores à nascença da Miss.
Ter havido vida antes do seu nascimento é uma coisa que lhe faz muita comichão. Enfim...

A proposito de qualquer coisa dizia ela: Pois eu ainda estava na tua barriga não era?
Eu: não, ainda não estavas na minha barriga. Não existias.
Ela: hum... Estava á espera que alguma mãe me quisesse, era?
Eu: não! Qualquer mãe haveria de te querer. Eu tenho muita sorte!
Ela: já eu queria que me tivesse calhado uma mãe que não tivesse medo de cães

Toma e embrulha!

domingo, 6 de setembro de 2015

Viagem 151: Coisas de Miss: chega a ser desconcertante

Avançamos na frente em direção à praia as duas, eles hão-de lá ir ter. Montamos o nosso acampamento, somos um bocado espaçosos, mas a nossa praia está habituada a nós. Descemos a parede de areia que nos separa do mar e instalamo-nos.

Ela: mãe, vamos então começar?
(é que nós para além de pás, baldes e regadores, levamos máquinas escavadoras, daquelas que estão habituadas a serem brincadas apenas em casa, aqui têm uma sorte tremenda e vão à praia ou a qualquer terreno)

Eu: (olho para ela com ar de quem tinha escolhido outra brincadeira. Ela é tão criativa a brincar que não precisa de ninguém e eu já tinha o meu livro na mão - missão continuar a preparar o trabalho; o livro - Um nível superior de liderança)
Então mas não consegues tratar dessa obra sozinha?

Ela: não consigo fazer tudo sozinha. Preciso que faças uma ponte assim (e mostra como devo fazer tim por tim; depois de exemplificar desfaz tudo  dá-me o equipamento para a mão)

Eu: (Começo a minha tarefa com empenho e afinco) O resultado é este:


Em busca de confirmação pergunto: Que tal me estou a sair?

Ela: (olha, analisa e sentencia) Boa mãe... era uma ponte mas pode ser um escorrega, temos é que fazer uma obra diferente.

Ora eu ía ler ser sobre D1 (principantes entusiastas) e como "lidar" com eles e pumba tive uma sessão prática saidinha direitinho de uma miuda de 4 anos.

Chega a ser desconcertante!

Viagem 150: Somos pessoas de sorte

Temos setembro melhor do que tivemos agosto!


O céu tem estado limpo, a bandeira verde e o vento desapareceu. Esta é a vista a partir do spot do melhor café depois do almoço. Carrega qualquer bateria e dá alento para o depois! 

Temos a sorte de desfrutar disto a menos de 1000 passos de distância.

Avançamos um pouco e continuamos cheios de sorte, também encontramos pessoas que invadem a nossa sorte porque a menina tem mesmo que comer o seu iogurte no meio da melhor construção de castelos, enfim...

O mar está frio, mas convida. A areia agarra-se como lapa, mas molda-se. O sol aquece, mas não torra.

E depois em cima de nós é assim:
É oficial, somos pessoas de sorte

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Viagem 149: Um querido mês de julho

Julho trouxe 5 semanas de praia-escola, 2 casamentos, 1 despedida de solteira e 1 raio de sol maravilhoso!