domingo, 9 de dezembro de 2012

Viagem 82: 6 meses e 3 semanas

É uma e vinte e cinco, por isso a data já é nove mas, foi a oito que assisti a mais um feito, e por isso é imperativo dar-lhe boleia.
 
 
6 meses e três semanas sem curto-circuitos!
 
 
Foi aos 6 meses e três semanas de vivência da maternidade que senti pela primeira vez o susto dos curto-circuitos. A partir de agora é sempre lucro...
 
Quero continuar a dar boleia a esta contagem!
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Viagem 81: a 17 foi mais 1

E com o passar do dia de ontem, dou boleia a mais um marco fenomenal: 6 meses sem curto-circuitos.
 
 
Devagar, devagarinho começo a acreditar que pode mesmo ser desta. Sem querer ser demasiado otimista, vou aproveitando o momento, e que boa é esta sensação!

sábado, 3 de novembro de 2012

Viagem 80: muito tempo depois, voltei lá...

A oportunidade surgiu e eu aproveitei-a, dei boleia a uma vontade antiga: regressei a Vairão!

Desde o Verão que os cheiros de Vairão me invadem os dias.

Tenho estado cá por cima e fui até lá. Tinha esperança que Vairão estivesse na mesma e até que tivesse sentido a minha falta. Noutro dia, o Alexandre disse-me que tinha chegado a um sitio com as indicações do coração, no meu caso o GPS deu uma extraordinária ajuda mas percebi que ía chegar pela entrada que eu sempre chamei de baixo, pode parecer uma coisa normal mas, no meu caso isso foi surpreendente, porque o meu sentido de orientação é menos que péssimo.
 
Vairão tem o mesmo cheiro, o mesmo parque de jogos, as mesmas ruas empedradas, estreitas e algumas sinuosas, as mesmas casas imponentes, outras casas novas, o mesmo aqueduto, o mesmo mosteiro com o mesmo portão imponente vermelho, o mesmo cemitério imaculadamente arranjado, a mesma calmaria nas ruas. Não consegui ver a mercearia de sempre, mais uma vez o meu sentido de falta de orientação falou mais alto. Mas Vairão não está na mesma...
 
Vairão seguiu o seu caminho e não sentiu nada a minha falta!

domingo, 28 de outubro de 2012

Viagem 79: Um nó no estomago

É uma e vinte e três da manhã e não consigo dormir, aproveitei para pôr trabalho em dia mas não foi fácil... serve-me de consolo o atraso da hora desta noite.
 
Não me sai da cabeça a imagem dos pais que hoje vi: ela para além de si, como se estivesse a participar num filme, não na sua vida; ele parado, estático agarrado a um pedaço de roupa rosa pálido como quem se agarra ao útimo fio de vida.
 
Não imagino o tamanho do nó no estomago de um pai e de uma mãe a despedirem-se de um filho para sempre, ainda menos quando um filho tem menos de cinco meses.
 
Já tive muitos nós no estomago, desatei todos eles mas não creio que tivesse forças para desatar um destes...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viagem 78: tanto!?!

Hoje vi a noticia sobre o corte do subsidio de desemprego para trezentos e setenta e sete euros e qualquer coisa cêntimos.
 
Eu nem sei o que é que as pessoas vão fazer com tanto dinheiro, provavelmente depois de pagarem todas as contas ficam doidas com tanto que lhes sobrará!
 
É preciso não ter qualquer espécie de vergonha nem de decência.
 
Não há quem ponha cobro a isto?

domingo, 21 de outubro de 2012

Viagem 77: Afinal o que é estudar?

Esta semana a temática do estudo tomou conta do nosso quotidiano e por isso hoje resolvi dar-lhe boleia.

No principio da semana o Francisco teve uma ficha de estudo do meio e parece que a coisa correu mal! Digo, parece porque ainda não temos o resultado.
 
Desde há muito que lhe digo que tem de estudar e ele responde-me que a professora não disse e que  ele estudará quando a professora disser para ele fazer isso; fico logo com vontade de subir pelas paredes: a era da supremacia da professora não há meio de acabar! A minha há muito que acabou e não mais voltará!
 
À pergunta, como é que se estuda, ele responde: então estuda-se, sei lá, a professora nunca disse como é que se estuda, diz só que é para estudar.
 
Provavelmente a professora até disse como é que se estuda. Provavelmente a professora não especificou o que é estudar. Não sei. Sei apenas que ele não faz a mais pálida ideia sobre o que é estudar e isso é que importa agora.
 
Pensei, pensei e fartei-me de pensar, eu não queria mais uma batalha, eu já tenho a batalha de comer na escola, de lavar os dentes, de comer fruta, de comer ervilhas, feijões e favas, de arrumar a roupa, da hora de deitar, enfim eu já tenho batalhas que cheguem.
 
Contudo, ignorar não era opção, por isso se é para entrar em mais uma batalha, paciência : vamos a isso!
 
Hoje de manhã, fui à batalha! E correu tão bem. Tinha como meta trabalharmos cerca de uma hora e ele aguentou 55 minutos, foi excelente!

Ele está finalmente a aprender a estudar...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012