sábado, 26 de março de 2011

Dia 10: O timing do tombo

É Sábado de manhã!

Apanho boleia na minha rotina semanal de Sábado: umas belas torradas de pão de quilo, um chá com sabor a morango, a televisão na FOX/FOX LIFE e o computador a navegar a todo o vapor pelas principais noticias do país e do mundo.  


A nota é comum: chegou o turbilhão à politica nacional. É um facto: apanharam todos boleia do mesmo! E até parece que não têm vivido neste rectângulo simpático com vista de mar.

Convém no entanto dizer que a crise politica já cá andava e há muito, só que agora o primeiro voltou a dar cartas como animal politico que é e isto é muito importante não perder de vista. Este é o seu timing!

Vamos a eleições agora porque o ministro chefe assim o quer. Todos os outros se preparavam para o acontecimento no ano, essa era a sua estratégia. É nestas pequenas grandes subtilezas que se destinguem os grandes jogadores dos amadores e neste particular há que dizê-lo com toda a frontalidade ele foi um grande jogador.

O Primeiro Ministro quer eleições agora porque conta ser re-eleito secretário geral do seu partido este fim de semana (nem se ouviu falar dos outros candidatos), porque teremos que ser resgatados nas próximas semanas e ele não tem estrutura de personalidade que consiga suportar tal frustração, porque os outros partidos ainda não estavam preparados, porque os partidos da direita estão desejosos de subir ao poder e iriam revelar uma atitude irracional como aconteceu, porque ficou danado com o discurso de tomada de posse do Presidente da Republica, porque a contestação social iria aumentar e isso desgastava-o muito, porque nós portugueses revemo-nos muito na história do patinho feio e ele já a começou a contá-la e nós já nos começamos a comover.

Como é possível confiarmos nos políticos quando muitos deles nunca foram mais nada senão políticos? Como é possível confiarmos nos políticos quando o interesse nacional não os move? Como é possível confiarmos nos políticos quando numa mesma frase conseguem dizer tudo e o seu contrário?

Preocupa-me que vivamos exclusivamente para o aqui e agora sem nenhum projecto de futuro e sempre a valorizar o acessório!

É à boleia de tudo isto que penso que é urgente nos inquietarmos!

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