quarta-feira, 6 de maio de 2015

Viagem 141: Coisas de Miss: o resumo do dia

«Sabes uma coisa mãe, hoje vimos um filme sobre o Vicente de Vangogue. Ele era da "Olandia" e pintava "autoquatros" que é fazer a sua própria fotografia mesmo»

[depois deste resumo posiciono-me entre a paixão e orgulho]

terça-feira, 5 de maio de 2015

Viagem 140: Coisas de Miss... ainda sobre o dia da mãe e outros dias comemorativos

Domingo de manhãzinha, chama a Miss do alto da sua cama mãaaaaaaaaaaeeeeeeeeee. Lá vou eu. Com ar sorridente diz a miúda: FELIZ DIA DA MÃE!!!

Foi tudo! O dia estava ganho, o que se seguisse era lucro.

Pouco tempo depois entra ela na cozinha: Ó mãe, quando é que é o dia dos filhos?
Eu ainda a tentar juntar 2+2: ....
Ela: hoje é dia da mãe. Primeiro já foi dia do pai. Só falta ser o dia dos filhos. quando é?
Eu: eu acho que não há dia dos filhos! Nunca ouvi falar, sei que há o dia da criança que é dia 1 de junho.
Ela (com ar de pânico): dia 1 já foi ontem de ontem!
Eu: é de junho ainda falta.
Ela: ah! Então e para esse dia os pais fazem as prendas dos filhos nos trabalhos?

Gargalhada e das grandes!
Não consegui responder nadinha de nada

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Viagem 139: O rescaldo do fim de semana

Era um fim de semana de 3 dias que se previa quentinho, mas que não se concretizou assim.

Sexta feira começou com a noticia de uma partida e o fim de semana gelou. Partiu uma senhora em casa de quem durante muitos, muitos anos houve sempre lugar para mais um fosse quem fosse e a que horas fosse, numa mesa sempre farta que mentia bem as dificuldades. Na sua casa cabia toda a gente quer fosse por uma hora, por uma semana, um mês ou um ano, fazendo de um pequeno T2 a maior das mansões. Partiu um poço de bondade de quem os seus sentirão muita falta.

Sabado a vida continuava indiferente, interrompi a manhã para assistir ao fecho de mais um ciclo, e depois segui.

Muitas vezes me vem ao pensamento que ninguém sabe nada da vida de ninguém. Olhamos em volta e não se imagina o que realmente está a acontecer dentro de cada um.

Já ao cair do dia, aventurei-me num supermercado diferente do que costumo ir. Nunca mais lá volto. Se calhar é por inveja, mas nunca mais lá volto! Um supermercado onde as pessoas namoram enquanto fazem compras, nunca tinha encontrado. Pessoas que pesam fruta de mãos dadas, que se passeiam pelo corredor dos detergentes abraçadas, que se beijam enquanto esperam pela sua vez. Achei: está tudo doido.


Domingo foi dia da mãe, mais um. Juntaram-se para celebrar mães cujas mães já partiram, mães a viverem a plenitude da sua missão, mães a caminho de viverem a plenitude da sua missão e mulheres que não são mães.

Era um fim de semana que se previa quentinho, valeu o domingo o para salvar.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Viagem 138: Eu tenho uma proposta

Hoje ouvi uma proposta que três partidos fizeram para regular a cobertura jornalística das campanhas e pré-campanhas.

Eu tenho uma proposta: 0% de cobertura jornalística a 100% da atividade partidária. Tirem-lhes o palco que eles têm para se mostrarem e verão como é que elas lhes mordem. É que nem haveria conversa.

Entre a espada e a parede, sempre, mas é que é sempre a espada!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Viagem 137: Coisas de Miss

O dia de hoje começou frito e acabou assado, que é como quem diz: foi um dia do avesso. Foi a prova provada de que a imprevisibilidade é a única constante. E isso levou-me durante todo o dia a pensar nos pintos da minha capoeira. E nas improbabilidades que às vezes acontecem. Ontem foi mais um desses dias com a Miss.

Ao jantar, e no meio de uma conversa completamente diferente, foi assim:

Ela: ó mãe quando é que a nossa prima vai para a escola?
Eu: hã!?! O que é que estás a dizer?
Ela: A nossa prima, quando é que vai para a nossa escola?
Eu: hum... Ainda falta muito mas eu acho que a prima não vai para a vossa escola.
Ela: Porquê?
Eu: porquê? olha porque é pequena e
Interrompe ela: pois tem que ir primeiro para a creche, não é? Vai primeiro para a creche do cozinheiro (é assim que ela trata a creche onde esteve porque causa do simbolo do restaurante que existe ao lado)
Eu: pois, primeiro teria que ir para uma escola de mais pequenos. Mas a mim parece-me que a prima se for para uma escola, será um escola em Itália.
Ela: Itália?!? Desculpa lá. Desculpa lá. Que eu saiba, primeiro: a tia não vive em Itália; depois, que eu saiba, primas não vivem em Itália. Em Itália só vivem tios.

E agora?...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Viagem 136: a propósito de PRÓS E CONTRAS


Ontem lá fomos... aceitamos o desafio de sexta feira ao final da tarde. Chegámos lá ontem e saímos de lá hoje. 

Fomos porque trabalhamos nisto ainda antes de termos representações na comissão. Mas fomos também pela adrenalina da novidade, não creio que seja mau reconhecê-lo. Gostei, ainda o programa não tinha começado e eu já estava a gostar. Quando descobri que ouviria falar ao vivo os Professores José Gameiro e Eduardo Sá, aí comecei a adorar!

Com o decorrer do Programa comecei a inquietar-me tanto, mas tanto que se o Programa tivesse mais trinta segundos eu não me tinha segurado...

As conversas são como as cerejas, começamos num lado e terminamos onde calhar, mas acho que foi uma enorme oportunidade perdida. A jornalista Fátima Campos Ferreira tem um à-vontade assinalável só que não pareceu estar convenientemente preparada, muitos dos intervenientes estavam claramente comprometidos com o sistema instalado e por isso não conseguem falar dele porque acham, entre outras coisas, que se está a pôr em causa o seu trabalho.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, assentes numa ideia idílica de que a comunidade pode e deve assegurar o seu funcionamento, substituindo-se ao Estado. Assim sendo, criam-se as comissões que são compostas por um grupo alargado e outro restrito. Cabe aos elementos do grupo alargado indicar elementos que ficam associados ao grupo restrito, esses sim responsáveis depois pelo acompanhamento dos casos sinalizados. Fazemos parte do grupo alargado, mas não temos condições para fazer parte do restrito. Eu mesma tiro o chapéu às Instituições com essa capacidade, porque nós não poderíamos prescindir de nenhum dos nossos colaboradores mantendo com ele todo o vinculo (leia-se pagamento de vencimento e manutenção do seu lugar) sem que este estivesse a cumprir o seu horário na nossa Instituição. Aliás, desde o primeiro momento que percebi este funcionamento que disse de mim para mim: ora aqui está uma belissima maneira de fazer ovos mexidos sem ovos.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, para atuarem precisam do consentimento dos pais sem isso, nada feito. Quando os pais são os agressores já se pode imaginar o seu nível de interesse cooperativo.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e só não acontecem mais casos como o de Oeiras ou de Loures porque o cosmos se alinha de tal maneira que favorece o equilibrio e se calhar, mesmo que funcionassem na perfeição continuariam a acontecer casos com o de Oeiras ou de Loures, porque nestas circunstâncias existe sempre um grau grande de imprevisibilidade.

A verdade é que as comissões funcionam como podem e dentro destes moldes, a que conheço não poderia funcionar melhor. Existe entrega, dedicação, empenho e um medo enorme de ter uma fatalidade nas mãos quando menos se espera.

A verdade é que as comissões funcionam como podem, e enquanto o modelo for este não se pode querer ser levado a sério. 

Ontem lá fomos... hoje, cá continuamos inquietas e a agradecer à estrelinha que mantém o cosmos alinhado.

terça-feira, 10 de março de 2015

Viagem 135: Dia da Mulher, porquê dia 8

    Há muito que me perguntava porque é que se comemora o dia da mulher justamente neste dia. Finalmente descobri. Sempre achei que não deveria ter sido criado este dia para mulheres se juntarem umas com as outras e se divertirem aliviando a culpa disso mesmo, ao repetirem vezes sem conta o quanto merecem.

    "No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica ...e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

    A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
    Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas)."

    Assim se vê a fibra de quem muda o mundo, devagar, devagarinho, mas para sempre!