quinta-feira, 12 de junho de 2014

Viagem 128: É hoje que anda à roda...

Se não estiver enganada é hoje que saem as notas dos exames de 4ºAno.

Para mim é como saírem os números da lotaria. Isto porque com o Francisco é tudo sempre um bocado aleatório. Que ele sabe, sabe, não há dúvida. Que ele estava disponível para mostrar, isso já é outra conversa...

Sou das poucas pessoas que conheço que é favorável aos exames (e era tão fácil ser o oposto olhando para o que tenho em casa). Eu acho que é necessário aferir globalmente o que todos sabem em cada ciclo de ensino e, pelo menos, tentar garantir que todos vão com os conhecimentos básicos para o ciclo seguinte.  Por outro lado, a forma como tenho visto e ouvido professores preparem os seus alunos, leva-me a confirmar a minha posição. Exames são precisos.

Como tinha cautela para esta lotaria, vi os exames do ano passado, apreciei livros de preparação com potenciais exames, comparei com os manuais de 4º Ano e conclui que estão em registos diferentes, muito diferentes. Os manuais, atrever-me-ia a dizer, são para tontos! O nível de dificuldade é mínimo e convida a não pensar, porque isso dá cá um trabalho!

Em suma: a escola alfabetiza tendo como padrão os mínimos e os exames questionam sobre literacia (que está longe de ser mínimo). Claro que enquanto assim for, estamos mal.


Os professores fazem parte de uma classe que entende que não carece de ser avaliada, que não tem que se sujeitar a exame de admissão para a carreira e cujo trabalho não precisa de ser medido. Como se 100% dos professores fizesse 100% de bom trabalho, 100% das vezes. Acho que não existe. Falo de barriga cheia: o rapaz teve boas professoras e quando não estava a resultar não exitamos e mudámos. Muitos pensaram que seria uma má jogada tendo em conta o ano em questão, poucos disseram. Aqui chegados e antes de sabermos resultados, afirmo: valeu mesmo a pena.

Aguardo com expectativa pelo fim da tarde para saber onde nos situamos entre o primeiro prémio e a terminação.

sábado, 31 de maio de 2014

Viagem 127: Jantar de Pais: pensei, pensei, pensei....

A Escola do Francisco tem um momento por trimestre chamado de Jantar de Pais. Tentámos inscrição em março mas, não fomos bem sucedidos. Tivemos pena e no final das contas até nos deu jeito porque calhou na véspera do aniversário do primogénito. Hoje, conseguimos lugar!

O jantar acontece na escola, no refeitório. Tem uma vista fabulosa e toda uma envolvência rústica. O tema como não podia deixar de ser foi o Mundial de futebol.

Estava tudo pensado ao pormenor da endumentária da Equipa da Escola à decoração não faltou nada: os centros de mesa eram relvados de futebol (as balizas eram deliciosas); as ementas eram camisolas das seleções na fase final (até a marca das camisolas foi incluida - nike | adidas | puma); os individuais dos miudos eram a bola "brasuca"; as argolas dos guardanapos tinham o simbolo do mundial, os guardanapos tinham as cores da seleção; no final houve direito a guloseimas numa caixa de lembranças original.


Á medida que ia vendo tudo, tinha o cerebro a fervilhar (sim, não fervilho só em congressos e afins!): a missão 1/2 milhão precisa disto!

Quando vi o prato dos miudos, tive a certeza: a M1/2M vai ter isto. Durante o resto do tempo ocupei-me a pensar: como? Como é que vou concretizar isto? Absorvi tudo o que pude, sempre a borbulhar de entusiasmo. Trouxe tudo o que pude... 

Já de volta a casa, pensei: tenho até dia 20 para organizar a proposta. Mafalda, Marina e Marisa, já sabem: vou sonhar com isto. Conto convosco para a parte da concretização. Vamos a isto?


domingo, 25 de maio de 2014

Viagem 126: Antes... Depois

Esta boleia é de ontem mas, há hora de ontem já era hoje e eu estava tão cansada e com as palavras todas aos saltos, nem conseguia fazer sentido. Escolhi deixar para depois de acordar. Dormi. Acordei. Continuo com as palavras aos saltos. Ou se calhar, sem elas...


É isso! Tudo quanto possa escrever não conta o que vai cá dentro.

Obrigada.


[Já mesmo em fim de festa, que é como quem diz, no carro prestes a sair da festa, a Miss diz: mãe dançaste muito bem e o pai vai dizer que estás muito bonita!, claro que isto só aconteceria na cabecita dela...]







segunda-feira, 19 de maio de 2014

Viagem 125: Francisquices - Imperdível

«É uma casa tão linda
Que ternura quando a vejo!
Lembra-me o senhor Joaquim
Meu amigo do Alentejo

Carpinteiro tão velhinho
A trabalhar a madeira:
Eu olhava-o encantada
Sentadinha à sua beira.

Conheci-o quando fui
Para o Alentejo ensinar.
Professora de meninos
Meninos do meu amar.

Um dia o visitei,
Confessei-lhe, quase a medo:
Eu tenho um cão pequenino,
Um cãozinho de brinquedo.

Senhor Joaquim, tenho um cão
Que me deram os meus amigos,
Quando parti de Lisboa
Para sempre o ter comigo.

É cãozinho de brinquedo,
Um tesouro de amizade:
É um cão que não tem vida
Mas diz-me tanta verdade!

O senhor Joaquim olhou-me
Com seus olhos cheios de vida:
- Vou fazer-lhe uma casinha,
Uma perfeição florida...

E uma perfeição florida
Foi feita por suas mãos,
Mãos ásperas de pobreza
Tão doces de perfeição.

Eis a história da casinha
Feita pelo senhor Joaquim:
Tenho amigos e saudade,
Não tenham pena de mim!»
Matilde Rosa Araújo
Pergunta de interpretação feita:
Na tua opinião, por que motivo foi «quase a medo» (verso 14) que a autora confessou ao senhor Joaquim que tinha um cãozinho?

Resposta do Francisco:
Eu acho que ela tinha medo que o cão o mordesse.

Realmente... o que mais haveria de ser!

Viagem 124: Venham eles!

Chegados que estamos à semana mais guardada pelo 4ºAno, afirmamos convictos: venham eles!

Começamos pelo português. Faremos o possível na esperança de que a interpretação não seja muito subtil e que a composição seja uma narrativa o mais colada à realidade possível, o tempo não está para grandes imaginações!

A nossa arma secreta está reservada para 4ªfeira: matemática, aí vamos arrasar!

Certo é que ele se vai superar. O raça do rapaz na hora H, quando é mesmo mas mesmo preciso, mostra a sua fibra. É sempre assim.

Já eu estarei cheia de borboletas por dentro.

sábado, 17 de maio de 2014

Viagem 123: Finalmente... VITÓRIA!!!

Volta e meia há jogo ao fim de semana. É o preço a pagar por ser de uma escola de futebol.
Os jogos começaram há meses e desde então o melhor que conseguíamos eram empates (acho mesmo que só empatamos uma vez!). Foram derrotas umas depois das outras.
Hoje foi diferente... Hoje jogámos fora. Hoje ganhámos!! 1-3. Foi delicioso!
E pensar eu que achava que hoje seria mais prudente não ir para aproveitar a tarde também para estudar, afinal há exames durante a semana.
A alegria dos miúdos foi indiscritível. Um deles dizia mesmo que deviam ir ao Marquês celebrar!!!
Claro que na espuma de tudo isto, encontro uma ou outra Francisquice:
- na preparação da marcação de um canto diz o Francisco para o adversário que o estava a marcar: Ó Meu podias deixar-me sem marcação, tá bem?
- já no caminho para o carro: tinhas razão mãe! Bem dizias que não haveria vitórias sem mim!!
Não fomos ao Marquês mas, celebramos a vitória abrindo oficialmente a época do caracol.

domingo, 11 de maio de 2014

Viagem 122: um flop de fim de semana ou nem tanto

Tinha grandes expectativas para este fim de semana. Ou então eram só confabulações!
Já devia saber que para mim não estão reservadas grandes coisas. E assim correu o serão de sexta.
Sábado começou torto, tortíssimo. Tão torto que até os miúdos tiveram direito a escolher uma coisa cada para eles na casa dos brinquedos (é o nome que dão à toy'rus). De tarde o filme "Uma história de Encantar" (acho que é assim que se chama) relembrou-me que acredito em contos de fadas (ou não fosse o principe, o Dr McDreamy da Anatomia de Grey).
Domingo acordou soalheiro. Tinha um compromisso de trabalho durante a tarde. Por aquele trabalho não estamos habituados a que nos deem nada, por isso quando alguém está disposto a "dançar para nos ajudar" eu fico sem palavras, tal é a surpresa.
O espetáculo foi muito bom. As miúdas dançam com alma, com paixão e acima de tudo divertidas. Duas bolas de gelado ao fim da tarde em Cascais, foi a cereja no topo do bolo.
Um fim de semana que contra todas as minhas expectativas estava prestes a ser um flop, foi salvo no meio de tutus e sapatilhas com e sem pontas (por momentos tive tantas, mas tantas saudades das minhas sapatilhas...)