quinta-feira, 1 de maio de 2014

Viagem 119: É que já não há paciência!

Saiu finalmente o tão falado DEO. Agora, politico que é governante ou aspirante a tal, fala preferencialmente por siglas. Até o cabelo da ministra estava em pé (e falo literalmente indomável). Compreende-se. É que já não há paciência!

Primeiro talvez seja preciso continuar a cortar; depois o melhor é taxar o açúcar, o sal e sei lá mais o quê; depois ainda não é nada disto; mais tarde, o que quer que se venha a fazer não implicará subir impostos; por último deita-se cá para fora umas coisas sobre começar a aliviar a carga fiscal, enfim. Não raras vezes, parecem-me miúdos a brincar aos governos.

Quando não há mais possibilidade de adiamento, anuncia-se uma fórmula nunca antes vista: aumentar impostos!

Como é que não há ninguém que diga as estas pessoazinhas que gente sem palavra não comanda nada, muito menos uma nação. Gente sem palavra nem ignorado merece ser.

Gentinha como esta, sem palavra merece desprezo!


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Viagem 118: Coisas de Miss - mesmo à mesa sempre a surpreender!

Na sexta, feriado, a conversa ao almoço corria assim:
Ele: Ora então, se hoje faz 40 anos o 25 de abril, há 10 fazia 30 anos e eu era tão pequeno. Ainda nem tinha 2 meses.
Eu: Pois. Mas, sabes em que dia é que estavas previsto nascer?
Ele: Não.
Eu: dia 24 de abril.
Ele: A sério! Na véspera do feriado! Porque é que eu nasci a 30 de março?
Eu: Porque estavas pronto e quiseste.
Ele: hum... e quem é que lá estava quando eu nasci?
Eu: Então, na sala mesmo onde nasceste só o pai. Depois cá fora estava a avó Graça à tua espera. E depois ao final da tarde, chegou toda a gente. Todos te queriam conhecer.
Ele: E quando a Maria Catarina nasceu, eu também lá estava?
Eu: Não. Estava lá só o pai.
Ele: Então mas eu sou o irmão, não podia estar?
Eu: Não. Só podem estar os pais.
Ele: Então onde é que eu estava?
Eu: Tu ficaste cá com a avó Noémia. Vieste da escola. Jantámos todos (eu, tu, o pai, a avó Graça, a avó Noémia e o tio Nuno) pizza, depois a avó Graça e o tio Nuno foram para casa, nós fomos para o hospital e tu ficaste com a avó Noémia.
Ela (a chorar): E eu, porque é que eu não fiquei com a avó Noémia. Eu também queria ter ficado! E eu não comi pizza?!? Porque é que eu não comi pizza? Porque é que eu não fiquei com a avó Noémia? Isto é muito injusto...

Não consegui conter as gargalhadas. Por momentos, saí de mim, olhei para aquele cenário e pensei: isto é tudo!

Para mim o resultado perfeito da soma 1+1 seria 5. Já perdi essa esperança. Também isso perdi. Aproveito como posso as coisas de Miss ou as Francisquices diárias. E como são valiosas estas coisas...



domingo, 30 de março de 2014

Viagem 117: Há 10 anos como se fosse há 10 minutos

Lembro-me deste dia 30 de 2004. Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Foi terça feira e estava sol. Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Na minha cabeça ecoa como se fosse agora a sentença da médica pelas 8.15h: esta criança até às 18h está cá fora. Hoje conhecemos o nosso rapaz! O nosso rapaz chegou às 16.27. Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Foram 10 anos de desafio constante.

Foram 10 anos de uma genuinidade desconcertante própria de quem não compreende como é que 1 semana tem 7 dias, diz-se daqui a 8 dias e 2 semanas são 15 dias. De um apuramento sem igual, só igualado por quem come cascas de banana no carro e adora verbos porque pode usar três cores diferentes para escrevê-los (uma para os tempos verbais, outra para os pronomes pessoais e uma terceira para escrever o verbo em si). Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Foram 10 anos cheios de espinhas prontas a serem ultrapssadas como o treino de não usar casaco para cumprir o requisito de ser forte para ter hipótese de entrar para a acrobática. Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Foram 10 anos de perguntas, de respostas, de desafios, de experiências, de descobertas, de conquistas, de batalhas... Foi há 10 anos mas, é como se tivesse sido há 10 minutos.

Foram 10 anos de Francisco.

Foi terça feira e estava sol. Hoje é domingo e estará certamente sol...

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Viagem 116: Por causa dos Agostinhos

Ontem, o loft foi surpreendido pelo reconhecimento. Nem a propósito...

Talvez há 12 ou 13 anos, conhecemos (falo no plural porque tu, Margarida pediste expressamente que te mencionasse) um miúdo pequeno, gingão, vivaço, de olhos grandes e sorriso aberto a quem tantas mas tantas vezes disse: Agostinho, assim nunca mais chegas a Agosto!

Ontem, com 20 anos o Agostinho visitou-nos. Lembrava-se de nós. Olhou para mim com o mesmo sorriso aberto e olhos do tamanho do mundo. Não resisti, disse-lhe: Agostinho, tu afinal não chegaste só a Agosto, tu já estás em setembro ou outubro! Ele respondeu: lembras-te!?! e riu...

A experiência vivida diz, não é fácil de esquecer. Passou para agradecer. Passou por reconhecimento. O mesmo reconhecimento que não é da palmadinha nas costas, nem alimento do ego puro e duro. É antes força que nos move nos momentos mais periclitantes.

É por causa dos Agostinhos que nos agastamos todos os dias, e depois, mesmo que seja 12 ou 13 anos depois, sabe tão bem...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Viagem 115: FAMÍLIAS +

Principio da tarde e o dia corria igual a tantos outros, quando o telefone toca: será que conseguíamos arranjar comida para uma família de 3 elementos - um casal e um menino de 3 anos. A resposta foi imediata como é sempre. Em pouco menos de 2 horas de Massamá chegava um saco de mercearias e meia dúzia de litros de leite.

Começamos a ser conhecidos por responder prontamente às necessidades urgentes. Mais do que conhecidos, reconhecidos. O reconhecimento é muito importante. Move-nos nos momentos mais periclitantes.

Não falo do reconhecimento de palmadinhas nas costas, de alimento do ego puro e duro. Este é outro. É de contributo que não tem rosto definido. É de esforço de muitos que ontem sem saberem deram jantar ao pai, à mãe e ao filho de 3 anos.


Através do FAMILIAS +, famílias ajudam outras famílias com alimentos, produtos de limpeza e higiene. Famílias que sem saberem, mudam os dias de outras famílias. Ser um elo desta cadeia é fenomenal.


Ontem, por mera casualidade fui eu quem entregou o saco e viu o rosto do reconhecimento.


Por entre o desespero, ontem eu vi a força que nos move nos momentos mais periclitantes.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Viagem 114: Serviço Público


No carro, de manhã ouvi a noticia do sorteio das faturas. Não fui capaz de não lhe dar boleia, até porque, este foi tema de conversa ao jantar no sábado entre os convivas.


Pelo que ouvi hoje, confirmo que nós estamos pelo menos 48 horas à frente do nosso tempo. Aproveito então a oportunidade para sintetizar o que pensámos como prova de toda a minha boa vontade e disponibilidade para ajudar o país (as ideias apresentadas não são minhas, gostava que tivessem sido porque são top)

Foi hoje conhecido o nome do concurso: FATURA DA SORTE!

Nós propomos que seja criado um programa de televisão em horário nobre na RTP (está na altura de passar a fazer serviço público à séria e de qualidade), talvez ao sábado, com apresentação de José Sócrates (quem vai ao domingo mais depressa vai ao sábado).

Um programa com o nome de FATURA DA SORTE tem que ter pelo menos 2 horas de duração, uma tombola com todas as rifas, o Vitor Gaspar a explicar como é que se consegue a rifa para poder participar neste concurso, uma empresa ou outra de venda de equipamentos e programas de faturação com informações aos comerciantes e o vencedor da semana anterior a contar como é que a sua vida mudou depois de ter ganho a FATURA DA SORTE. Pelo meio, um artista ou dois a fazer playback com os hits do momento.

Ainda não vi explicado se o imposto de 20% sobre os prémios de jogo superiores a €5.000,00 também se aplica, ou se está a ser estudada a criação de uma comissão para estudar a possibilidade de criar um regime de exceção.

Uma coisa eu sei: vou continuar a colecionar rifas. Nunca tive sorte ao jogo mas, nunca se sabe quando é que isto muda!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Viagem 113: Coisas de Miss - sempre a surpreender

Pela manhã a conversa na casa de banho fluiu assim:


Ela: Eu quando "ser" bebé, estava na tua barriga, não era?
Eu: o quê?
Ela: Eu, Maria Catarina era da tua barriga, não era? E depois nasci.
Eu: Ah! Sim, tu estiveste na minha barriga e depois nasceste.
Ela: Pois... "tavo" na tua barriga. E o Francisco também.
Eu: Sim, tu e o Francisco estiveram na minha barriga antes de nascerem.
Ela: Pois... Sabes, eu não adorei isso de estar na tua barriga.


Ela pode não ter adorado, já eu...